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Fique atento à saúde do seu bichinho

Matéria publicada em 16 de agosto de 2017, 07:00 horas

 


Para um diagnóstico preciso, além da avaliação dos sintomas, é importantíssima a colaboração dos proprietários

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Muito já foi falado aqui sobre a responsabilidade e cuidados que um tutor deve ter com seu animalzinho. E um dos cuidados mais frisados e mais importantes que devemos ter é com a saúde dos nossos pets, principalmente no quesito prevenção.

Saber quando seus animais estão doentes pode ser uma tarefa difícil para os donos, até porque eles não falam e não podem nos dizer o que estão sentindo, daí a importância das consultas veterinárias. Porém, infelizmente as consultas realizadas pelo médico veterinário possuem inúmeras dificuldades, como por exemplo, a falta de informação fornecida pelos proprietários na hora da consulta.

Para um diagnóstico preciso, além da avaliação dos sintomas, é importantíssima a colaboração dos proprietários. Muitas vezes alguns comportamentos interferem de forma negativa, tornando a consulta menos produtiva e proveitosa.

Confira algumas dicas de como os tutores devem se comportar durante uma consulta para se ter sucesso no diagnóstico:

1-    Para começar, não existe consulta por telefone, nem tão pouco olhadinha. O médico veterinário precisa examinar o animal, e o ato de olhar faz parte da consulta. E por telefone esse exame não é possível. O uso do telefone pode ser um aliado importante e até salvar a vida de um animalzinho, mas só para isso, não pode ser utilizado como consulta. Não insista, não é justo com o seu animalzinho, pois ele pode estar precisando de uma consulta minuciosa, e nem tão pouco com o médico veterinário que investiu em anos de estudo para isso.

2-    Crie o costume de levar seu animalzinho periodicamente ao veterinário, o ideal é de seis em seis meses para cães mais velhos e filhotes e de até um ano em animais jovens. Infelizmente alguns donos procuram levar seu animalzinho apenas quando estão doentes, e isso não é bom. É melhor prevenir do que remediar.

3-    Procure não ficar trocando de médico veterinário, tente mantê-lo sempre que possível com um só. Acompanhar o animal e conhecer seu histórico facilita muito no diagnóstico de algumas doenças.

4-    Ao receber um diagnóstico, siga as orientações do médico veterinário, e não siga orientações de pessoas que não são profissionais capacitados para isso. E caso o tratamento não esteja surtindo efeito, volte no mesmo veterinário, não fique trocando de profissional; como a medicina veterinária ainda é muito restrita em alguns pontos, principalmente com relação a exames, o médico veterinário precisa fazer algumas tentativas, e se o proprietário não volta, fica difícil para qualquer profissional acertar no diagnóstico e, infelizmente, muitas pessoas acabam julgando o profissional negativamente, sem falar no gasto a mais que terá levando em outro lugar.

5-    É importante também que o animal vá acompanhado nas consultas pela pessoa responsável por ele, que o conheça bem, para prestar todas as informações necessárias, o que uma pessoa que não o conheça não poderá fazer. Esta pessoa deve ser também capaz de auxiliar na contenção do animal de forma adequada, bem como auxiliar em algum procedimento clínico que se faça necessário.

6-    Leve sempre para uma consulta a carteira de vacinação, exames anteriores, receitas de medicamentos que esteja tomando ou tenha tomado, nome de produtos que utiliza e quaisquer outras informações que possam ser necessárias. O ideal é manter uma pasta com todos esses documentos e levá-la sempre em todas as consultas. Dizer para o médico veterinário que o animal toma aquele remedinho da caixa vermelha ou então aquele comprimido pequenininho branco, achando que o veterinário vai adivinhar, não resolve, até porque é praticamente impossível de o veterinário acertar.

7-    Se seu animal está doente, fique atento a ele para que você possa passar o máximo de informações para o médico veterinário, como: quando iniciou, quais sintomas apareceram primeiro e quais vieram depois, características dos sintomas, por exemplo, em caso de diarreia, informar a consistência, cor, odor e frequência, entre outros.

8-    Seja sempre sincero. Alguns proprietários costumam omitir por vergonha de algo que tenha feito, ou por não ter o costume de observar seu animalzinho ou até mesmo por achar que é obrigação do médico veterinário adivinhar o que o animal tem. É comum o proprietário dizer que dá somente ração e no consultório, através do vômito, o veterinário descobre que deu outra coisa. Mentiras e informações incompletas podem colocar a vida de seu animal em risco, portanto, não se envergonhe em falar a verdade!

9-    A consulta veterinária é uma atividade de grande concentração, exercício mental e raciocínio para o clínico, por isso muita gente, crianças ou até mesmo conversas ao telefone não são apropriadas para o momento.

10-   Tire todas as suas dúvidas, não saia de uma consulta ainda com dúvidas. Converse com seu veterinário, crie um vínculo de confiança mútua. Você tem que ter segurança no profissional que está atendendo seu animal e ele precisa saber que pode confiar nas informações que você está fornecendo e que irá seguir corretamente as orientações e/ou prescrições que forem realizadas.

11-   Sempre volte às consultas de retorno quando estas forem solicitadas, elas são importantes para o acompanhamento de seu animal. E como o próprio nome diz, a consulta é de retorno, para um caso já atendido, não para uma nova doença.

Lembre-se, uma consulta com o tutor colaborando ao máximo. Você, seu veterinário e, principalmente, seu animal só terão a ganhar.

 

Prevenção: Crie o costume de levar seu animalzinho periodicamente ao veterinário (Foto: Divulgação)

Prevenção: Crie o costume de levar seu animalzinho periodicamente ao veterinário (Foto: Divulgação)

 

Quer ver o seu bichinho de estimação aqui também? Basta enviar uma foto dele para o e-mail (glayce.cassaro@diariodovale.com.br). Sugestões e dúvidas também são bem vindas.

 

 

GLAYCE CASSARO PEREIRA | glayce.cassaro@diariodovale.com.br

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