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Manifestos e identidades

Matéria publicada em 1 de março de 2018, 13:58 horas

 


Gucci chama a atenção na Semana de Moda de Milão; veludo, brilho e alfaiataria faziam parte do repertório criativo

Wp Coluna Papo De Mulher Paulla Duarte

 

Como não falar sobre o desfile ciborgue apresentado pela Gucci durante a Semana de Moda de Milão?

Inspirado na obra da filósofa e bióloga feminista Donna Haraway, no Manisfesto Ciborgue: ciência, tecnologia e feminismo, Alessandro Michele apresentou um espetáculo em pleno centro cirúrgico. Um desfile repleto de manifestos e identidades.

Para quem não gosta ou não se aprofunda pode ter estranhado e achado nada comercial, mas por trás de toda passarela existe uma história com início, meio e fim. Tudo tem sentido e propósito! Não são apenas modelos desfilando roupas e tendências, são pessoas transmitindo um recado.

“O ciborgue é uma criatura de um mundo pós-gênero”.

Para a grife italiana, o elemento ciborgue pensado por Haraway, e agora revisitado nas passarelas, é um “símbolo de uma possibilidade emancipatória por meio da qual podemos decidir nos tornar quem somos”.

“Gucci Cyborg é pós-humana: tem olhos nas mãos, chifres de fauno, filhotes de dragão e cabeças duplicadas. É uma criatura biologicamente indefinida e culturalmente ciente. O último e extremo sinal de uma identidade miscigenada em constante transformação”.

Sobreposições transparente que imitavam jaleco, veludo, jacguard, brilho, alfaiataria faziam parte do repertório criativo. O estilista que a algumas estações vem dando o nome e trazendo a marca para o pódio não teve medo de arriscar mais uma vez.

Modelos carregavam réplicas de suas próprias cabeças e répteis como cobras, lagartos, além de filhotes de dragões dando o toque fantástico da apresentação.

“Nós existíamos para nos reproduzir, mas já passamos dessa fase. Estamos vivendo em uma era pós-humana, com certeza; está em andamento”, argumenta Alessandro Michele sobre a apresentação do desfile.

“O ciborgue aparece como mito precisamente onde a fronteira entre o humano e o animal é transgredida”.

Confira nas imagens!

 

 

PAULLA DUARTE | paulladuarte@diariodovale.com.br

3 comentários

  1. fico imaginando todos vestindo essas roupas “lindas” em uma balada no black jack por exemplo. enfim, mode né, meu deus

  2. Se você for ver nada combina com nada, mas isso é a moda, vestir para se sentir bem e confortável.Hoje tudo está na moda , nós fazemos a moda, era horrível alguns anos atrás que todos se vestiam iguais com o que era imposto pela moda.Tentavamos comprar algo diferente e não achávamos…
    Pode tudo existe apenas tendências.
    Isso é maravilhoso!!!

  3. Isso parece mais um baile a fantasia, e de mau gosto, por sinal.

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