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Hérnias em cães: O que fazer?

Matéria publicada em 8 de novembro de 2017, 12:44 horas

 


De modo geral, são aberturas que acontecem dentro de uma massa muscular por onde órgãos internos conseguem passar

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A hérnia umbilical em cães é uma patologia, que assim como outras, não são fáceis de serem reconhecidas pelos donos e requerem atenção e cuidado.

Hérnias, de modo geral, são aberturas que acontecem dentro de uma massa muscular por onde órgãos internos conseguem passar. Sendo assim, a hérnia umbilical é uma abertura (buraco) formada nos músculos da barriguinha do animal (anel inguinal – umbigo), por onde pode passar as vísceras dele, incluindo partes do intestino. Esses órgãos entram em contato com a pele por meio dessa falha e é possível observar uma alteração (uma espécie de bolsa), uma bolinha no abdome. O umbigo torna-se mais flácido e mole, o que pode ser sentido pelo tutor ao tocar na região.

No caso da hérnia umbilical, ela pode ser de origem genética ou adquirida.

Genética: Acontece quando há um defeito na formação da linha Alba ou imperfeição no fechamento do anel umbilical, que tende a se abrir ainda mais pela persistência de víscera abdominal no orifício. Geneticamente os filhotes herdam esse aspecto físico de seus pais. Algumas raças estão mais propensas a desenvolverem esse problema de saúde, como Basenji, Spitz Alemão anão e Pequinês. Sabe-se também que muitos machos que são criptorquidas (condição do macho na qual um dos testículos não desce ao escroto ficando retido na cavidade abdominal ou subcutâneo inguinal) apresentam herniação umbilical.

Adquirida: Pode ocorrer por meio de tração excessiva do cordão na hora do parto ou quando há a secção do cordão umbilical muito próximo à parede abdominal. Por exemplo, na hora do nascimento, a cadela tende a cortar o cordão umbilical do filhote com os dentes. Elas vão cortando e puxando, e essa tração pode fazer com que o filhote apresente, então, a hérnia umbilical. Isso é ainda mais comum na raça Shih-tzu por causa da arcada dentária deles, que é inclinada para fora. Outra causa adquirida é um umbigo mal cortado por pessoas leigas.

O sinal clínico da hérnia umbilical é o aumento de volume na região do umbigo do bichinho que pode ser, desde uma pequena bolinha, até uma porção maior.

Muitas vezes não há a necessidade de uma cirurgia, principalmente em filhotes, pois até os seis meses de idade podem ocorrer o fechamento espontâneo de uma hérnia umbilical pequena. Sem falar que a maioria dos animais consegue viver bem com essa alteração, sem ter problemas maiores. Entretanto, é importantíssimo o acompanhamento de um médico veterinário, pois pode acontecer de essa hérnia crescer e se tornar grave.

Em alguns casos, as vísceras podem retornar ao interior do abdômen, através de uma manobra realizada pelo médico veterinário, que permite a recolocação das vísceras no lugar. Neste caso, havendo sucesso com a manobra, a cirurgia pode ser programada mais tranquilamente. Porém, caso ocorra muita dificuldade ou impossibilidade na redução da hérnia, indica-se realização do procedimento o quanto antes, por ser considerado um caso grave.

O caso considerado mais grave é aquele em que é possível passar uma alça inteira do intestino, ou seja, um pedaço completo, pela cavidade formada pela hérnia; com isso pode ocorrer o encarceramento (estrangulamento) potencial dos intestinos através desta abertura, pois isso pode interferir no suprimento de sangue para o intestino que está preso, ficando a passagem do alimento bloqueada. Além disso, o tecido que fica estrangulado não recebe suprimento adequado de sangue e pode morrer, liberando toxinas que podem matar o animal.

Uma vez que os vasos sanguíneos são afetados os sinais clínicos mudam drasticamente. A área afetada vai ficar inchada e dolorida. Sem oxigênio e nutrientes adequados, os tecidos intestinais inicialmente desenvolvem cãibras. E se o fluxo de sangue é completamente perdido a morte celular ocorre. A dor torna-se tão grave que o animal provavelmente irá desenvolver febre e se tornar letárgicos. Geralmente, nesse quadro o animal apresenta vômito, anorexia, dor na região abdominal e falta de apetite.

O vômito ocorre porque as chamadas ondas de contrações (movimentos peristálticos) que impulsionam o conteúdo alimentar ao longo do comprimento do intestino pode, quando uma obstrução for encontrada, inverter sua direção e moverem para trás o alimento através do trato digestivo inteiro, resultando em vômitos. A anorexia acontece após os vômitos, desconforto e dor, onde o animal se recusa a comer. Eles ainda podem beber água, porque os líquidos poderiam ser capazes de passar através da seção restrita do intestino ou ser absorvido antes desse ponto.

Neste caso, o animal deve ser levado imediatamente ao veterinário.

Nessa hipótese as hérnias são reparadas cirurgicamente, colocando-se as estruturas de volta para sua posição correta e depois fechando a musculatura e pele com suturas. Isso muitas vezes requer o uso de técnicas especializadas e material de sutura de longa duração. Para o sucesso dessa cirurgia a hérnia deve ser diagnosticada o quanto antes, por isso a necessidade do acompanhamento médico veterinário.

Se a operação for necessária, a recuperação é rápida e, quando realizada por profissionais qualificados e com todos os cuidados, acontece sem complicações. Este tipo de cirurgia só pode ser feito sob anestesia geral e a maioria dos cães vai se recuperar muito bem, geralmente, sem quaisquer efeitos colaterais ou problemas de hérnia futuro.

Alguns medicamentos podem ser recomendados, além de o cão precisar de uns dias de repouso e cautela com os pontos.

Hérnia umbilical: Fator pode ser de origem genética ou adquirida (Foto: Divulgação)

Hérnia umbilical: Fator pode ser de origem genética ou adquirida (Foto: Divulgação)

Importante

Não é aconselhado que fêmeas que apresentem hérnia umbilical emprenhem antes de resolverem o problema. Isso porque pode ocorrer a ampliação da hérnia durante a gestação e risco de comprometimento dos bebês e da mãe.

Cães com hérnias genéticas (que nascem com a hérnia) não devem ser reproduzidos, pois podem transmitir esse problema aos descendentes.

Lembre-se, apenas um médico veterinário, através de uma consulta (exame físico) poderá diagnosticar o problema. Ocasionalmente, ele pode necessitar de exames complementares como Raio-X contrastado ou ultrassonografia. Mas somente ele saberá definir a necessidade de urgência ou não de uma cirurgia.

 

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GLAYCE CASSARO PEREIRA | glayce.cassaro@diariodovale.com.br

4 comentários

  1. O cachorro da minha sogra ataca os netos , mas ela prefere o cachorro do que os netos.
    Pode?
    Isso é razoável?

  2. Recolha as fezes do seu cão.
    Não esqueça de embalar e jogar no lixo da sua casa.

  3. Moro no Jardim Belvedere, aqui tem muitas pessoas que saem com seus cães para defecar em calçada alheia todas os dias.
    No máximo recolhem com um saquinho e deixam na calçada ou na lixeira da pessoa, aí o sol bate e é uma fedentina.
    Não é um caso isolado.
    Por que tem pessoas que não treinam seus cachorros de defecar em nas suas casas.
    Acham que recolher as fezes é grande coisa, minha calçada é de cerâmica, tenho que lavar e passar desinfetante todos os dias por isso , pois mesmo catando o piso fica sujo.
    E o saquinho de supermercado largado com as fezes quando o sol bate fede dentro da minha sala.

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