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A origem dos gatos domésticos

Matéria publicada em 18 de outubro de 2017, 07:00 horas

 


Porte pequeno, hábitos de higiene, beleza, agilidade e afetuosidade fazem com que os felinos sejam populares em todo mundo

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Muitas pessoas devem se perguntar de onde surgiram os gatos. Será que tem alguma relação com os tigres, leões e onças? E a resposta para a origem dos felinos não é muito simples, mas para ficar fácil de entender, de forma bem resumida, os gatos que temos hoje é o resultado de um processo de seleção natural que durou anos, não necessariamente diretamente relacionada com leões, leopardos, tigres e outros felinos semelhantes.

De acordo com um estudo genético realizado e posteriormente publicado na revista Science, em junho de 2007, o gato doméstico é descendente do Felis Silvestris Lybica, o qual nasceu do cruzamento entre cinco espécies selvagens distintas, ocorrido há mais de 100 mil anos.

Outra questão que é muito levantada por aqueles que adoram gatos, é por que motivo os gatos foram domesticados, já que os humanos domesticaram vários outros animais para deles retirarem benefícios essenciais à sua sobrevivência, fosse através do trabalho, da carne, do leite ou da lã? E, aparentemente, os gatos são os únicos animais que foram domesticados sem uma razão explicita.

Segundo Carlos Driscoll, um dos autores deste estudo, o que aconteceu é que os gatos domesticaram a si próprios. Há cerca de 10 mil anos atrás, os seres humanos começaram a cultivar as terras e, com a produção agrícola, começaram a surgir ratos, os quais ameaçavam essa mesma produção. Sendo assim, os gatos, atraídos pelos ratos, passaram a se aproximar dos humanos e, por consequência, os seres humanos encantados com a capacidade de eliminação dos ratos por parte daqueles felinos em miniatura, passaram a aceitar a presença deles.

Naturalmente, as pessoas davam preferência aos gatos mais mansos e sociáveis, procurando afastar das suas casas e propriedades aqueles mais agressivos, dando assim origem a criações seletivas naturais de gatos cada vez mais afetuosos.

Porém, mesmo com essa aproximação, os gatos continuaram a ter que se virar para sobreviver, sendo na caça aos ratos ou na procura por restos de comida, o que motivou a sua independência e o seu apurado instinto de caça que permanecem até aos dias de hoje.

E assim, os gatos foram, durante muito tempo, acolhidos pelos humanos como um excelente animal doméstico, apreciado pela sua beleza e habilidade em caçar roedores (habilidade muito usada no combate aos ratos transmissores da Peste Bubônica).

A importância dos gatos foi tanta que o povo egípcio os consideravam sagrados. Eles eram tão venerados que existiam leis proibindo que eles fossem levados para fora do Egito. E quem fosse pego fazendo isso, era punido com a pena de morte. A mesma pena era aplicada para aquele que matasse um gato. Inclusive, quando um gato morria de morte natural era mumificado e os seus donos eram obrigados a usar trajes de luto.

Apesar de todas as proibições, quando os romanos invadiram o Egito, por volta de 900 a.C., os gatos começaram a acompanhar os exércitos sendo introduzido por toda a Europa. E foi na Europa Medieval, que todo o status que os gatos tinham conquistado junto às pessoas, mudou drasticamente. A personalidade independente e enigmática, a elegância, olhos brilhante, caminhar silencioso, hábitos noturnos e solitários, os diferenciavam de qualquer outro animal e, em uma Europa dominada pela Igreja Católica a qual estava assustada com o aparecimento da peste negra (que eles acreditavam ter sido um castigo enviado por Deus), os gatos passaram a ser vistos como seres ligados ao demônio e às bruxarias, principalmente os de cor preta. Qualquer pessoa que fosse vista a ajudar um gato nesta época, arriscava-se a ser acusada de ser bruxa e a ser torturada e queimada viva. Esta mentalidade custou a vida a centenas de milhares de gatos, que foram cruelmente perseguidos, capturados e queimados em fogueiras. Foi o período da história em que ocorreu o maior decréscimo na população de gatos.

E foi por causa destas perseguições que nasceram várias superstições relacionadas aos gatos, como por exemplo, a superstição de que passar por um gato preto dá azar.

Felizmente este preconceito diminuiu e durante o século XIX os gatos recuperaram a sua aceitação no seio da população. Eles vieram a recuperar a sua reputação quando começaram a acompanhar as tripulações nos navios, ajudando a manter os alimentos dos marinheiros a salvo dos roedores.

Mais tarde, devido ao seu tamanho pequeno, hábitos de higiene, beleza, agilidade e afetuosidade, começaram a ser vistos como animais finos e a oferecerem uma boa reputação social aos seus donos.

A rainha Vitória de Inglaterra, interessada por gatos, resolveu adotar dois persas azuis, que tratou como elementos da sua corte. Sendo uma rainha popular, a adoção dos gatos rapidamente virou moda e chegou aos Estados Unidos através da revista mais popular da época, Godey’s Lady’s Book (1830-1878). Em um artigo da revista publicado em 1860, era afirmado que os gatos não se destinavam apenas às pessoas mais idosas ou a monarcas, mas que toda a gente se deveria sentir confortável em abraçar o “amor e a virtude” do gato.

Hoje em dia, os gatos são presença assídua nas casas, tanto que existem mais de 600 milhões de gatos a viver entre nós, o que faz deste animal de estimação o mais popular em todo o mundo e companheiros inseparáveis das nossas vidas.

*Fonte: sites Origem das coisas, Mundo dos animais, Cachorrogato, Portal medicina felina

Hoje em dia: Existem mais de 600 milhões de gatos a viver entre nós (Fotos: Divulgação)

Hoje em dia: Existem mais de 600 milhões de gatos a viver entre nós (Fotos: Divulgação)

 

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O Toby é um vira-lata já vacinado, de oito meses e porte médio. É super dócil e está procurando uma família que o adote.

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Essa é a cadelinha Hannea, da Silvana e Lorem Rocha. Uma fofura não é mesmo?

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Um comentário

  1. O predador de ratos .

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