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Acidentes rodoviários mostram atraso de 35 anos

Matéria publicada em 9 de junho de 2018, 19:14 horas

 


Brasília – Entre 2007 e 2017, apenas em rodovias federais policiadas foram registrados 1,65 milhão de acidentes, média de 411,3 por dia. No mesmo período, 83.481 pessoas morreram nessas, o que corresponde a mais de 20 mortes por dia.  Essas estatísticas indicam que o Brasil apresenta um atraso de 35 anos em relação aos países desenvolvidos onde quantidade semelhante de mortes e de acidentes rodoviários era um problema do início da década de 1980.

Esses são alguns dos resultados do estudo “Acidentes Rodoviários e a Infraestrutura”, divulgado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte). O documento apresenta os principais fatores que contribuem para a ocorrência dos acidentes e faz uma relação entre eles as características da infraestrutura rodoviária existente nos locais das ocorrências.

O estudo é baseado no registro de acidentes com vítimas ocorridos em rodovias federais de todo o país realizados Polícia Rodoviária Federal e nos resultados da Pesquisa CNT de Rodovias 2017.
O trabalho da CNT também aponta a frequência e a gravidade dos acidentes segundo o tipo infraestrutura existente, mapeando, ainda, os 100 trechos rodoviários onde se concentram o maior número de mortes.

“Esse estudo comprova que há uma forte relação entre os acidentes e a qualidade das rodovias. São dados consistentes que, mais uma vez, comprovam a necessidade de realização de fortes investimentos em infraestrutura de transporte”, afirma o presidente da CNT, Clésio Andrade.


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5 comentários

  1. Tudo isso porque tivermos governos ineptos, corruptos e que não se preocupam nada com a situação da infraestrutura do país, basta ver o que acontece na via Dutra ( descida da Serra das Araras), dia sim e outro também, acidentes sem fim, mas como a ANTT e a CCR (vulgo ODEBRECHT) dormem no berço esplendido da falta de compromisso com o contribuinte, nada fazem e assim cada dia pior.

  2. País de merda, nasceu pra ser subdesenvolvido.

  3. Um estudo que só mostra os números absolutos, não os relativos, não deve ser considerado um estudo, mas sim uma simples pesquisa… Tem que ser levado em conta a extensão total das vias e a proporção número de veículos/acidentes…

  4. E a velocidade dos veículos? Suas condições de conservação? A imprudência dos motoristas? Um exemplo: a Dutra na descida da Serra das Araras, um projeto de quase um século, onde todos os caminhoneiros sabem dos perigos (ou o zap só serve para convocar greve?) e mesmo assim trecho continua com recorde de acidente em tão pouca extensão. O problema dos motoristas brasileiros, de qualquer veículo, é que se acham os mais espertos do mundo, como se fossem Ayrton Senna, e quando fazem uma desgraça em rodovia ou rua, a justiça anda menos que Rubinho e quase ninguém é punido exemplarmente.

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