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Cunha continua pairando

Matéria publicada em 7 de novembro de 2015, 07:35 horas

 


Futebol mundial igualmente está infestado pelo vírus da corrupção e da propina em larga escala

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Impressiona a capacidade de o Cunha se manter acima das coisas mundanas que envolvem o dia-a-dia da Câmara.
Ele esfrega na cara dos brasileiros essa tranquilidade de quem tem nas mãos vários coleguinhas, porque teria financiado suas campanhas.
Fico pensando naquele parlamentar que procura, em sua trajetória de vida, funcionar para o Brasil dar um passo adiante.
É triste olhar para os lados e se sentir cercado de mentiras, de cartas marcadas, acima de tudo, respirar o que há de mais podre na sociedade.
O futebol mundial igualmente está infestado pelo vírus da corrupção, da propina em larga escala e nos degraus de cima.
A Fifa, ditatorial, que mandava e desmandava no mundo do futebol, está inteiramente corroída em seus escaninhos. Lembra uma grande árvore que se descobre quase oca, por conta dos bichinhos devoradores que ao  longo dos tempos vêm sugando toda seiva alimentadora de uma gigantesca estrutura, que não evitou os chamamentos da vida fácil, do poder como meio e fim.
O Corínthians sobrou. Houve jogo até o primeiro gol que aconteceu de uma rebatida em falso de um zagueiro atleticano.
O Atlético, como os outros times brasileiros, sentiu o golpe como um lutador que perde o rumo após um direto bem dado pelo adversário.
O Flamengo continuou a saga das derrotas. Não que o Grêmio tenha feito uma grande partida. Pelo contrário, O Flamengo estava melhor durante boa parte do jogo. Um gol gremista e tudo desmoronou.
Se tivesse vencido, o lance da balada teria tido um peso maior contra os festeiros.
E os garotos do Fluminense, em particular o Gustavo Scarpa, conseguiram quebrar o tabu dos dez jogos.
Um jogo muito emocionante que o Vasco não podia perder. E mandou duas na trave. Pressionou loucamente no final e o Wellington Silva, em cima da linha, evitou o empate que teria sido justo pelo o que dois times apresentaram.
Não acreditado, o Palmeiras está brigando nas duas frentes. Tenta o G4 que poderá ser G5 se Santos vencê-lo. É zebra.
O time da Vila Belmiro é o grande favorito, mas um clássico é imprevisível.

 

NELSON RODRIGUES | nelson.filho@diariodovale.com.br

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