domingo, 22 de julho de 2018

TEMPO REAL

 

Capa / Cidade / Falta de moedas dificulta troco no comércio de Volta Redonda

Falta de moedas dificulta troco no comércio de Volta Redonda

Matéria publicada em 22 de junho de 2018, 11:59 horas

 


Moedas guardadas em cofrinhos acabam dificultando a vida de comerciantes. (crédito Isabelle Prado)

Volta Redonda – A circulação de moedas facilita o troco e reduz o gasto público. Este argumento, utilizado em diversas campanhas do Banco Central, ganha respaldo de comerciantes do município. A maioria afirma que para garantir o movimento do caixa é preciso fazer uma verdadeira maratona em busca de moedas, que somem cada vez mais do mercado, muitas das vezes por conta do hábito do brasileiro de guardar dinheiro em cofrinhos, abertos somente no final do ano.

A dona de uma loja de utilidades, onde a maioria dos produtos custa R$1,99, Maria de Fátima Assis, é uma das que reclama da pouca oferta de moedas no mercado. Ela lembra que devido ao preço das mercadorias, cuja maioria, não passa de R$ 2, as moedas são imprescindíveis para o movimento dos caixas.

– Tenho que ficar pedindo moedas para os clientes ou até mesmo buscar em outros locais, onde troco por notas – comentou Maria de Fátima, lembrando que a falta desse numerário provoca outro problema, a demora nas filas, que acabam emperrando por falta de troco.

Drama semelhante é enfrentado pelo taxista Jorge Mendes, 61, que exerce a profissão há 23 anos na região. Ele também afirma que por conta da falta de moedas sempre passa dificuldades com os clientes. Para evitar maiores problemas, o taxista é outro que mantem um estoque do numerário dentro do carro.

– Guardo as moedas para poder ter troco, porque na maioria das vezes o passageiro não aceita que o valor seja arredondado – ressaltou Jorge.

E o troca-troca de moedas vem cada vez mais se tornando uma rotina entre a população. A funcionária de uma padaria, Kerley da Silva, de 29 anos, afirma que diariamente pelo menos um cliente pede moedas para serem depositadas em cofrinhos.

– Muitas pessoas chegam aqui pedindo que eu troque o dinheiro pra colocar no cofre, mas eu tenho tido dificuldade até para dar o troco, porque as moedas estão em falta no caixa – disse Kerley.

Banco Central

​Em outubro de 2017, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn lançou uma campanha nacional, veiculada por mídias sociais, a fim de incentivar a circulação de moedas no país e mostrar para a população a importância em evitar o acúmulo de moedas, em cofres e afins.  Na época, um vídeo mostrava a importância de retirar moedas de cofrinhos, gavetas e cinzeiros, por exemplo, para aumentar a oferta do numerário, facilitar o troco e reduzir o gasto público.

Segundo o Banco Central, desde 2014 a produção de moedas está sendo reduzida devido a necessidade do governo de reduzir despesas. No ano em que a campanha foi lançada estavam em circulação, 24,8 bilhões de unidades de moedas ou R$ 6,27 bilhões em valor, o que corresponde a uma disponibilidade de R$ 30 em moedas por pessoa e 119 unidades por habitante.

O esperado com a campanha era conseguir aumentar a oferta do numerário, facilitar o troco e reduzir o gasto público, mas o fenômeno do entesouramento de moedas, que é a manutenção significativa da quantidade delas fora de circulação, ainda atinge 35% do montante no Brasil, segundo o Banco Central que disponibilizou no ano passado 891 milhões de moedas para o mercado.

Para resolver o problema de falta de moedas, o Banco Central informa que é necessário que os bancos e o comércio peguem moedas dos clientes, que poderão então ser disponibilizadas para recirculação do dinheiro.

2 comentários

  1. O comércio que se organize!
    Só não faça como a cafeteria do Hospital da Unimed, que foi toda reformada e modificada, mas continua com uma péssima organização!
    Troco lá, vale mais que dinheiro “inteiro”!
    A birosquinha nunca tem troco para dar e ainda se houvem reclamações!

  2. Meu nome é Zé Pequeno!

    Será que realmente a população está guardando este volume imenso de moedas ou a produção destas é que diminuiu drasticamente desde o fim da Casa da Moeda?

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*

Untitled Document