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As escolhas da vida

Matéria publicada em 16 de fevereiro de 2018, 11:12 horas

 


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“Deve-se escolher os amigos pela beleza, os conhecidos pelo caráter e os inimigos pela inteligência” – Oscar Wilde

 

Escolha é uma palavra que irá nos acompanhar por toda a vida.

Fazer escolhas é antes de tudo ter a certeza de que estamos respeitando o nosso próprio desejo. Escolhas são ações individuais e que em um determinado momento passam a somar o outro, aquele que irá fazer parte de uma determinada transformação que iremos promover em nós ou ainda em algo ao nosso redor. Até porque não é possível fazer uma escolha que mudará a nossa vida, pensando primeiramente nos outros, temos que começar por nós, sabendo o que queremos de verdade, como vamos escrever a nossa história a partir de um determinado ponto, como vamos colocar em prática os planos para as próximas caminhadas.

A vida é cheia de caminhos e para percorrê-los certamente teremos que fazer opções, filtrando o que realmente vale seguir. Escolher a um filme que queremos assistir no cinema ou a uma peça de teatro. Optar por ler um livro de poesias ou a um romance apaixonante, ir a um restaurante ou optar por um delivery. Viajar para este ou aquele lugar. Usar esta ou aquela roupa. Estas muitas vezes são opções simples, corriqueiras, algo que vivemos no nosso dia a dia e que nem sempre nos damos conta, jamais nos preocupando se é uma escolha ao pé da letra ou um simples ato de optar temporariamente por algo sem maiores consequências.

As grandes escolhas muitas vezes nos preocupam e nos fazem pensar de maneira profunda e até dolorida, nos angustiam e até machucam, mas são inevitáveis quando nos colocam em uma encruzilhada, onde somos levados a sinalizar o próximo passo, sem muito tempo para pensar.

Temos em nós o livre arbítrio, o poder de escolher nossas ações. O verdadeiro significado de livre arbítrio, passa pela nossa religiosidade, sem esquecermos que ele ainda tem um sentido psicológico, moral e até mesmo científico.

Verdade

De qualquer maneira independe da escolha, o que devemos usar como bússola para acharmos a resposta para nós é a verdade. Sem ela muitas vezes as escolhas acabam por se mostrar erradas e vacilantes. A verdade anda de mãos dadas com a fidelidade e juntas conseguem criar um caminho seguro para colocarmos em prática as mudanças, as verdadeiras e necessárias escolhas.

Nem sempre as escolhas que fazemos em determinado momento da vida são para sempre, imaginamos que quando a tomamos elas serão eternas, mas por algum motivo acabamos por reconhecer que não eram assim tão impactantes, fundamentais e, sobretudo, que nos fariam bem enquanto vivermos. Podemos chegar em um determinado estágio de nossa vida e reconhecermos que não é bem assim, que a opção tomada não era a correta ou que foi feita de maneira precipitada.

Esta constatação certamente nos levará a novas avaliações e isto acabará por provocar em nós mudanças que muitas vezes poderão custar caro, mas que serão importantes para realinharmos o curso de nossas vontades e necessidades.

Lembre-se que nem todos aceitarão ou desejarão conviver com as nossas mudanças. Este resultado é algo que teremos que aprender a conviver, querendo ou não. Sabendo lidar com as consequências de nossos atos, algo que temos que ter sempre claro dentro de nós, isto irá nos deixar fortes e seguros em relação as nossas decisões. Escolhas equivocadas, quem nunca as fez? Quem nunca marcou o X em uma questão que vai muito além de uma prova e depois teve a certeza que não era bem aquilo e que nem sempre uma boa borracha é capaz de apagar aquele instante “errado”?

Escolhas e consequências

Escolhas e consequências andam sempre juntas no fio da navalha e por conta disso, devido a um passo em falso imediatamente culpamos alguém por este ou aquele infortúnio. Alguns acreditam que tem as mãos de Deus nessa história e partem para cima do Criador, taxando-o de responsável por determinada falha. Isso é prova cabal de imaturidade, da total falta de sensibilidade e zero senso de justiça. Um processo tolo de autodefesa que não consegue se amparar em nada, apenas na certeza de ter avaliado muito pouco os prós e os contras da decisão.

A imaturidade gera más escolhas e por conta disso os resultados são muitas vezes catastróficos e sem a opção de “volte uma casa e recomece a jogada”, simplesmente porque a vida não é uma brincadeira de tabuleiro.

Temos que ter em mente que nossas decisões não andam sozinhas, elas irão abarcar outras pessoas, seja de que maneira for e estas não poderão sofrer com os nossos erros e não podemos estar indiferentes a isso. Temos que enfrentar a nossa história e o que virá dela sem medo, devemos estar prontos para reconhecer os erros do passado e do presente, algo que certamente irá de alguma forma influenciar no futuro. Os passos que iremos tomar serão os responsáveis pelas nossas vitórias futuras e de outros que estarão caminhando ao nosso lado.

Somos perdas e ganhos, o resultado inequívoco do que sobrou da lapidação do tempo. Simplesmente porque não somos um rascunho, mas sim a matriz única de nossos desejos.

 

 

ARTUR RODRIGUES | artur.rodrigues@diariodovale.com.br

2 comentários

  1. Carlos Athilio Machado

    Excelente texto!

    • Carlos Athilio Machado, boa noite. Obrigado pelo seu gentil elogio e espero sempre poder contar com a sua leitura e crítica a minha coluna. Abraços e felicidade.

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