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Crise econômica faz profissionais se reinventarem no mercado de trabalho

Matéria publicada em 2 de março de 2018, 22:25 horas

 


Após serem demitidos, profissionais de diversas áreas seguem outras profissões

Mudança: Profissionais se reinventam em outras áreas de trabalho, como abrir o próprio negócio - Arquivo

Mudança: Profissionais se reinventam em outras áreas de trabalho, como abrir o próprio negócio – Arquivo

Sul Fluminense – Em tempo de crise e de desemprego, se reinventar é a melhor opção. Receber a notícia de demissão, nunca foi e nunca será uma boa frase para escutar, mas talvez seja ela, que dará ao profissional, novos caminhos. A pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que no Brasil, a taxa de desemprego chegou a 12,7% no ano passado, ou seja, 13 milhões de pessoas estavam desempregadas. Só no estado do Rio de Janeiro, foi identificado o segundo maior número, passando de 494 mil em 2014, para 1,2 milhão de pessoas desempregadas em 2017. O desemprego no estado tem como principal motivo, a redução de vagas, ganhando destaque na área da indústria, construção civil e nos Serviços.
Em Volta Redonda, a estudante de jornalismo Rosa Maria Basílio de Oliveira Cerqueira, que já atuava na área, teve que largar a profissão devido à questão financeira. “Eu já trabalho há muito tempo na área de jornalismo, mas devido ao salário que recebia, eu tive que me reinventar. Um dia, meu amigo estava conversando comigo e eu comentei sobre a minha situação e ele perguntou o quanto que eu ganhava e quando falei ele disse que era Uber e que ganhava por semana, o que eu ganhava por mês. Então, no começo desse ano, pedi demissão”, revelou Rosa, contando que com o dinheiro da rescisão comprou um carro. “Estou trabalhando como Uber e por dia, eu estou ganhando três vezes a mais que eu ganhava. Ainda quero voltar para a minha profissão, mas no momento estou muito satisfeita com a decisão que tomei”, contou.
O mesmo aconteceu com o estudante de psicologia, Dim Durães, que após ficar desempregado, teve que procurar outros horizontes para seguir. “Eu tive que me reinventar por conta do desemprego, pois eu tive que trancar a faculdade no último ano por ter ficado com poucos recursos. No momento, estou atuando no mercado trader, onde eu invisto no mercado financeiro e busco ganhar dinheiro com operações de curto prazo e os ganhos são excelentes e estou muito decidido a trabalhar nesta área”, revelou.
Marlon Sant Ana, é morador de Porto Real e trabalhou durante 13 anos em algumas multinacionais, onde iniciou suas atividades como técnico em panificação e confeitaria e depois de ser demitido, decidiu abrir o próprio negócio.
– De vendedor eu cheguei a gerente de vendas, mas logo após, fui demitido. Depois disso, eu percebi que abrir o meu próprio negócio era a melhor opção. A minha profissão, me ajudou com o meu próprio negócio. Hoje tenho uma fornecedora de tortas para algumas lojas da região e consegui expandir a minha empresa, onde sirvo almoço, saladas, sobremesas e tortas. Tenho muitos planos para crescer os negócios e tenho focado muito nisso”, enfatizou, ressaltando que não é fácil trabalhar por conta própria, porém é compensador quando se tem disciplina e organização.
Trabalhando na área de logística, Fabrício Araújo, percebeu que com o uso de softwares o mercado começou a ficar mais mecanizado e a necessidade de material humano começou a ter menos necessidade, então foi aí que ele buscou seguir outra área. “Eu percebi que era hora de mudar e buscar o novo, então eu comecei a fazer publicidade e propaganda e hoje atuo na área de vendas como consultor. Trata-se de uma área que nunca ficará obsoleta com o uso da tecnologia, pois, até hoje, não inventaram um software que a interaja com as pessoas, que negocie e que use do relacionamento humano como principal instrumento de trabalho e isso me deixa muito satisfeito, pois estou trabalhando com o que gosto e estou tendo um retorno positivo”, afirmou.

Mariana Netto
mariananetto@diariodovale.com.br


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