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2017: Um ano que não vai deixar saudade

Matéria publicada em 5 de janeiro de 2018, 13:10 horas

 


E a humanidade festejou o final com a barulheira e a poluição de sempre

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O ano de 2017 acabou e já foi tarde. Acho que é um ano que não vai deixar saudade. O ano dos tiroteios, do banditismo, das malas de dinheiro e do “tem que manter isso, viu”. Nosso planeta completou mais uma volta em torno do Sol e a humanidade festejou esse fato singelo com a barulheira e a poluição de sempre. Em Copacabana, lá no Rio de Janeiro, a queima de fogos, que durava dez, quinze minutos, foi prolongada para longos dezessete minutos. O que criou uma enorme nuvem de fumaça tóxica que se estendeu ao longo da orla marítima e impediu até a visão da parte final do espetáculo. Felizmente o vento não estava soprando na direção da praia e toda aquela fumaça de pólvora não atingiu os espectadores na areia.

Teria sufocado as gaivotas, se elas já não tivessem voado para o alto mar, fugindo daquela balbúrdia toda. Por toda a parte os animais ficaram estressados e a cadela da minha sobrinha machucou a perna pulando o muro de casa. Ainda bem que isso só acontece uma vez por ano. Como de costume as pessoas trocaram votos de feliz ano novo, desejando que as coisas mudem. Mas não vai mudar nada, já que a mudança depende de nós. Depois do foguetório e da nuvem de fumaça em Copacabana, o Rio de Janeiro amanheceu com um tiroteio na Rocinha e em outras áreas de conflito. Em Natal, no Rio Grande do Norte, foi preciso a intervenção de tropas do exército para acabar com a barbárie. Como o Rio de Janeiro, Natal já foi um lugar lindo, que virou uma terra sem lei devido a impunidade e a incompetência das nossas autoridades.

O ano de 2018 promete ser agitado com o julgamento do Lula, a votação das reformas do Temer e as eleições de outubro. É quando o nosso povo terá mais uma chance de dizer não para tudo isso que está aí, mas tudo indica que vai manter a apatia de sempre.

Barulho: Os bichos não entendem a algazarra dos humanos (Foto: Felipe de Souza)

Barulho: Os bichos não entendem a algazarra dos humanos (Foto: Felipe de Souza)

Já comentei aqui, nesse espaço, como a passagem do ano é mais lenta em outros planetas. Em Marte, por exemplo, o ano dura 687 dias. Daí que poucos colonizadores de Marte conseguirão viver o tempo suficiente para completar 50 anos marcianos. O dia lá é quase igual ao nosso, dura 24 horas e 37 minutos, o céu é cor de laranja, bem diferente do azul que desfrutamos aqui na Terra, como mostrou aquele filme, “Perdido em Marte”, que passou outro dia na televisão. Por que o ano dura tanto em Marte? Porque o planeta vermelho está bem mais afastado do Sol do que a Terra e, portanto, sua órbita elíptica tem uma largura bem maior. Em Júpiter, que está a meio bilhão de quilômetros de nós, a situação é bem mais radical. O ano jupiteriano equivale a doze anos terrestres ou 4320 dos nossos dias. Além de se mover mais devagar, ao longo de sua órbita, Júpiter gira muito rápido em torno do seu eixo. O dia lá só dura nove horas. Ou seja, se uma pessoa estiver olhando a paisagem, no topo das nuvens jovianas, verá o sol nascer e se esconder a cada quatro horas e 30 minutos. Se o leitor acha que o dia é muito curto aqui na Terra, imagine como seria em Júpiter.

É pouco provável que alguém um dia passe por essa experiência. Júpiter é um mundo gasoso, onde não existe uma superfície sólida, só um imenso mar de nuvens.

Saturno é mais bonito e mais tranquilo do que Júpiter. A vista dos anéis vale o esforço de ir até lá, como demonstrou a sonda espacial Cassini, lançada pelos americanos. Todavia, um ano no planeta dos anéis equivale a 29 anos terrestres. Uma pessoa de três anos de idade, em Saturno, estaria no final de sua vida. O dia em Saturno é só um pouquinho mais longo do que em Júpiter, cerca de 10 horas e vinte minutos. O nascer e o por do Sol são espetaculares, com os anéis formando um imenso arco-íris a saltar de um horizonte para outro. Graças as câmeras da Cassini já temos boas fotos do incrível céu de Saturno. Onde a Terra, o nosso mundo, é apenas um pontinho de luz azul.

