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Barra Mansa intensifica ações contra o mosquito Aedes aegypti

Matéria publicada em 13 de janeiro de 2018, 17:00 horas

 


Estado do Rio corre risco de epidemia de chikungunya e municípios correm para evitar problemas

Barra Mansa – Ao menos na primeira quinzena do mês de janeiro, a previsão dos institutos de climatologia é de chuvas intensas em todo o estado do Rio. Com isso, cresce a preocupação com os riscos de proliferações de criadouros do mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, zika e chikungunya. Diante da previsão do tempo, cidades de toda a região correm para intensificar as ações contra o mosquito. Em Barra Mansa, isso já está sendo feito.

Segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde do governo do estado, Alexandre Chieppe, o tema merece atenção das autoridades municipais neste período do ano. Nesta semana, o subsecretário admitiu que o cenário da dengue é mais tranquilo. Mas ele ressalta que o risco de uma epidemia de chikungunya neste verão não está descartado. Segundo dados da Vigilância, cerca de três mil casos de chikungunya, quatro mil de zika e dez mil de dengue foram notificados no estado durante o ano passado.

Com o objetivo de evitar que casos das doenças provocadas pelo Aedes Aegypti prejudiquem a população, o coordenador da Vigilância em Saúde Ambiental de Barra Mansa, Maurício Iencarelli, informou que o órgão está intensificando as ações de vigilância e controle vetorial, principalmente à prevenção para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypt.

As ações estão sendo desenvolvidas por meio de visitas domiciliares diárias realizadas pelos agentes de combate à endemias (ACE), que na oportunidade orientam a população sobre a questão e inspecionam os locais com potencialidades de se tornarem criadouros do mosquito.

Conforme adiantou o coordenador, a Vigilância deve otimizar as ações de campo em razão das chuvas e as altas temperaturas, embora o último LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti), realizado em dezembro, tenha apresentado  um índice de infestação baixo pelo Aedes aegypti. “Apesar dos números satisfatórios, não podemos relaxar na prevenção e eliminação de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti. A prevenção constante ainda é o melhor remédio e ela deve ser feita com a ajuda da população”, disse Maurício, ressaltando que o município dispõe do Plano de Contingência para Dengue, chikungunya e Zika.

De acordo com informações do Setor de Epidemiologia, da Secretaria de Saúde de Barra Mansa, em 2016 foram notificados 916 casos de dengue. Desse total, 244 foram confirmados. Não houve registros de febre chikungunya e febre amarela. Dezenove gestantes contraíram o zika vírus. Em 2016, foram registrados cinco óbitos por dengue Em 2017, houve uma redução nos casos, com 37 notificações por dengue, sem confirmações da doença e outros dois casos de suspeitos de zika vírus.

Contra o Aedes aegypti: Prevenção constante ainda é o melhor remédio (Foto: Arquivo)

Contra o Aedes aegypti: Prevenção constante ainda é o melhor remédio (Foto: Arquivo)

 

Redobrar a atenção

Conforme alertou o subsecretário de Vigilância em Saúde do estado, a população deve redobrar a atenção e considerar a campanha “Dez minutos contra o Aedes”, que mostra que é possível nesse período, as pessoas eliminarem os criadouros dos mosquitos seja em vaso de planta,  pneus, piscinas ou qualquer lugar que possa concentrar água parada.

“O índice de infestação pelo Aedes está baixo, mas se as pessoas deixarem de eliminar possíveis criadouros do mosquito, isso pode mudar de forma muito rápida. O aumento da temperatura favorece a proliferação do mosquito, e as chuvas que acontecem de forma isolada, praticamente todos os dias, também favorecem o aparecimento dos criadouros, já que ele gosta de água parada”, observou o subsecretário, ao acrescentar que em função da vulnerabilidade da população do estado ao vírus chikungunya, uma possível epidemia da doença é o que mais preocupa as autoridades sanitárias.

O que é Febre Chikungunya?

A febre chikungunya é uma doença infecciosa causada pelo vírus CHIKV e transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. Caracteriza-se, principalmente, pela febre alta (cerca de 39ºC) e fortes dores nas articulações. Seu primeiro caso foi detectado no ano de 1952, na Tanzânia, e o termo “chikungunya” deriva do swahili, um dos idiomas do país, e significa “aqueles que se dobram”, devido a curvatura com que os pacientes podem atingir por conta das intensas dores causadas pela doença.

Em solo brasileiro, a doença foi confirmada apenas em 2014, porém, desde então, as preocupações são grandes. Com relação a forma de transmissão, sabe-se que a única maneira da doença ser transmitida é através da picada do mosquito. Portanto, evitar com que isso aconteça é a única maneira de prevenção contra o chikungunya. Após a picada, o vírus pode apresentar os sintomas entre 4 a 8 dias (tempo de incubação).

 

Vigilância orienta combate ao mosquito e às larvas

Garrafas PET e de vidro: As garrafas devem ser embaladas e descartadas corretamente na lixeira, em local coberto ou de boca para baixo.

Lajes: Não deixe água acumular nas lajes. Mantenha-as sempre secas.

Ralos: Tampe os ralos com telas ou mantenha-os vedados, principalmente os que estão fora de uso.

Vasos sanitários: Deixe a tampa sempre fechada ou vede com plástico.

Piscinas: Mantenha a piscina sempre limpa. Use cloro para tratar a água e o filtro periodicamente.

Coletor de água da geladeira e ar-condicionado: Atrás da geladeira existe um coletor de água. Lave-o uma vez por semana, assim como as bandejas do ar-condicionado.

Calhas: Limpe e nivele. Mantenha-as sempre sem folhas e materiais que possam impedir a passagem da água.

Cacos de vidros nos muros: Vede com cimento ou quebre todos os cacos que possam acumular água.

Baldes e vasos de plantas vazios: Guarde-os em local coberto, com a boca para baixo.

Plantas que acumulam água: Evite ter bromélias e outras plantas que acumulam água, ou retire semanalmente a água das folhas.

Suporte de garrafão de água mineral: Lave-o sempre quando fizer a troca. Mantenha vedado quando não estiver em uso.

Falhas nos rebocos: Conserte e nivele toda imperfeição em pisos e locais que possam acumular água.

Caixas de água, cisternas e poços: Mantenha-os fechados e vedados. Tampe com tela aqueles que não têm tampa própria.

Tonéis e depósitos de água: Mantenha-os vedados. Os que não têm tampa devem ser escovados e cobertos com tela.

Objetos que acumulam água: Coloque num saco plástico, feche bem e jogue corretamente no lixo.

Vasilhas para animais: Os potes com água para animais devem ser muito bem lavados com água corrente e sabão no mínimo duas vezes por semana.

Pratinhos de vasos de plantas: Mantenha-os limpos e coloque areia até a borda.

Objetos d’água decorativos: Mantenha-os sempre limpos com água tratada com cloro ou encha-os com areia. Crie peixes, pois eles se alimentam das larvas do mosquito.

Lixo, entulho e pneus velhos: Entulho e lixo devem ser descartados corretamente. Guarde os pneus em local coberto ou faça furos para não acumular água.

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