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Policiais do Rio serão capacitados para atender à população LGBT

Matéria publicada em 31 de março de 2015, 10:45 horas

 


Rio –

Policiais civis e militares serão capacitados para atender à população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros). Realizada em parceria entre a Secretaria de Segurança e o programa estadual Rio Sem Homofobia, coordenado pela Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria de Assistência Social, a ação vai oferecer vídeo-aulas sobre atendimento, abordagem e atuação. Baseadas em casos reais, os vídeos serão seguidos de debates que incluirão temas relacionados a direitos humanos, democracia, cultura e cidadania.
A qualificação para atendimento ao público LGBT existe desde 2009, com palestras e cursos que já capacitaram 12 mil policiais. A partir de abril, as vídeo-aulas serão incorporadas ao curso de formação dos PMs. No segundo semestre será a vez dos policiais civis que ingressarem na corporação.
Essa capacitação reforça a função dos policiais de proteção dos cidadãos, independente de opções pessoais. Somos servidores púbicos com uma série de atribuições, entre elas a garantia de direitos e o atendimento igualitário – disse o subsecretário de Educação, Valorização e Prevenção da Secretaria de Segurança, Pehkx Jones da Silveira.
Responsável pela elaboração das vídeo-aulas, o coordenador do Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento, explicou que os materiais produzidos para cada corporação serão diferentes, por causa da especificidade dos serviços prestados.
– Queremos qualificar o maior número possível de policiais para que possam atender cada vez melhor ao público LGBT. A redução dos casos de abuso de autoridade mostra que a formação tem contribuído para a ampliação do conceito de policial cidadão – afirmou Nascimento. Em 2007, o Rio Sem Homofobia recebeu entre 100 e 150 denúncias sobre abuso de autoridade e preconceito contra LGBT. Em 2014, foram menos de dez casos.

 


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Um comentário

  1. Qual o motivo do tratamento diferenciado? O Estado agindo assim só reafirma o que eles próprios tentam negar, que são pessoas diferentes, doentes, que precisam de tratamento especial.É a impressão que dá.

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