Quem olha de lá nem pode imaginar as guerras e a violência que agitam este pequeno grão de poeira. É por isso que os bilionários já estão criando meios de deixar esse mundo perdido e se mudar para a paz e a tranquilidade do espaço.

 

 

JORGE LUIZ CALIFE | jorge.calife@diariodovale.com.br

27 comentários

  1. Nem tudo foi ruim no ano que se passou. Completamos um ano desde que nos livramos do governo do PT, a economia começa a dar sinais de recuperação após 13 anos de desastre, Lula foi condenado a 9 anos de prisão por corrupção, responde a mais 6 processos e é investigado em outros tantos inquéritos. E o ano de 2018 se inicia com a possibilidade de vermos o comandante da propinocracia na cadeia já em janeiro. Nem tudo está perdido.
    Aproveito para mandar um abraço aos meus amigos petistas aqui dos comentários, que tornaram a minha vida tão divertida em 2017 neste espaço.

    • “Amigos”? Duvido que quem passe o sábado à noite escrevendo besteiras (sinais de recuperação, dona Flô?) em site de jornal possa ter amigos; quando muito uma família que o tolera.
      Mas não deixa de ser engraçado ver a Dona Florinda tucana, doutoranda em “Procure no Google” esperneando por aqui.

    • O ruim é q vc não consegui cura p os seus delírios e psicopatia em 2017. Mas quem sabe em 2018 ? Kkkkkkkkkkkkkk

    • Meus amigos petistas, adoro vocês! Se não fossem os PTminions eu não postaria tantos comentários em 2017.

    • Chanceler do Qatar

      Hum… Essa Dona Florinda do DEM parece ghost-writer (muito mais “ghost” do que “writer”) da Vovó Mafalda.

    • Mais um PTminion, estes bichinhos vermelhos chatos que defendem ideias esquisitas. Se multiplicam como uma praga!

    • Um cão andaluz : kkkkkkkkkkkkkkk, vc não acha essa figura repetitiva demais ? Kkkkkkkk

    • Os meus fãs petistas sempre retornam…

    • Prof. Girafales, fã da Dona Flô

      Dona Florinda, copie-e-cole, ops… digo, aceite este humilde presente!!

    • Mais um fã petista. Está mais para Chiquinha. Conta tudo pro seu pai!

    • Prof. Girafales, fã da Dona Flô

      Dona Florinda de Pinheiral, és uma comédia involuntária. Para, porque está dando na pinta já… quer dizer, não para não, sabichão do Google. Continue com seus delírios de pobre de direita, pra nossa diversão.

    • Petistas, eu adoro vocês. Feliz 2018!

  2. الفتح - الوغد

    Vc está falando de um ponto de vista macro, generalista e impessoal… Tem gente que passou num vestibular concorrido, num concurso disputado. Gente que viiu seu time sendo campeão, o nascimento de um filho, conquistou um grande amor, se curou de uma doença complicada… Será que para esses o ano foi mesmo para ser esquecido?…

  3. MI MI MI PETISTA, MADURO TE ESPERA COMUNISTA CAVIAR.

  4. Tão ou mais grave que o “Tem que manter isso aí, viu?”, do velho golpista, foi o “Tem que ser um que a gente mata ele (sic) antes de delatar”, do Mineirinho do Helicoca. Mas cadê que a Dona Florinda tucana de Pinheiral faria tal menção?

  5. Foi o ano em que a boiada paneleira deixou a histeria do “A culpa não é minha, eu votei no Aécio” pelo mugir pelos cantos que “É tudo farinha do mesmo saco”.

  6. Ano dos batedores de panela, que achava gasolina cara demais e marcava protesto de compras sem imposto, vamos pedir notinha.. e depois ministro não sei das quantas falou que a gasolina está sofrendo alta aumento porque a Dilma tava vendendo barato de mais.
    Ano de aprovação da reforma trabalhistas, vamos que vamos trabalhar como intermitente, trabalha 4 horas, recebe 17 real… contribuição de INSS, nem pensar…
    Ano que eu morri de rir com os otários que caíram no conto das mídias…todos filhos da put*.

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