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Capa / Ciência – Por Jorge Calife / A classe de 2017 e a ameaça dos asteroides

A classe de 2017 e a ameaça dos asteroides

Matéria publicada em 15 de junho de 2017, 09:00 horas

 


Rochas de 300 metros podem colidir com a Terra; impacto de asteroides foi citado pelo físico Stephen Hawking como uma das grandes ameaças

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A agência espacial americana Nasa apresentou seu novo time de astronautas. A classe formada em 2017 inclui sete homens e cinco mulheres que vão pilotar as novas espaçonaves até o final da próxima década. O grupo é o 22º a se graduar do centro de treinamento em Houston desde que o programa de voos tripulados começou em 1959. A missão do grupo será tripular a nave Orion, capaz de voar até a Lua e os asteroides. Eles também devem testar as naves comerciais, como a Dragon e a Space Clipper, que estão sendo montadas pelas empresas Space X e Boeing.
Enquanto isso astrônomos da República Checa descobriram um novo conjunto de asteroides que cruza a orbita do nosso planeta. Até aqui desconhecidas, essas rochas flutuantes atingem tamanhos de 300 metros e podem destruir cidades inteiras se colidirem com a Terra. A equipe checa pediu ajuda a comunidade astronômica internacional para mapear as órbitas dos novos asteroides e verificar se algum deles ameaça nosso planeta em futuro próximo.
O impacto de asteroides foi citado pelo físico Stephen Hawking como uma das grandes ameaças que pairam sobre o futuro da humanidade. Desviar asteroides perigosos pode ser uma das missões do novo time de astronautas. Com a cápsula Orion eles poderão viajar além da Lua e fazer contato com os asteroides que passam perto do nosso planeta. Durante a apresentação do grupo eles tiraram fotos em frente a um modelo em escala real da Orion, que parece uma versão aperfeiçoada das naves Apollo, que viajaram para a Lua no final da década de 1960.
Nos últimos 30 anos os astronautas ficaram presos a orbita da Terra, depois do cancelamento do projeto Apollo em 1972. Primeiro com o ônibus espacial, depois com a Estação Espacial Internacional, tanto americanos como russos, chineses e europeus não puderam mais explorar o espaço profundo, que fica além da órbita da Terra. Isso aconteceu porque tanto o ônibus espacial americano como as naves russas Soyuz e as chinesas Shenzhou não tem capacidade para se afastarem da Terra. Ano que vem a situação vai mudar com a entrada em operação da Orion.
A Orion foi concebida durante o governo do presidente George W. Bush para permitir a retomada das viagens a Lua. O governo Obama cancelou o projeto Constellation de Bush, mas manteve a Orion. Ela poderá ser usada para interceptar asteroides no espaço profundo e para viagens a Marte, quando será acoplada a um Veículo de Transferência Interplanetária, movido a propulsão iônica.
O novo grupo de astronautas inclui seis oficiais das forças armadas, três cientistas, dois médicos um engenheiro da empresa Space X e um piloto de provas. Depois de serem apresentados ao mundo pelo vice-presidente Mike Pence o grupo vai começar um treinamento de dois anos para pilotar as novas espaçonave.
Enquanto isso, na Europa, a equipe de astrônomos da Academia Checa de Ciência descobriu um novo grupo de meteoros e asteroides que faz parte do enxame dos Taurídeos. Esse grupo costuma provocar chuvas de estrelas cadentes visíveis nos meses de outubro e novembro. Acreditava-se que era formado por partículas pequenas, do tamanho de um seixo, que se queimavam inofensivamente na atmosfera do nosso planeta.
Mas o estudo dos checos descobriu dois asteroides com diâmetros variando entre 200 e 300 metros. E podem existir outros ainda não descobertos. Como o enxame dos Taurídeos cruza a órbita da Terra um desses objetos pode atingir a Terra no futuro, causando danos que vão da destruição de uma cidade ou de um continente inteiro.
A equipe publicou suas descobertas na revista Astronomy & Astrophysics e pediu a realização de novas pesquisas para identificar possíveis ameaças.

Robert Lightfoot delivers remarks during an event where NASA introduced 12 new astronaut candidates, Kayla Barron, Zena Cardman, Raja Chari, Matthew Dominick, Robert Hines, Warren Hoburg, Jonathan Kim, Robb Kulin, Jasmin Moghbeli, Loral O’Hara, Francisco Rubio and Jessica Watkins at NASA’s Johnson Space Center in Houston, Texas. After completing two years of training, the new astronaut candidates could be assigned to missions performing research on the International Space Station, launching from American soil on spacecraft built by commercial companies, and launching on deep space missions on NASA’s new Orion spacecraft and Space Launch System rocket. Photo Credit: (NASA/James Blair)

Equipe: Os novos astronautas diante da nave Orion
(Foto: Divulgação)

Um comentário

  1. Do jeito que a crise econômica está afetando o orçamento e o apoio político à Nasa até hoje, levo mais fé na Space X e outras companhias. É bem provável que o futuro da humanidade no espaço estará nas mãos de empreendedores privados. Elon Musk já está começando a ser levado a sério quando diz que o objetivo final da Space X é a colonização de Marte e popularização dos vôos espaciais.

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