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A volta dos netbooks

Matéria publicada em 8 de outubro de 2015, 11:14 horas

 


Fabricantes ensaiam retomada de produção de computadores simples e baratos, construídos para tarefas básicas

Algumas fabricantes de computadores, como Asus e HP, decidiram ressuscitar os netbooks, uma categoria de dispositivos que parecia extinta há cerca de dois anos.

Os netbooks fizeram sucesso no final da década passada. Eram laptops de tela pequena, com 11 polegadas no máximo, capacidade de processamento limitada e preço baixo, feitos para o desempenho de tarefas básicas, como acessar a web e editar textos.

As últimas empresas cessaram sua produção no final de 2012, afetadas, em parte, pelo crescimento da popularidade dos tablets na época.

Porém, no último mês, Asus e HP lançaram produtos que se enquadram na categoria –as companhias ainda estudam se vão lançar essa nova linha de netbooks no mercado brasileiro.

Lenovo e Acer já acenaram que devem seguir o mesmo caminho em 2015.

O que mudou para que os fabricantes voltassem a dispositivos que já não se mostravam tão atraentes dois anos atrás? Duas coisas: miniaturização dos componentes internos e a popularização de ferramentas on-line, que poupam espaço e processamento do laptop.

“Os netbooks como apresentados mudaram muito. Na época, o conceito era o de atender necessidade de portabilidade e maior duração de bateria, mas que logo ficavam defasados”, diz Marcel Campos, gerente de produto da Asus Brasil.

“Hoje já existem processadores poderosos de até quatro núcleos que podem rodar em aparelhos de 11 polegadas”, acrescenta Campos.

A fabricante de Taiwan lançou a categoria, em 2007, e foi a última a parar de fabricá-la. Na sua volta a esse mercado, a Asus resolveu também batizar seus produtos com o mesmo nome comercial que adotava para os netbooks antigos, o Eee PC.

Nos EUA e na Europa, um forte estímulo para o ressurreição dos netbooks foi o avanço dos Chromebooks – computadores de baixo custo equipados com o Chrome OS, sistema do Google.

O Chrome OS inicia em segundos e é preciso estar conectado à rede para utilizá-lo. Até mesmo as tarefas mais básicas são realizadas on-line –o que ajuda a explicar o seu preço reduzido, uma vez que dispensa quase totalmente a instalação de programas e potência de hardware.

Os Chromebooks avançam sobre o espaço dos PCs com Windows. Segundo a consultoria NPD Group, no período entre 4 de julho e 1 de setembro, os Chromebooks ficaram com 4,5% do mercado de notebooks nos EUA. No mesmo período do ano passado, o número era 3,3%. O crescimento foi de 36%.

Enquanto isso, os PCs com Windows tiveram queda, de 72,3% para 68,4%. Os números parecem pequenos, mas foram o suficiente para acender o sinal amarelo na criadora do Windows.

No último mês de julho, Kevin Turner, diretor de operações da Microsoft, afirmou em um evento para fabricantes: “Nós vamos participar dos segmentos mais baratos. Temos uma ótima proposta de valor contra os Chromebooks. Não vamos ceder mercado para ninguém”.

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