sábado, 25 de novembro de 2017

TEMPO REAL

 

Capa / Colunas / Cinomose: Um grande perigo para os cães neste inverno

Cinomose: Um grande perigo para os cães neste inverno

Matéria publicada em 5 de julho de 2017, 07:00 horas

 


Nesta época do ano a doença é responsável pela morte de 80% dos cachorros que a contraem

wp-coluna-animal-glayce-cassaro-pereira

O inverno está aí e, com certeza, o que você mais quer nestes dias mais frios é ficar quieto em casa, protegido e aquecido. Nessa época do ano é importante comer bem, tomar muito líquido e cuidar da imunidade para evitar pegar uma gripe ou outras doenças de inverno. Com nossos bichinhos a história é a mesma, mas as precauções devem ser ainda maiores, pois com temperaturas baixíssimas como estas, existe uma partícula que faz a festa: o vírus da cinomose. É nesta época do ano que a cinomose é responsável pela morte de 80% dos cachorros que a contraem.

Com as variações de temperaturas e as temperaturas muito baixas, há um fator que faz toda diferença no inverno, a imunodepressão dos cães. Infelizmente muitos deles não têm onde e como se proteger, ficando expostos à friagem e assim diminuindo sua imunidade; consequentemente alguns vírus, como o da cinomose, aproveitam-se para se disseminar nestes animais.

Os principais afetados são os cãezinhos de rua, mas aqueles que vivem junto com a gente também podem sofrer com a disseminação desta doença.

Nos filhotes, devido à falta de vacinação adequada, a frequência da doença é ainda maior, mas os cães adultos com o reforço atrasado também estão sujeitos, assim como as fêmeas gestantes ou em fase de lactação, e cachorros velhinhos ou debilitados que não sejam vacinados.

O causador da cinomose é um vírus transmitido pelo ar ou por meio de secreções de animais infectados. Principalmente nesta época do ano, o pet pode se expor ao vírus simplesmente ao sair de casa, pois nunca se sabe se outros cães no caminho estão saudáveis ou não. Por isso é tão importante que a vacinação esteja em dia. Esta doença viral é altamente infecciosa e transmissível, e de fácil contaminação. Inclusive nós, os seres humanos, podemos servir de veículo de contaminação, se tivermos tido contato com cães doentes ou ambientes contaminados e, em seguida, entrarmos em contato com animais sadios.

Cuidados: Nos filhotes, devido à falta de vacinação adequada, a frequência da doença é ainda maior (Fotos: Divulgação)

Cuidados: Nos filhotes, devido à falta de vacinação adequada, a frequência da doença é ainda maior (Fotos: Divulgação)

Importante

É importante saber que a cinomose não é uma zoonose (doença transmitida do animal para o homem), ou seja, não precisamos nos preocupar, porque não existe possibilidade alguma de pegarmos essa doença.

Uma vez instalado, esta doença apresenta evolução em três fases, sendo a primeira fase respiratória, a segunda gastrointestinal e a terceira e pior delas a neurológica, as vezes as lesões nesta fase podem ser irreversíveis.

Quando detectada nas duas primeiras fases, a probabilidade de cura dos cães ainda é satisfatória, quando estabelecido um tratamento no início.

Inicialmente, o cão infectado começa a apresentar secreção nasal, vômitos e diarreias. O quadro muitas vezes evolui para problemas neurológicos e ele passa a ter convulsão, para de andar e se alimentar, podendo chegar à morte.

Como sintomas principais desta doença estão febre, a coriza nasal e lacrimejamento ocular, a falta de apetite, o vômito, a diarreia, as dificuldades respiratórias, a hiperceratose ou ressecamento do focinho e dos coxins plantares que são as almofadinhas das patas e o andar cambaleante, até a paralisia dos membros posteriores, podendo significar problemas neurológicos. Por causa do sintoma de coriza nasal e lacrimejamento ocular é que a cinomose pode ser confundida com a gripe canina/tosse dos canis, doença já comentada.

A cinomose não tem tratamento específico. O que se pode fazer é tratar os sintomas e adotar medidas para melhorar a imunidade do animal.

O cão deve ser mantido hidratado e em ambientes quentes para evitar que a doença evolua para uma pneumonia.

Como vimos, a cinomose é uma doença grave, de fácil contágio e com alta taxa de mortalidade. E para combater esse mal, transmitido no ar por um vírus, a principal arma é a vacinação. Sabe aquelas três doses que o filhotinho recebe nos primeiros meses de vida? Elas podem salvar a vida do animal, mas, para isso, devem ser aplicadas corretamente, sem atraso, por um médico veterinário apenas e é essencial dar um reforço anualmente.

Se o esquema de vacinação dos seus pets está atrasado, procure o quanto antes um médico veterinário. Pergunte sobre as vacinas contra parvavirose, tosse dos canis, leishmaniose, raiva e giárdia.

Digo e repito sempre que a prevenção é o melhor remédio. A cinomose é uma doença muito, mas muito difícil de ser tratada, e com um simples esquema de vacinação você poderá dormir tranquilo de que seu amigo estará protegido contra essa a doença.

Preciso de um lar

Essa é a Vitória, uma viralatinha de aproximadamente três, já castrada e vacinada. Ela tem porte médio e é muito dócil, meiga e brincalhona.

foto 2

Cantinho do leitor

Essa fofura é o Sírios Salgado Ruzzi, filhote lindo dos donos Jaqueline e Chander.

foto 3

 

 

 

Quer ver o seu bichinho de estimação aqui também? Basta enviar uma foto dele para o e-mail (glayce.cassaro@diariodovale.com.br). Sugestões e dúvidas também são bem vindas.

 

GLAYCE CASSARO PEREIRA | glayce.cassaro@diariodovale.com.br

Um comentário

  1. Obrigado pelas informações! Será que um cão que tenha contraído giárdia, após o tratamento fica imunizado se tomar a vacina?

Untitled Document