domingo, 17 de dezembro de 2017

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Empregado sofre acidente em depósito de reciclagem

Matéria publicada em 20 de setembro de 2017, 17:55 horas

 


Volta Redonda – Um acidente com um rapaz, cujo nome não foi revelado, aconteceu na manhã desta quarta-feira (20) num depósito de reciclagem, no bairro São Lucas. Ele feriu o braço ao manusear uma das máquinas utilizadas para prensar papelões. A direção do Hospital São João Batista, para onde o rapaz foi levado, informou, através da Assessoria de Imprensa da Prefeitura, que o jovem estaria aguardando cirurgia no braço esquerdo. A unidade hospitalar informou ainda que o rapaz estava medicado, sem dor.

O dono da empresa João Batista Alves em contato com o jornal disse que ainda não havia tomado conhecimento sobre o acidente. Ele explicou que estava fora da empresa e, por isso, não tinha como explicar como ocorreu o acidente.

Na semana passada, a empresa foi alvo de reclamações de moradores. Uma das queixas é sobre o barulho provocado pelo maquinário da empresa.  A  dona de casa Vani Aparecida, que mora no bairro há 25 anos, afirma que os filhos não conseguem estudar durante o dia por conta do barulho.

“Esse depósito de entulho que chamam de reciclagem é, na verdade, uma sujeira e vem incomodando a todos há muito tempo e ninguém toma atitudes”,  completou Vani Aparecida.

A preocupação do aposentado Lauro Paraguassu de Moura, de 51 anos, é outra. Ele teme um possível incêndio no depósito, onde há grande quantidade de papelão estocado em local aberto, sem proteção. O aposentado que também reclama do barulho provocado pelas máquinas. Já o morador Victor da Silva, de 26 anos, reclama da infestação de ratos, baratas e poeira produzida pelo depósito de reciclagem. Ele acredita que o estoque de papel e plástico armazenados para serem prensados sejam atrativos para ratos que acabam invadindo as casas próximas.

Fiscalização

A secretária de Meio Ambiente, Daniela Vasconcelos, informou, através da Assessoria de Imprensa da Prefeitura, que os níveis de decibéis apurados nas medições ao entorno do estabelecimento próximo às residências, estão dentro do padrão tolerável. O laudo da fiscalização não surpreendeu o comerciante. Ele disse que estava tranquilo quanto a fiscalização por saber que as máquinas, segundo ele, operam dentro do volume estabelecido por lei. O dono do estabelecimento ressaltou que a comunidade deveria procurá-lo para que as soluções fossem tomadas sem maiores conflitos.

– Não existe necessidade de acionar a prefeitura, porque estou todos os dias aqui e, se estamos incomodando, basta avisar que tentaremos chegar a um acordo – ressaltou João Batista, lembrando que o depósito é um dos comércios mais antigos do bairro.

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