domingo, 17 de dezembro de 2017

TEMPO REAL

 

Capa / Cidade / Campanha de multivacinação foca em crianças e adolescentes

Campanha de multivacinação foca em crianças e adolescentes

Matéria publicada em 20 de setembro de 2017, 17:58 horas

 


Objetivo é colocar o cartão em dia no ano em houve alteração em algumas vacinas como a meningocócica C e pneumocócica 10 valente

Barra Mansa – Com o slogan “Todo mundo unido fica mais protegido”, a campanha nacional de multivacinação para crianças e a adolescentes, que teve início no dia 11 e segue até o sexta-feira (22), tem como objetivo resgatar todo esse público que está com o cartão de imunização em atraso, ou que estejam em algum momento de tomar alguma vacina de rotina. Em Barra Mansa, conforme explicou a disse Marlene Fialho, coordenadora do Setor de Imunização da Secretaria de Saúde, a orientação é para  que os pais não deixem de levar seus filhos a um posto de saúde mais perto de casa, para que o cartão da criança ou adolescente possa ser avaliado por um profissional.

Isso, de acordo com Marlene, se deve principalmente ao fato do Ministério da Saúde ter feito neste ano de 2017 alterações no esquema vacinal, incluindo aí as vacinas meningocócica C, pneumocócica 10 valente, Papiloma Vírus Humano (HPV), febre amarela e dTpa.

“No início do ano teve mudanças e introdução de algumas vacinas. Por isso a importância de se aproveitar a campanha, já que muitos não sabem que houve essa alteração. A melhor maneira de saber se a criança ou adolescente está com alguma vacina atrasada é levando o cartão até um posto para que possa ser avaliado”, salientou a coordenadora.

Em 2016, o Brasil registrou a menor cobertura vacinal dos últimos 10 anos, segundo o Programa Nacional de Imunizações, e, de acordo com Marlene, em Barra Mansa os números também acompanharam esse cenário. De acordo com ela, o principal objetivo da campanha é imuniza esse público infantil e adolescente que deixou de ser vacinado, mas também manter controladas, eliminadas e erradicadas as doenças que são imunopreviníveis e infectocontagiosas que podem ser prevenidas com as vacinas como, por exemplo, a poliomielite que hoje está erradicada no país.

“Mesmo que essa criança ou adolescente tenha perdido o cartão é importante ir até a um posto ou unidade para que o profissional possa fazer uma triagem e verificar se tem alguma vacina para essa criança ou adolescente tomar. É possível resgatar as vacinas atrasadas porque a vacina nunca recomeça esquema, mas sim completa, dá continuidade, independente do tempo transcorrido”, explicou a coordenadora.

De acordo com Marlene, existe uma grande preocupação com vacinas em atraso tanto para crianças acima dos quatro anos, quanto para adolescentes. Conforme ela explica, quando a criança ainda é bebê os pais tem um cuidado maior, justamente por ser um número maior de vacinas, no entanto, passado esse período muitos acabam guardando a caderneta de vacinação e se esquecendo de atualizar.

“Com as crianças maiores é isso que acaba ocorrendo e, no caso dos adolescentes, é porque os pais acabam encontrando resistência por parte deles em irem tomar a vacina”, comentou Marlene.

Na reta final: Campanha de vacinação termina nesta sexta-feira, dia 22

Na reta final: Campanha de vacinação termina nesta sexta-feira, dia 22

Mudanças

Em 2017, o Ministério da Saúde fez alterações no esquema vacinal e, por isso, orienta os pais a irem aos postos de saúde para checar a caderneta de vacinação. Houve alteração nas vacinas meningocócica C, pneumocócica 10 valente, Papiloma Vírus Humano (HPV), febre amarela e dTpa. No caso da meningocócica C para crianças, o reforço, que era administrado aos 12 meses agora pode ser feito até os 4 anos. As primeiras duas doses continuam sendo realizadas aos 3 e 5 meses. Para os adolescentes, agora é oferecido um reforço que pode ser administrado de 12 a 13 anos de idade.

A pneumocócica 10 valente para crianças sofreu redução de três doses e passou a ser administrada em duas (2 e 4 meses), com um reforço preferencialmente aos 12 meses, mas que pode ser recebido até os 4 anos. A febre amarela também mudou de duas para apenas uma dose para todas as faixas etárias.

Já a vacinação contra o HPV, para crianças e adolescentes, passou de três para duas doses, com intervalo de seis meses entre elas, para meninas saudáveis de 9 a 14 anos. O ministério ressalta que a proteção só acontece com o esquema completo após duas doses. Houve ainda a inclusão de meninos de 11 a 14 anos no calendário de vacinação contra o HPV. Para as adolescentes gestantes também está disponível uma dose da vacina dTpa, a partir da vigésima semana de gestação.

 

Por Roze Martins

(Especial para o DIÁRIO DO VALE)

 

Untitled Document