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Porto Real discute abuso e exploração sexual infantil

Matéria publicada em 17 de maio de 2017, 20:06 horas

 


Ação tem como objetivo conscientizar as famílias sobre a importância de prevenir e denunciar esses crimes (Foto: Divulgação/Ascom PMPR)

Ação tem como objetivo conscientizar as famílias sobre a importância de prevenir e denunciar esses crimes (Foto: Divulgação/Ascom PMPR)

Porto Real  – A Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Habitação está realizando um amplo debate sobre abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes. O objetivo é conscientizar as famílias sobre a importância de prevenir e denunciar esses crimes. Em pauta assuntos como o cuidado com o uso da internet, a importância da prevenção e as consequências da violência sexual.

A coordenadora do Creas, Kariny Martins, ressaltou a importância do diálogo em família como forma de prevenir e combater o abuso e exploração sexual infanto-juvenil.

– A maior incidência do abuso de crianças e adolescentes acontece dentro de casa, entre amigos e familiares da vítima. É preciso ter mais atenção quanto ao diálogo em casa, estabelecendo uma relação de proximidade e confiança dentro da família. O dia 18 de maio foi escolhido em memória da menina Araceli, de Vitória (ES), que, aos 8 anos, foi raptada, drogada, violentada, morta e ainda teve o corpo carbonizado nessa data no ano de 1973. Esse e outros crimes parecidos muitas vezes permanecem impunes em nosso país. Por isso, é de extrema importância que sejam denunciados – enfatizou.

Kariny explicou que muitas vezes a criança, por estar em processo de formação, não tem ainda condições físicas e nem psicológicas de distinguir se a violência ou abuso é um gesto de carinho ou algo não permitido.

– Mesmo que não haja violência física ou situações de ameaça, há penalidades na lei para crimes que envolvam atos como esses – completou.

A mobilização em Porto Real acontece nos bairros Novo Horizonte e Fátima e conta com a presença de profissionais de psicologia, assistência social e estagiários do Creas. As atividades têm apresentação de vídeos e debates com informações sobre os canais onde as denúncias podem ser feitas, como promover o assunto em família e ainda sobre o trabalho desenvolvido pelo Creas e pelo Cras (Centro de Referência de Assistência Social).

Disque 100

Denúncias de abuso e exploração sexual podem ser feitas anonimamente pelo telefone do Disque Direitos Humanos. Basta digitar 100 de qualquer telefone. Outros canais de denúncia são: Conselho Tutelar, pelo telefone (24)3353-4339 ou (24) 9 9218-8910; e delegacia (24) 3353-5224.

Um comentário

  1. Medidas efetivas que é bom, nada!!! Discutir??? Toda tribuna legislativa faz, adotar meios de coibir é que são elas!!! Menos blá, blá, blá e mais ação já que sabem onde acontece o ilícito penal!!!

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