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Número de moradores em situação de rua aumenta em Volta Redonda, dizem voluntários

Matéria publicada em 8 de setembro de 2017, 22:56 horas

 


Segundo grupos, muitos são migrantes e se aglomeram nas áreas centrais da cidade; locais de concentração têm mudado

Rotina do bem: Grupo de voluntários saem às ruas para auxiliar moradores que estão em situação de rua (Foto: Arquivo)

Rotina do bem: Grupo de voluntários saem às ruas para auxiliar moradores que estão em situação de rua (Foto: Arquivo)

Volta Redonda – O número de moradores de rua vem aumentando gradativamente em Volta Redonda. Pelo menos essa é uma avaliação de grupos de voluntários que atuam regularmente no trabalho de assistência social. Além do crescimento dessa população, os locais de concentração dessas pessoas também sofreram alteração.

– Nos últimos meses tenho percebido que há muitos moradores migrantes no município. Percebemos isso durante as abordagens do grupo, pois existem novos moradores de rua e nós não o conhecemos. Todos que são de Volta Redonda já desenvolvemos um convívio e sabemos quem são. Além disso, a concentração desses moradores também mudou, a grande maioria está aglomerada na rodoviária municipal e também nas proximidades do bairro Dom Bosco, próximo a BR-393 – disse Lilian Correa, voluntária do grupo Panelaço do Bem.

A voluntária também comentou que muitos moradores em situação de rua de Volta Redonda saíram do abrigo municipal, que na opinião dela, é pela exigência em se adequar às normas do local.

– Acredito que alguns moradores voltaram para as ruas porque não se adaptaram as regras do abrigo – falou.
Atualmente o grupo distribui comida a 70 moradores em situação de rua, a maioria é do sexo masculino. A refeição é servida às segundas-feiras, e todo o material usado é fruto de recursos dos próprios voluntários.

O grupo percorre os bairros Dom Bosco, Aterrado, e Vila Santa Cecília, além da Avenida Amaral Peixoto e a Rodoviária Municipal, ambos no Centro. Lilian destacou que realiza a atividade há dois anos e a maioria dos moradores em situação de rua possui família e parentes próximos, mas por causa de problemas, sejam eles de cunho familiar ou dependência química (drogas e álcool), acabam impossibilitando o retorno deles para casa.

Ainda de acordo com Lilian, o convívio semanal promovido pelos grupos de voluntários ajuda essas pessoas em situação de rua a se reaproximar da sociedade.

– Devido a rotina de distribuição de comida, eu conheço todos os moradores e muitos se abrem com a gente conversando sobre o porquê da permanência na rua. Além do alimento nós também damos um apoio a eles de estreitar os laços se tornando amigos. A maioria saiu de casa por causa do vício de drogas e álcool, muitos têm vergonha de voltar, outros preferem ficar na rua distante da família, são muitas histórias – disse, acrescentando que além da comida, o grupo também faz doação de roupas, cobertores e colchões.

– Nós também distribuímos quando conseguimos arrecadar roupas, cobertores e colchões, itens fundamentais para eles sobreviverem na condição de rua – falou.

O grupo Panelaço do Bem não possui laços religiosos nem partidários, e é formado por 14 voluntários, sendo que seis deles trabalham diretamente no preparo da comida e arrecadação de outras doações.

O neuropsicólogo Lindolfo Ferreira Neves que atua em outro grupo voluntário comentou que também percebeu o aumento de moradores de rua na Rodoviária Francisco Torres, onde há grande circulação de migrantes.

– Em relação à Rodoviária de Volta Redonda, aumentou o número de pessoas de todos os contextos, moradores em situação de rua, dependentes químicos que atualmente estão permanecendo no local e também são atendidos pelos grupos de voluntários – disse.

O grupo do qual Lindolfo faz parte distribui pão e leite às quintas-feiras e aos domingos em pontos centrais de Volta Redonda, oferecendo ainda roupas, além de realizarem higiene pessoal e apoio emocional.

– São distribuídos 50 pães com leite achocolatado. Sempre passamos na praça perto do Corpo de Bombeiros no Aterrado, na Avenida Amaral Peixoto, Vila Santa Cecília e na Rodoviária Municipal. Quando chegamos à rodoviária nosso estoque acaba devido à quantidade de moradores e muitos repetem o alimento – comentou Lindolfo, acrescentando que os itens doados aos moradores em situação de rua são comprados com os recursos dos próprios voluntários que desenvolvem esse trabalho há anos.

O grupo ainda ajuda os animais de rua que normalmente acompanham os moradores.

– Distribuímos também ração aos cachorros e gatos abandonados, que são acolhidos pelos moradores de rua, e também passam por necessidades e precisam de atenção – comentou o neuropsicólogo.

