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Regiões próximas às matas e com casos de febre amarela devem ser evitadas

Matéria publicada em 8 de Fevereiro de 2018, 09:53 horas

 


Infectologista dá dicas de como evitar picadas do mosquito

Rio e Sul Fluminense – Regiões onde existe uma grande concentração de matas e localidades com registros confirmados de febre amarela devem ser evitadas durante o feriado de Carnaval. Esta tem sido a orientação da Secretaria Estadual de Saúde que contabiliza 50 casos da doença em todo o estado do Rio de Janeiro, sendo 23 deles no Sul Fluminense. Em Valença a situação é ainda mais grave. O município registrou a sexta morte provocada pela doença e contabiliza ainda, 16 pessoas com febre amarela silvestre em humanos.

A febre amarela também foi registrada em cinco macacos, sendo quatro deles na região: Barra Mansa, Angra dos Reis, Valença e Miguel Pereira. O quinto caso ocorreu em Niterói. Apesar desses casos a SES orientada que, encontrar macacos mortos ou doentes (animal que apresenta comportamento anormal, que está afastado do grupo, com movimentos lentos etc.), o cidadão deve informar o mais rápido possível às secretarias de Saúde do município ou do estado do Rio de Janeiro.

A infectologista Keila Barros, coordenadora médica do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Unimed Volta Redonda, reforçou a orientação da SES e disse que a melhor forma de se evitar a doença e evitar áreas próximas as matas e cidades onde há casos de febre amarela, além de aproximação com animais.

A médica faz outro alerta: para os filões que desejam viajar neste período de Carnaval, a bagagem de viagem deve conter itens imprescindíveis para evirar a doença. Um deles é o uso diário de repelentes, principalmente, durante o dia. As roupas protegendo a maior parte do corpo, também se tornam eficazes contra a picada do mosquito. Os ambientes devem ser refrigerados, com portas e janelas fechadas e/ou protegidas por telas com trama adequada para impedir a entrada de insetos.

O velho hábito de mosquiteiros, devidamente colocados nas camas, pode ser resgatado e se tornar um forte aliado para garantir um sono perfeito sem riscos de contaminação pela doença. Outro item importante é a colocação de repelentes ambientais (sprays, pastilhas e líquidos em equipamentos elétricos), que devem ficar fixados 24 horas, principalmente à noite.

A infectologista lembra que a imunização somente ocorre 10 dias após a vacinação. Antes disso não se recomenda viagens para áreas de risco. E o sinal de alerta para que o indivíduo busque ajuda médica é o início de sintomas compatíveis com Febre Amarela, tais como febre de início súbito (>37,8°C), cefaleia retro-orbitária, mal estar, mialgias, calafrios, tonturas e dor lombar.

Vale lembra ainda que os mosquitos vetores da Febre amarela, Haemagogus e Sabethes, tem hábito diurno, com maiores incidências pela fêmea (picada) no inicio da tarde entre 12h e 15h, mas podem se alimentar durante todo o período de luz natural. Os locais de registros da doença no estado são: 7 casos em  Teresópolis, sendo quatro óbitos;  16 em Valença, sendo seis óbitos;  6 em Nova Friburgo, sendo três óbitos; 1 em  Petrópolis; 1 em Miguel Pereira, sendo um óbito;  2 em Duas Barras; 2 em Rio das Flores, sendo dois óbitos; 1 caso em Vassouras; 5 casos em Sumidouro, sendo dois óbitos; 3 casos em Cantagalo, sendo dois óbitos; 1 caso em Paraíba do Sul, sendo um óbito; 2 casos em  Carmo, sendo um óbito; 1 em Maricá; 1 em Angra dos Reis, sendo um óbito e 1 caso em Paty do Alferes.

Um comentário

  1. Smilodon Tacinus - O Emir Cicutiano

    Quem for viajar para Barra Mansa, Valença e Rio das Flores deve ter atenção redobrada…

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