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Deficientes visuais participam de aula de fotografia em Volta Redonda

Matéria publicada em 13 de julho de 2017, 14:31 horas

 


Projeto ‘Temos muito a mostrar com a imaginação e os ouvidos’ está sendo realizado na Escola Municipal Especializada Dr. Hilton Rocha

Volta Redonda –  Alunos da Escola Municipal Especializada Dr. Hilton Rocha, localizada no bairro Voldac, estão tendo pela primeira vez aulas de fotografias, ministradas as quintas-feiras, de 8h às 9h, na unidade. O projeto “Temos muito a mostrar com a imaginação e os ouvidos” é inovador e permite a experiência física, sensorial e emocional de fotografar abrindo novos canais de comunicação entre os alunos deficientes visuais – e de baixa visão- com o mundo, estimulando ainda a reflexão e imaginação ampliando outros caminhos.

O projeto conta com a participação voluntária de 17 fotógrafos da região, incluindo Antônio Calino, que foi convidado pela diretora Vera Lucia Cruz e pelo professor Bruno Marcondes, para desenvolver o projeto, que teve início recentemente.

De acordo com Vera Lúcia Ferreira Cruz, diretora da escola, o projeto funciona da seguinte forma: cada fotógrafo apadrinha um aluno e o acompanha ensinando a utilizar a câmera fotográfica. Cada aluno escolhe um tema para fotografar e o “padrinho” auxilia na produção. A diretora ainda frisou que a deficiência visual não atrapalha a habilidade dos alunos.

– O fato da pessoa ser deficiente visual não quer dizer que não tenha percepção do que está ao seu redor. Um trabalho com fotografias é uma oportunidade para expressar a criatividade e a inclusão social. A escola refletiu sobre a possibilidade de uma parceria com fotógrafos renomados de Volta Redonda para proporcionar aos alunos a realização desse sonho. Dezoito alunos estão participando das aulas, dezessete fotógrafos se dispuseram a participar, o projeto está bem no início, estamos no terceiro encontro e cada profissional acompanha um aluno o ajudando a se familiarizar primeiro com a câmera e depois a fotografar o que deseja – explicou.

Ele acrescentou que, na unidade, além da nova iniciativa, existem outros projetos como o apoio educacional a estudantes matriculados na escola regular, aulas de braile e sorobã, entre outras que ajudam os alunos no desenvolvimento educacional e social.

Deficientes visuais estão aprendendo a fotografar com um grupo de profissionais da região (foto: Franciele Bueno)

Deficientes visuais estão aprendendo a fotografar com um grupo de profissionais da região (foto: Franciele Bueno)

Para o fotógrafo Calino, o projeto é um grande desafio, e muito gratificante a cada semana ao ver o desenvolvimento das habilidades dos alunos com a câmera, sendo explorados outros sentidos e o mais importante, além disso, é o entrosamento entre “padrinho” e “afilhado”.

 

Inclusão

As fotos produzidas não precisam ser enquadradas e com nitidez como em um ensaio fotográfico, por exemplo, será da maneira dentro da tradução pessoal de cada aluno. Segundo o professor e também deficiente visual, Bruno Marcondes, o projeto faz parte de uma inclusão social e a perspectiva do aluno será traduzida na fotografia.

O professor comentou que perdeu a visão aos 11 anos e aos 16 ganhou uma câmera fotográfica e mesmo com a perda total da visão ele conseguiu fazer fotos com o auxilio de amigos sendo guiado pela audição e tato e achou interessante compartilhar esse hobby com os alunos.

– Comecei a fazer fotos aos 16 anos, após ganhar de presente uma câmera, mesmo sendo deficiente visual, isso não me impediu de fotografar, fui auxiliado por amigos na tarefa e através da audição e o tato fui acompanhando lugares e registrando os momentos. Um cego pode tirar foto sim, existem atividades que vão além da visão e estamos trazendo nesse projeto a fotografia na perspectiva do deficiente visual – falou, acrescentando que escolheu como tema fotografar o filho, de 2 anos.

A psicóloga Marcela Calino está auxiliando na organização do projeto e comentou que essa ação é fundamental para elevar a autoestima dos alunos mostrando a sociedade que a arte de fotografar não depende exclusivamente da visão.

– O projeto está trabalhando a autoestima dos deficientes visuais, eles já estão adaptados à vida dentro da condição da deficiência, entretanto essa nova tarefa de fotografar não é impossível para eles, é tão desafiadora quanto para os fotógrafos. Os alunos estão animados e isso é bem visível. Eles vão fotografar o tema de interesse e esse momento será eternizado na foto, e um detalhe fundamental, é válido toda aprendizagem para ambos (fotógrafos e alunos) dentro do projeto – disse.

Por Franciele Bueno

franciele.bueno@diariodovale.com.br

5 comentários

  1. Tá de sacanagem né? Cego tirando foto ? Daqui a pouco o Detran vai liberar carteira de motorista , já não basta o prefeito com cão guia né nesse governo kkkkk

    • Cão -guia que ser é vc? Dá nojo ler o que vc escreveu.

    • MT NOJOOOOOOOOOOOOOOOOOOO MESMO !!! Que ALMA POBRE, meu DEUS, inacreditável !

    • Nojo ? Vai lá pra eles tirarem uma foto de vcs 3×4 talvez assim a foto saia boa , oooooo chanaina se liga , e justiça combina com vc pois a justiça e cega não se esqueça kkkķk

    • Como responsável pela execução do projeto lamento muito a insensibilidade de que debochou. É um pobre de espírito.

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