Doação de livros

Lindolfo disse que está implantando ainda a distribuição de livros aos moradores de rua. O objetivo é incentivar a leitura.
– Comecei recentemente a distribuir livros aos moradores durante as atividades. Eles gostaram da novidade e o principal objetivo é incentivá-los a ler, tendo como companhia a leitura – comentou.

Para continuar distribuindo livros, o grupo precisa de doação de exemplares diversos, no entanto o preferido são os de autoajuda. A ideia é que eles passem uma mensagem positiva a essas pessoas que estão em situação de rua.

Interessados em doar livros ou obter mais informações sobre a iniciativa dos voluntários pode entrar em contato com o neuropsicólogo Ferreira Neves Júnior através da página pessoal dele no Facebook.

Prefeitura diz que VR tem 80
moradores em situação de rua

Em nota, a Secretaria de Assistência Social de Volta Redonda (Smac), através da assessoria de imprensa da prefeitura, informou que atualmente existem 80 moradores em situação de rua na cidade. Ainda de acordo com os dados da secretaria, desses 80 moradores, 50 acessam a unidade Centro Pop (Centro de Referência Especializada para a População em Situação de Rua) que oferece serviços diários (de segunda a domingo, das 7h às 20h) de alimentação, higiene pessoal, lavagem de roupa, além de atendimento médico e social, com profissionais da região.

A secretaria afirmou ainda que existem 30 moradores de rua migrantes ou não acessam os serviços do Centro Pop. No abrigo Municipal estão apenas 11 pessoas.

Em relação aos atendimentos de abordagem aos moradores em situação de rua este ano, a secretaria disse que foram realizados 942 atendimentos, somente de janeiro a julho.

No início do mês de agosto o DIÁRIO DO VALE mostrou que o entorno da Biblioteca Municipal Raul de Leoni, na Vila Santa Cecília, havia sido tomado por um grupo de moradores em situação de rua. Na reportagem o presidente da associação de moradores do bairro se queixou da atitude de alguns por estarem consumindo drogas e depositando lixo nas principais vias do bairro, acarretando problemas também para os comerciantes. Na época, a prefeitura informou que a Smac estava intensificando as abordagens na Vila Santa Cecília e que muitos dos moradores em situação de rua já estavam sendo acompanhados pela equipe social.

18 comentários

  1. Cuidado com os julgamentos!!!Qualquer um pode se transformar em um morador de rua!!! Seja pelas drogas ou bebidas.

  2. Este governo de VR e um filme de terror!
    Kd a Assistencia Social?

  3. Tem funcionário da CSN que ta quase morando junto com eles… 900 reais mensais

  4. A maioria deles vem de outras cidades.

  5. De acordo com Antônio Palocci, ex-ministro de ex-presidente Lula, que sempre foi elogiado por Lula como o melhor companheiro que ele já teve e o melhor ministro da economia que o Brasil já teve….
    Segundo â confissão de Antônio Palocci Lula recebeu R$300.000.000,00 do grupo JBS….
    Lula não poderia dar R$1.000.000,00 para ajudar a irmã Regina?!

    • Capitalista com cartão da C&A

      ministro da “‘economia”? Depois que o Temer mandou fechar a Farmácia Popular onde vc pegava seu tarja-preta, vc passou a surtar mais. Peça uma ajudinha ao cara que lhe paga para postar essas asneiras.

  6. Meu Deus! Que comentário! Parem esse mundo de Cristo que eu quero descer!

  7. São seres humanos, e não lixo. Se vc não tem humanidade, e não presta para ajudar, fecha a boca, e não fique vomitando asneiras. Estou falando para vc mesmo seu bosta.

  8. O nome do grupo é Irmã Regina e pode ser encontrada a fanpage no Facebook.
    Somos representados no comitê municipal pela Regina e suplente André.
    Recebemos muitas doações tb!

  9. Cambada de vagabundos, cachaceiros, vândalos, porcos e por aí vai… Vergonha pra cidade.

  10. Tem mendigo demais solto na rua. Alguns sao agressivos. Eles te olham e vão pra cima. Quase fui atacada perto do royal. Minha sorte foi que o amigo/ namorado, sei lá, do mendigo o segurou e o impediu que batesse com uma muleta na minha cabeça. Eu estava de costas, nem vi o vagabundo lunático. Solicito que essas pessoas sejam retiradas dos centros urbanos para evitar risco a população. Poucos são os lúcidos…

    • Não é tira-los do centro, e sim leva-los para um abrigo, lugar onde terão assistencia social, será que você mora no centro da cidade? E por isso diz que é preciso tira-los do centro?

    • Almir, se levá-los para um abrigo, não para um lá. Eles fogem e voltam para as ruas.

  11. Em breve teremos mais um favelão no complexo Califórnia… os voluntários poderiam mudar-se para lá, já que estimulam a permanência desses cidadãos na mendicância! Contribuam com as instituições assistenciais da cidade e deixem para resolver seus problemas psicológicos em um divã!

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