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Como fazer para o seu gato aceitar um novo gato na sua casa?

Matéria publicada em 18 de abril de 2018, 07:04 horas

 


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gatos

Primeira coisa, e a mais importante de tudo, antes de colocar um novo gatinho em contato com o seu, certifique-se de que ele esteja vacinado, vermifugado, sem ectoparasitos e sem nenhum sinal de doenças. Mas caso você não tenha certeza dessas informações, então antes de colocá-lo junto com o seu animalzinho passe por uma consulta veterinária para avaliar o estado geral de saúde dele e caso necessite de quarentena, siga corretamente as orientações passadas pelo médico veterinário. Lembre-se sempre, nunca coloque diretamente um gatinho de rua em contato com o seu (ou seus gatos), pois ele pode estar com alguma doença contagiosa séria e assim colocar a vida do seu gatinho em risco.
Pois bem, estando livre de qualquer risco para o seu amiguinho, o novo gatinho já pode ser levado pra casa e colocado junto com o seu? NÃO.
Engana-se quem acha que basta levar um novo gatinho para casa e coloca-los juntos que eles irão se dar bem. Infelizmente não é bem assim, inserir um novo gato em uma casa que já tenha outro, não é tão simples como fazemos com os cães, pois os gatos mesmo sendo seres sociáveis eles são extremamente territorialistas. Isso não quer dizer que são incapazes de compartilhar seu ambiente com outro gato, apenas que são mais metódicos, e preferem as coisas bem resolvidas. Imagine você, recebendo para morar na sua casa, uma pessoa com costumes e hábitos totalmente diferentes. A primeira coisa que provavelmente você irá fazer para que essa convivência não traga problemas, é sentar e conversar a respeito de como é a dinâmica na sua casa, quais são seus costumes e seus hábitos, as regras, e etc, não é? Caso contrário, se cada um for agir da maneira que quiser, imagina só a confusão, o stress e a quantidade de brigas que iria acontecer. Pois bem, com os gatos é basicamente assim, um novo morador na casa é uma situação extremamente estressante, requer uma modificação enorme na dinâmica do seu território, e isso cria uma grande tensão. Daí a diferença deles para gente, é que eles não sentam na mesa pra conversar e entrar em um acordo. A “conversa” deles é mais subjetiva, se baseia em linguagem corporal, ou seja, brigas. E pra que isso não aconteça, eles precisam de nós, donos, para ajudá-los a estabelecer um relacionamento saudável.

Sendo assim, o que devemos fazer é seguir os seguintes passos:

1º- Não coloque-os juntos de primeiro momento deixando eles se entenderem sozinhos. Infelizmente é isso o que muitas pessoas ainda fazem por aí. Pode até haver alguns casos em que isso dê certo, mas na maioria dos casos não é isso que acontece. Essa forma é muito arriscada, ineficiente e cruel, onde na maioria das vezes o nível de estresse é alto e há um grande risco de agressão sérias entre eles.

2º- Para o sucesso dessa introdução você deve ter muita cautela e paciência, até mesmo com os filhotes, pois eles também se estressam.

3º – Prepare um cômodo separado para o novo gatinho e deixe-o lá nos primeiros dias. É importante que ele sinta-se seguro! O único contato que ele terá com o seu gato é através do cheiro, que a princípio será através do vão da porta.

4º – Quando você perceber que eles estão tranquilos em seus ambientes, comendo e usando a caixinha normalmente, é a hora de começar a troca de cheiros, onde com o auxílio de dois paninhos, você irá passá-los um em cada gato e coloca-los para o outro animal cheirar. Não force o gato a se aproximar da meia, ele irá fazer isso por conta própria quando estiver confiante. Para ajudar, você pode deixar petiscos perto do paninho, assim um irá associar o cheiro do outro com uma coisa boa.

5º- Quando perceber que eles estão ficando mais à vontade, faça uma nova associação boa, colocando eles para interagir, passando uma corda por debaixo da porta, com pontas para os dois lados de forma que eles possam puxar e interagir com o outro.

6º- O próximo passo é intercalar ambientes, para evitar eles assumam uma posição de defesa em relação a seus respectivos cômodos. Só lembre-se de que eles ainda não devem ver um ao outro, essa é a próxima etapa.

7º- Agora é a hora de eles se verem, esse momento pode demorar dias ou até semanas, mas para essa técnica ser aplicada ambos devem ter parado de se importar com o cheiro do pano do outro gato, parado de chiar para a porta e mostrar confiança (ficar de rabo erguido, andar no meio do cômodo, dormir em qualquer lugar e não escondido, etc.).
Quando ambos estiverem nesse estado, eles podem começar a se ver, mas sem contato físico, e para isso existem várias técnicas, como separá-los por vidro ou tela. Outra opção é usar coleiras e guias para conter ambos, ou até mesmo caixas de transporte

8º- Quando não mais se incomodarem com o cheiro e a visão do outro, existe uma grande chance de eles estarem prontos para interagir. É sempre bom fazer essa etapa com ajuda de outra pessoa ou guias. Em um ambiente tranquilo, deixe-os se aproximem e só interfira em caso de uma briga real. Chiados e patadas são normais, é a forma deles se entenderem. Essa “conversem” entre eles é a forma deles determinarem tudo isso, de se entenderem e criarem o respeito mútuo.

9º- Repita essas aproximações por alguns dias, correndo tudo bem, eles podem começar a ficar soltos juntos. No entanto, é fundamental que por alguns dias eles só interajam com alguém por perto.

Importante: É normal que eles discutam um pouco no começo, mas se a coisa apertar, volte para as etapas anteriores. Lembre: paciência é a chave.

Quer ver o seu bichinho de estimação aqui também? Basta enviar uma foto dele para o e-mail (glayce.cassaro@diariodovale.com.br). Sugestões e dúvidas também são bem vindas. Mais informações pelo WhatsApp (24) 98816-1583.

 

GLAYCE CASSARO PEREIRA | glayce.cassaro@diariodovale.com.br

 


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Um comentário

  1. Gostei do texto. Tenho gatos e vou guardar estas dicas.

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