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Cães e gatos também podem doar sangue

Matéria publicada em 14 de março de 2018, 07:10 horas

 


Todo o procedimento costuma durar cerca de 15 minutos; doações podem ser feitas, em média, a cada três meses

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Que a doação de sangue é um ato de amor ao próximo e pode salvar vidas, isso muitas pessoas já sabem, mas, que o mesmo serve para os cães e gatos, isso poucos sabem.
Os animais também precisam de transfusão de sangue, e para eles a doação também é muito importante e pode salvar muitas vidas.
A transfusão em cães e gatos é uma prática muito utilizada em casos de animais vítimas de intoxicações, atropelamentos, câncer e outras doenças, como por exemplo, a doença de carrapato.
Assim como os seres humanos, não são todos os cães e gatos que podem doar sangue, existem pré-requisitos que precisam ser atendidos:
– Os cães devem ser saudáveis, com peso superior a 25kg e idade entre um e oito anos; livres de doenças infecciosas; devendo estar devidamente vacinados e vermifugados; não podem estar tomando qualquer medicação além dos vermífugos; não podem ter histórico de doença grave; não podem ser obesos e nem apresentar problemas cardíacos; não pode ter tido carrapatos recentemente e devem ser negativos para hemoparasitoses; não pode ter recebido transfusão de sangue; no caso das fêmeas, não podem estar prenhas nem estar no cio.
– Os gatos também devem ser saudáveis; calmos; com peso superior a 3,5 kg e idade entre um e oito anos; ter criação totalmente indoor (sem acesso à rua); ser alimentado apenas com dieta comercial; sem doenças infecciosas; deve estar vacinado e vermifugado; não podem estar tomando nenhum medicamento além dos vermífugos; não podem ter histórico de doença grave e apresentar doenças cardíacas; não podem ter recebido transfusão de sangue; não pode ser obeso; no caso das fêmeas, não podem estar prenhes; não podem estar no cio; não podem ter FIV ou FeLV positivo.
Esses critérios, dependendo do estabelecimento que faça a coleta, podem sofrer mudanças, mas em regras gerais são esses os pré-requisitos para a doação do sangue.
Além desses critérios avaliados no exame clínico, um exame de sangue também é realizado de forma minuciosa. Os principais exames realizados são hemograma completo; contagem de plaquetas; ureia e creatinina; brucelose; leishmaniose; dirofilariose; erliquiose; babesiose; doença de Lyme; febre maculosa; FIV e FeLV (gatos) e mycoplasma haemofelis (gatos).

Boa ação: Responsável pelo animal que quiser que seu cão ou gato seja um doador, deve procurar uma clínica veterinária e se cadastrar (Foto: Divulgação)

Boa ação: Responsável pelo animal que quiser que seu cão ou gato seja um doador, deve procurar uma clínica veterinária e se cadastrar (Foto: Divulgação)

Coleta

Estando apto à doação de sangue, a coleta é feita de forma bem similar ao dos humanos, onde o animal deve ficar bem quieto e tranquilo durante a doação e, para isso, pode acontecer de algum animal necessitar de uma sedação no momento da doação. Sendo assim, a sedação não é obrigatória em todos os procedimentos, apenas somente em casos em que o animal não fique quieto, mas sempre com a autorização do tutor. O efeito do sedativo é leve e passa bem rápido e não deixa efeitos colaterais.
Com o doador sob efeito da sedação ou não, é feito um acesso venoso, que pode ser no pescoço (o mais indicado) ou nos membros, por onde o sangue sairá e seguirá direto para a bolsa de sangue, que fica em constante movimento para que o sangue não coagule (similar as doações humanas).
É necessário que o cão ou gato que irá doar o sangue esteja em jejum de quatro horas antes da doação, sendo que logo após a doação o animal pode voltar a comer normalmente.
A quantidade de sangue retirada do animal é, em média, de 450 ml nos cães e de 20 a 40 ml nos gatos.
Todo o procedimento costuma durar por volta de 15 minutos, porém, em casos em que o animal necessite ser sedado, pode durar um pouco mais. As doações de sangue podem ser feitas em média a cada três meses.
O doador, por sua vez, ao fazer a transfusão de sangue, além de salvar vidas, também cuida da própria saúde, uma vez que antes de retirar o sangue, ele passa por uma série de exames para constatar se está apto a fazer a doação.
O responsável pelo animal que quiser que seu cão ou gato seja um doador, deve procurar uma clínica veterinária que faça esse tipo de coleta, e se cadastrar lá.
É muito importante que o responsável pelo animal tenha boa vontade, seja solidário e leve seu animalzinho para realizar doações periodicamente, pois para os animais, assim como para os humanos, os bancos de sangue estão sempre vazios, devido à dificuldade de conseguir doadores, e por isso muitas vidas acabam sendo perdidas por falta da compreensão de alguns tutores.

Quer ver o seu bichinho de estimação aqui também? Basta enviar uma foto dele para o e-mail (glayce.cassaro@diariodovale.com.br). Sugestões e dúvidas também são bem vindas. Mais informações pelo WhatsApp (24) 98816-1583.

 

 

GLAYCE CASSARO PEREIRA | glayce.cassaro@diariodovale.com.br

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