domingo, 18 de fevereiro de 2018

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Preocupação com a febre amarela deixa Parque Centenário em alerta

Matéria publicada em 18 de janeiro de 2018, 18:31 horas

 


Monitoramento dos macacos tem sido contínuo pelos funcionários do parque

Atenção: Funcionários redobraram as atenções sobre os macacos que vivem no parque - Arquivo

Atenção: Funcionários redobraram as atenções sobre os macacos que vivem no parque – Arquivo

Barra Mansa

As recentes notícias de casos confirmados de febre amarela na região e o aumento das campanhas de vacinação nas cidades do Sul Fluminens, motivaram os funcionários do Parque Centenário, ou Praça da Preguiça, a redobrarem as atenções sobre os macacos que vivem no parque.
De acordo com encarregado responsável pelo local, Efigênio Ferreira, o monitoramento dos animais sempre é realizado, mas com as notícias sobre os casos de febre amarela em moradores de Valença, intensificamos ainda mais a atenção aos macacos que vivem aqui. “Sempre estou acompanhando e conferindo os macacos e preguiças do parque para no caso de faltar algum animal, já alertar a prefeitura. Trabalho aqui há 26 anos e sempre estou em alerta, mas agora a preocupação é ainda maior, pois estamos lidando com algo que pode prejudicar a população”, afirmou, contando que atualmente vivem no parque 21 preguiças, em torno de cinco macacos, cotias e esquilos. “Desde sexta feira eu e meus dois auxiliares estamos observando e monitorando com mais atenção à movimentação dos macacos e preguiças”, salientou.
O aposentado José Noel, que sempre que possível vem ao parque Centenário, acompanhado de sua esposa para se exercitar, afirma que não estar muito preocupado em usar o local. “Eu e a minha esposa Vicentina, estamos vacinados, mas também sei que os casos de febre amarela que ocorreram no estado são mais em regiões rurais e próximos de mata. Estou tranquilo, mas isso não significa que eu não me previno usando repelente, pois por enquanto ainda temos a dengue”, contou. A empresária Sirlana Barboza gosta de visitar o parque para relaxar com sua filha de um ano e um mês.
– Ainda não vacinei porque estou amamentando, mas ela já foi vacinada. Estou tranquila e não me preocupo em ficar no parque, pois aqui além de agradável é ideal para passear com bebês ou crianças”, relatou. Já o aposentado Marcelo Martins, de 61 anos e que também faz um trabalho voluntário na rádio Sul Fluminense, diz que sempre frequentou o parque e nunca teve problema, mas afirma que anda um pouco preocupado. “O problema é que eu ainda não vacinei, pois tenho que primeiro passar por uma avaliação médica, mas estou preocupado. Não me preocupo muito com os macacos do parque, pois sei que caso algum seja picado pelo mosquito de febre amarela, ele morrerá, mas fico mais preocupado com os mosquitos em razão da denque, Zika vírus e Chikungunya”, contou.

Macacos não são transmissores de febre amarela

Em Itatiaia, os cuidados também tem sido intensificados. O município, por meio da Vigilância Ambiental, setor ligado a Secretaria de Saúde, delimitou uma área na divisa da cidade para ação preventiva de monitoramento dos macacos, mesmo sem registros e classificação de alerta ou risco de febre amarela nos primatas da cidade.
– Itatiaia não tem registro de morte de macacos, não tem caso confirmado de febre amarela e está atuando de forma preventiva seguindo protocolos e orientações do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde”, explicou o diretor de Saúde, Alexandre Paulino.
Com o aparecimento de casos no Rio de Janeiro, erroneamente a culpa é colocada no macaco que não é transmissor da febre amarela. A doença do tipo silvestre é transmitida pelas espécies de mosquito Haemagogus e Sabeths, presentes em áreas de mata, e na forma urbana o transmissor é o Aedes Aegypti, porém, não há registro desse tipo desde 1942 no país. Os primatas também são vítimas da doença, eles se comportam como sentinelas e são indicadores importantes para vigilância e controle do vírus da doença. Por adoecerem primeiro, esses animais fornecem informações valiosas sobre a circulação do agente em um determinado local.
– Matar o macaco não resolverá o problema, por isso reforçamos que o correto é avisar a Zoonoses caso o morador perceba algo de diferente com o animal que sempre está próximo de sua residência. Uma vez identificados os eventos, o serviço de saúde coletará amostra para laboratório e avaliará, por exemplo, se as populações de primatas da região ainda são visíveis e estão integrados”, reforçou a Diretora de Vigilância e Saúde, Rozimeire Franco. A Divisão de Zoonoses fica funciona junto a Vigilância Ambiental na Avenida dos Expedicionários, 425, Centro, Itatiaia. O telefone para contato é o 3352-4243.

Um comentário

  1. Com o alcool dos drogados e prostitutas não tem mosquito que pare ali, ficam
    até mesmo com vergonha de frequentar um lugar tão ruim como este.
    A cidade acabou.

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