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A Síndrome do Pensamento Acelerado

Matéria publicada em 2 de setembro de 2016, 08:00 horas

 


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É natural nos preocuparmos às vezes e termos questionamentos pessoais normais inerentes ao dia a dia, mas quando o pensamento se torna constante, você está a todo tempo pensando em alguma coisa. Pensar em excesso sem uma brecha sequer, sem gerenciamento, é uma bomba que pode ser extremamente prejudicial à saúde mental.

Essa síndrome tem se apresentado como um grande mal dos grandes centros, das grandes cidades, atinge mais de 80% das pessoas de todas as idades e é resultado desse excesso de atividades e estímulos que somos submetidos todos os dias.

Repare como em apenas cinco minutos de Facebook, por exemplo, você vê milhares de imagens, lê milhares de textos e histórias diferentes, pensa sem perceber em milhares de coisas, enfim. Também com a tecnologia tão ao nosso alcance cria-se o hábito de estar sempre consultando as redes sociais não se permitindo desligar-se nunca.

A tecnologia contribui para o aparecimento e piora do quadro, por isso deve ser utilizada como ferramenta e administrada de maneira saudável. Não podemos nos deixar levar de maneira que deixemos de existir para existir apenas quando estamos em contato com o mundo virtual.

O ideal mesmo é que consigamos gerenciar melhor nossos medos, preocupações, emoções, auto cobranças, enfim, que possamos administrar as armadilhas mentais que nos prejudicam sem que sequer possamos nos dar conta.

Mas, afinal, como saber quando estamos pensando em excesso e como controlar esses pensamentos? Será mesmo possível?

Podemos reconhecer como sintomas dessa síndrome a irritabilidade, o esquecimento frequente, o sentimento sempre presente de apreensão, intolerância, inquietação, mudança no humor (flutuação emocional), dificuldade em se concentrar, cansaço ao acordar e cansaço constante. Alguns sintomas físicos da síndrome são queda de cabelo, dores musculares e dores de cabeça e até gastrite.

A síndrome atende alunos e professores, médicos e pacientes, chefes e empregados, crianças e adultos e é reconhecida como resultante de uma overdose diária de informações. Pessoas com essa síndrome não conseguem lidar bem com perdas de nenhum tipo, não conseguem administrar e elaborar decepções e nem costumam ter momentos de reflexões sobre suas falhas não criando oportunidades para amadurecimento. Possuem muita dificuldade em compreender que a vida não é linear e que vez em quando acontece de se ter sucesso e outras vezes de se ter resultados não tão satisfatórios.

Dicas

Bem, é bom se você se reconheceu nesses sintomas colocar em prática algumas dicas como evitar o excesso de informações, vez ou outra praticar uma desintoxicação digital e ir curtir um sábado de sol sem ao menos pegar no celular. Evite fazer tudo ao mesmo tempo, procure desafios e contemple a natureza a sua volta. Tentar realizar muitas atividades ao mesmo tempo pode levar a pessoa a uma insatisfação plena e a sentimentos de incompetência desnecessários, desleais e fantasiosos a respeito de si mesmo.

Lógico que vencer a sobrecarga de pensamentos exige um esforço diário para colocar em prática algumas dicas e para adotar novos hábitos mais saudáveis. Praticar atividades físicas e incluir momentos de lazer fora da internet são alguns dos hábitos saudáveis que você pode começar a cultivar em sua rotina diária. Focar em uma atividade de cada vez também pode ser muito eficaz. Procure contemplar o pôr do sol, ler um livro, fazer uma caminhada, ouvir uma boa música. Se você prefere consertar algo que quebrou também é válido se isso te der prazer. Se tomar um banho quente pode te ajudar também será uma boa ideia, enfim, o objetivo aqui é desacelerar, procurar caminhos para “andar muito mais devagar”. Não há necessidade de estarmos tão rápido. Se assim continuarmos nos perderemos em um caminho sem sentido.

 

ALINE LIMA  | aline.stteel@diariodovale.com.br

Um comentário

  1. Augusto Cury na veia Aline!! Ótimo texto, felicidade e simplicidade andam lado a lado

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