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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

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Preocupação com a febre amarela deixa Parque Centenário em alerta

Matéria publicada em 18 de janeiro de 2018, 18:31 horas

 


Monitoramento dos macacos tem sido contínuo pelos funcionários do parque

Aten√ß√£o: Funcion√°rios redobraram as aten√ß√Ķes sobre os macacos que vivem no parque - Arquivo

Aten√ß√£o: Funcion√°rios redobraram as aten√ß√Ķes sobre os macacos que vivem no parque – Arquivo

Barra Mansa

As recentes not√≠cias de casos confirmados de febre amarela na regi√£o e o aumento das campanhas de vacina√ß√£o nas cidades do Sul Fluminens, motivaram os funcion√°rios do Parque Centen√°rio, ou Pra√ßa da Pregui√ßa, a redobrarem as aten√ß√Ķes sobre os macacos que vivem no parque.
De acordo com encarregado respons√°vel pelo local, Efig√™nio Ferreira, o monitoramento dos animais sempre √© realizado, mas com as not√≠cias sobre os casos de febre amarela em moradores de Valen√ßa, intensificamos ainda mais a aten√ß√£o aos macacos que vivem aqui. ‚ÄúSempre estou acompanhando e conferindo os macacos e pregui√ßas do parque para no caso de faltar algum animal, j√° alertar a prefeitura. Trabalho aqui h√° 26 anos e sempre estou em alerta, mas agora a preocupa√ß√£o √© ainda maior, pois estamos lidando com algo que pode prejudicar a popula√ß√£o‚ÄĚ, afirmou, contando que atualmente vivem no parque 21 pregui√ßas, em torno de cinco macacos, cotias e esquilos. ‚ÄúDesde sexta feira eu e meus dois auxiliares estamos observando e monitorando com mais aten√ß√£o √† movimenta√ß√£o dos macacos e pregui√ßas‚ÄĚ, salientou.
O aposentado Jos√© Noel, que sempre que poss√≠vel vem ao parque Centen√°rio, acompanhado de sua esposa para se exercitar, afirma que n√£o estar muito preocupado em usar o local. ‚ÄúEu e a minha esposa Vicentina, estamos vacinados, mas tamb√©m sei que os casos de febre amarela que ocorreram no estado s√£o mais em regi√Ķes rurais e pr√≥ximos de mata. Estou tranquilo, mas isso n√£o significa que eu n√£o me previno usando repelente, pois por enquanto ainda temos a dengue‚ÄĚ, contou. A empres√°ria Sirlana Barboza gosta de visitar o parque para relaxar com sua filha de um ano e um m√™s.
– Ainda n√£o vacinei porque estou amamentando, mas ela j√° foi vacinada. Estou tranquila e n√£o me preocupo em ficar no parque, pois aqui al√©m de agrad√°vel √© ideal para passear com beb√™s ou crian√ßas‚ÄĚ, relatou. J√° o aposentado Marcelo Martins, de 61 anos e que tamb√©m faz um trabalho volunt√°rio na r√°dio Sul Fluminense, diz que sempre frequentou o parque e nunca teve problema, mas afirma que anda um pouco preocupado. ‚ÄúO problema √© que eu ainda n√£o vacinei, pois tenho que primeiro passar por uma avalia√ß√£o m√©dica, mas estou preocupado. N√£o me preocupo muito com os macacos do parque, pois sei que caso algum seja picado pelo mosquito de febre amarela, ele morrer√°, mas fico mais preocupado com os mosquitos em raz√£o da denque, Zika v√≠rus e Chikungunya‚ÄĚ, contou.

Macacos n√£o s√£o transmissores de febre amarela

Em Itatiaia, os cuidados tamb√©m tem sido intensificados. O munic√≠pio, por meio da Vigil√Ęncia Ambiental, setor ligado a Secretaria de Sa√ļde, delimitou uma √°rea na divisa da cidade para a√ß√£o preventiva de monitoramento dos macacos, mesmo sem registros e classifica√ß√£o de alerta ou risco de febre amarela nos primatas da cidade.
– Itatiaia n√£o tem registro de morte de macacos, n√£o tem caso confirmado de febre amarela e est√° atuando de forma preventiva seguindo protocolos e orienta√ß√Ķes do Minist√©rio da Sa√ļde e da Secretaria de Estado da Sa√ļde‚ÄĚ, explicou o diretor de Sa√ļde, Alexandre Paulino.
Com o aparecimento de casos no Rio de Janeiro, erroneamente a culpa √© colocada no macaco que n√£o √© transmissor da febre amarela. A doen√ßa do tipo silvestre √© transmitida pelas esp√©cies de mosquito Haemagogus e Sabeths, presentes em √°reas de mata, e na forma urbana o transmissor √© o Aedes Aegypti, por√©m, n√£o h√° registro desse tipo desde 1942 no pa√≠s. Os primatas tamb√©m s√£o v√≠timas da doen√ßa, eles se comportam como sentinelas e s√£o indicadores importantes para vigil√Ęncia e controle do v√≠rus da doen√ßa. Por adoecerem primeiro, esses animais fornecem informa√ß√Ķes valiosas sobre a circula√ß√£o do agente em um determinado local.
– Matar o macaco n√£o resolver√° o problema, por isso refor√ßamos que o correto √© avisar a Zoonoses caso o morador perceba algo de diferente com o animal que sempre est√° pr√≥ximo de sua resid√™ncia. Uma vez identificados os eventos, o servi√ßo de sa√ļde coletar√° amostra para laborat√≥rio e avaliar√°, por exemplo, se as popula√ß√Ķes de primatas da regi√£o ainda s√£o vis√≠veis e est√£o integrados‚ÄĚ, refor√ßou a Diretora de Vigil√Ęncia e Sa√ļde, Rozimeire Franco. A Divis√£o de Zoonoses fica funciona junto a Vigil√Ęncia Ambiental na Avenida dos Expedicion√°rios, 425, Centro, Itatiaia. O telefone para contato √© o 3352-4243.

Um coment√°rio

  1. Com o alcool dos drogados e prostitutas n√£o tem mosquito que pare ali, ficam
    até mesmo com vergonha de frequentar um lugar tão ruim como este.
    A cidade acabou.

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