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Adoções de crianças crescem na região Sul Fluminense

Matéria publicada em 25 de fevereiro de 2018, 16:46 horas

 


Grupos como os Filhos do Amor trabalham em todo o país

Grupos como os Filhos do Amor trabalham em todo o país


Resende – 
A exemplo das demais localidades do país, as adoções na região vêm aumentando a cada ano. Dados do Grupo de Apoio à Adoção de Resende “Filhos do Amor”, apresentados neste final de semana, apontam que em 2017 foram realizadas 12 adoções nas cidades da região. Este é um dos maiores números registrados pela entidade nos últimos anos.

E melhor: o perfil das crianças escolhidas também mudou, possibilitando adoção dos chamados tardios – aqueles com mais de sete anos de idade – e de irmãos. O coordenador do grupo, Claudio Mendonça, explicou que o mesmo vem ocorrendo no Brasil provocando, inclusive, a diminuição de crianças adotadas por estrangeiros no país.

Por conta disso, o ano passado encerrou com um dos menores números de adoções dos últimos 20 anos em relação a estrangeiros. Foram concretizadas apenas 78 adoções internacionais. Outro fator positivo que também pode ajudar a manter as crianças no seu país de origem foi a redução da restrição por parte dos brasileiros.

Grupos como os Filhos do Amor, trabalham em todo o país, a importância da adoção também beneficiar crianças maiores e irmãos, característica antes, recusada pelas famílias interessadas em adotar uma criança. Nesta entidade,  um sábado a cada mês, o grupo se reúne com pelo menos 30 pessoas para debater o assunto e buscar formas de ampliar as adoções na região.

O público alvo são famílias que tem interesse em adotar crianças ou voluntários.  E para garantir que os processos de adoções sejam seguros, os “Filhos do Amor” abordam temas variados em cada reunião. A agenda deste ano, iniciada este mês, abordou o tema “Adoção: perguntas e respostas (desconstruindo mitos e preconceitos)”.  Em março, o grupo discute “Gestão Emocional na Adoção”, e em abril, os voluntários abordam a “Adoção e o Estágio de Convivência”.

A programação incluiu ainda assuntos como: “Adoção por pessoas hemoafetivas: dificuldades, preconceitos e possibilidades”; “Aspectos jurídicos a serem percorridos para adoção”; “Adoção tardia”, entre outros. As reuniões dos Filhos do Amor acontecem no segundo sábado de cada mês, das 15h às 17 horas, no Salão da Paróquia São Sebastião, em Campos Elíseos.

“As adoções nacionais têm crescido no que diz respeito a perfis antes procurados apenas por pretendentes internacionais. De uns dois anos para cá, a gente tem conseguido fazer adoções de crianças com deficiência, crianças a partir de 7 anos. No ano passado, em São Paulo, houve a adoção de uma adolescente de 12 e de um de 16. Então a gente tem conseguido deixar as crianças no território nacional. Além disso, há uma menor disponibilidade dos adotantes internacionais em relação a crianças muito mais velhas. Até uns 5 anos atrás a gente conseguia fazer adoções de adolescentes de 14 anos ou mais. Hoje em dia, os perfis desejados são de crianças com, no máximo, 10 anos”, afirma Mônica Arnoni, juíza da Vara Central da Infância e Juventude de São Paulo.

Um comentário

  1. Como faz para adotar uma criança em volta redonda?

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