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Cresce número de idosos com HIV

Matéria publicada em 21 de outubro de 2017, 17:15 horas

 


Somente nos primeiros nove meses deste ano, Volta Redonda registrou nove casos de pacientes com o vírus

Volta Redonda – Nos primeiros meses do ano, nove idosos foram diagnosticados como portadores do HIV. O total de pessoas da terceira idade, em tratamento, não foi informado pelo município, mas dados do Ministério da Saúde apontam que este número vem crescendo em todo o país e, atualmente, registra aumento de 103% de pacientes infectados pelo vírus. A maior incidência, de acordo com o Ministério, está entre a população com 50 a 90 anos de idade.

O Ministério da Saúde afirma ainda que 5% das pessoas com 65 anos são portadoras do vírus HIV. E mais: o número de infectados por esta doença, entre indivíduos com mais de 50 anos de idade, dobrou na última década. Em Volta Redonda, dados do CDI (Centro de Doenças Infectocontagiosas) registram que a faixa etária de maior incidência com HIV, no entanto, são pessoas com 60 anos de idade.

O perfil de infectados, no município, entre a terceira idade, segue com a liderança das mulheres, com cinco infectadas, entre os nove casos novos deste ano. O motivo da proliferação da doença nesta faixa etária é outro fator em comum. A maioria afirma não ter utilizado preservativo durante o ato sexual.

O presidente do Conselho de Geriatria, o médico Renato de Carvalho Bras, explica que essa parcela da população desconhece e não tem o hábito de usar preservativos. Com a introdução de medicamentos e melhorias na qualidade de vida, idosos passaram a ter uma vida sexual mais ativa sem, no entanto, observar a importância do uso do preservativo.

O geriatra lembra ainda que a utilização do preservativo é imprescindível, não somente para evitar contaminação pelo vírus HIV, mas outras DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), como sífilis, por exemplo. O que preocupa o Conselho de Geriatria é o fato de pelo menos 80% da população, com mais de 50 anos, ter uma vida sexual ativa, sem receber orientações sobre DSTs.

– Essa geração não utilizava esses métodos e desconhecia a existência e os riscos de DSTs. Agora, com uma vida sexual mais ativa, ampliaram seus relacionamentos, mas esqueceram do uso do preservativo, que se tornou fundamental, em uma relação não estável, mesmo se tratando de pessoas da terceira idade – ressaltou o presidente do Conselho de Geriatria.

Vida saudável

Embora os números sobre HIV na terceira idade acendam sinal de alerta entre os profissionais de saúde, registros revelam que esta parcela da população vem envelhecendo com melhor qualidade de vida. Com isso, a expectativa de vida dos brasileiros vai aumentando – hoje em torno de 72 anos, para homens, e 76 para mulheres.

Para chegar a esta fase com saúde é preciso, no entanto, segundo o geriatra, levar a sério as medidas de prevenção às doenças, garantindo um diagnóstico precoce. Muitas, inclusive, iniciadas na fase mais jovem, com agravo à medida que o corpo envelhece, como a hipertensão, diabetes, colesterol alto, entre outras.

O controle dessas doenças, porém, garante ao paciente uma vida saudável sem maiores riscos. Mas o maior segredo para evitá-las, alerta o médico, é o diagnóstico precoce que, muitas vezes, sinaliza a possibilidade destas doenças virem a se manifestar. “Nestes casos podemos alertar o paciente sobre os riscos dessas doenças e medidas a serem adotadas a fim de evitar que elas se manifestem”, completou o geriatra.

Além do diagnóstico precoce, fruto de avaliações constantes sobre o estado clínico do paciente, outros fatores garantem um envelhecimento saudável. Um deles é a prática regular de exercícios físicos, alimentação adequada, respeito às horas de sono, entre outros. Isso tudo, alerta Renato, deve ter início bem antes dos 50 anos de idade.

– Não devemos envelhecer para passarmos a olhar nossa saúde com maior atenção, pelo contrário, hábitos saudáveis devem começar desde cedo, preservando o corpo – completou o médico lembrando que a terceira idade começa na juventude. E mais: Renato lembra àqueles que ainda não se atentaram para esses detalhes, que nunca é tarde para começar a cuidar da saúde.

Dificuldades

Mesmo com todos os avanços, estudos e ações para transformar a terceira idade em um período agradável, o médico geriatra lembra que existe um longo caminho a ser percorrido garantindo maior segurança aos idosos. A adaptação de espaços públicos – como calçadas, ruas, prédios públicos, meios de transportes, entre outros – se tornam necessária à medida que a população envelhece.

– Não adianta termos uma sociedade com número elevado de idosos, sem preparamos espaços para garantir a esta parcela da população maior segurança – ressaltou o médico, citando outras dificuldades comuns a esta fase como a solidão e a depressão.

 

 

Por Lilian Silva

(Especial para o DIÁRIO DO VALE)

4 comentários

  1. Tenho 72 e faço ” saliença “…….. todo mes, quinto dia útil. Não faia !!

  2. O problema é que o idoso, foi acostumado a transar sem camisinha quando novo, na época o risco era uma gonorreia, que você resolvia em qualquer farmácia tomando uma benzetacil que doía muito, diga-se de passagem. Nos dias de hoje tem a Aids que manda para o buraca rapidinho. Juízo velharada. Camisa no boneco, rs.

  3. الفتح - الوغد

    Culpa do azulzinho. A mulherada tbm, sem o risco da gravidez e com a vida resolvida, volta a ser adolescente…

  4. Anastasio Esdrúxulo

    Numa cidade de aposentados dos áureos tempos da CSN, muitos deles ainda dispostos a uma “saliença”, não chega a surpreender…

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