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Megalomania Política

Matéria publicada em 22 de junho de 2018, 08:15 horas

 


Desde que o mundo é mundo, a política toma conta da história e avança pelos séculos buscando construir um espaço feliz para todos, pena que isso não acontece de verdade, a utopia ainda é algo muito real.

A política nasceu na Grécia Antiga e foram vários os fatores que deram origem a ela. O surgimento da Pólis (cidade-estado) foi o elemento que norteou a criação das bases políticas e consequentemente a preocupação em como administrar bem esta cidade-estado.

Atenas e Esparta são exemplos de cidades-estados que tinham uma administração política divergente, mostrando claramente que os ideais dos homens são bem diferentes em muitos pontos. Um exemplo é que Esparta dá total ênfase à força física, já Atenas, onde nasceu a democracia, o olhar estava voltado para uma administração que contemplasse outras dimensões, assim como a arte, a literatura, a música entre outros aspectos. Com isso percebemos que a política surge obedecendo aos interesses de umas poucas cabeças.

Acredito que a partir daí nasce e se instala no mundo a megalomania política. São seres que se alimentam da mania de grandeza, de poder e sobretudo de superioridade, querendo sempre ser vistos através de atos grandiosos. Na nossa política o que não faltam são nomes para ilustrar essa matéria: o já falecido governador Antônio Carlos Magalhães, José Sarney, bem como alguns outros que serão candidatos a presidência do Brasil este ano.

O perfil do megalomaníaco político tem características bem fáceis de serem identificadas: gostam de aparecer o tempo inteiro, tem prazer em amedrontar as pessoas e sobretudo os seus opositores promovendo um terrorismo psicológico a todo instante, além de viverem cercados de bajuladores, são unânimes na prática da política do pão e circo.

Temos vivido incessantemente cercados por pessoas assim, figuras que querem a todo o custo ocupar um espaço cada vez maior no universo político, buscando nos governar de maneira absoluta, deixando de ser alguém que chega para promover o crescimento, e consequentemente a prosperidade do que por ele é governado, para se tornar dono de tudo e de todos, um senhor feudal dos tempos atuais.

Vivemos um ano sui generis, depois de um período nefasto que se iniciou em 2015, mas que lamentavelmente ainda não terminou, sentimos que diante de tantas descobertas de roubos megalômanos feitos por políticos dos mais variados partidos. Saques de somas quase incalculáveis no bolso do nosso país, temos nas mãos a chance de literalmente expulsar muito nomes sem caráter e talento que ocupam tantas cadeiras pelo país a fora e evitar que novos saqueadores ocupem estes espaços.

Viver e conviver com nomes que chegam a política ou que dela já se ocupam, é uma responsabilidade tão grande para estes nomes como para nós que os colocamos lá, e, temos o real poder de tirá-los para sempre, de devolvê-los as suas casas como meros mortais, retirando-lhes o poder e tudo o que os blinda. Fazê-los personagens comuns como nós, retirando-os de sob a proteção do grande guarda-chuva das benesses que incompreensivelmente a política presenteia a cada um que passa a usar o seu crachá.

Lembrando que ainda que fossem escolhidos nomes livres de qualquer vício, inevitavelmente continuaríamos refém de um Estado completamente inchado e ineficiente. Nosso atraso reside em aspectos culturais que se tornaram maiores e piores a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988, onde fomos reeducados a acreditar que educação, saúde, moradia, segurança, transporte, entre outros eram deveres inquestionáveis do Estado.

Acredito que diante do cenário em que vivemos as soluções de que carece o Brasil não virá tão somente dos poderes públicos e muito menos dos políticos que ai estão. O que nos tornará capazes de achar novos caminhos que tragam as verdadeiras mudanças, passa pela liberdade de escolha de cada um de nós, pela real redução da concentração das atividades que ficam a cargo do Estado e ainda a urgente e inadiável redução da carga tributária que nos é imposta, onde 153 dias por ano são “vividos” e trabalhados por nós somente em prol do pagamento de impostos.

Tudo bem que países como Dinamarca, França, Áustria, Finlândia, Itália e Suécia passam de 160 dias por ano, mas viver nesses países… bom, isto dispensa maiores comentários.

Um comentário

  1. CEM Reais para votar, SEM políticos sérios depois

    O nosso problema é cultural. Aprendemos desde cedo a exercer política observando os politiqueiros, e não com os livros, com os gregos que criaram o conceito de política. (naquela época o destino da comunidade era decidido em praça pública, e era a base da democracia direta. Hoje não é mais possível). Eles deram o conceito àqueles que não participavam das decisões da comunidade de IDIOTAS. Portanto, idiotas é o contrário de políticos. Por não saberem o que é política muitos tratam os politiqueiros como políticos.

    E como aprendemos política com os politiqueiros é normal os dirigentes dos partidos indicarem outros politiqueiros para representar o partido, o qual escolheremos o eleito. É praticamente impossível esses dirigentes indicarem um candidato preparado, como os Administradores Públicos. Em VR o vereador Dinho está assumindo o partido PATRIOTAS. Um militar de carreira terá a oportunidade de lançar candidatos. Um militar que ACHA QUE CONHECE a Administração Pública e ACHA QUE ENTENDE de Gestão Pública. Acredito que ele possa até ser um excelente conhecedor de segurança, mas só.

    O outro problema apontado é a Constituição Federal que diz que os brasileiros têm direito a educação, moradia, trabalho… Não é bem assim. Os esquerdistas interpretam que o governo é obrigado a dar pq o direito está na CF. O direito que a CF fala é uma conquista do cidadão e que ninguém pode tirar (vc passou no concurso, vc conquistou o emprego, vc comprou uma moradia com o seu dinheiro, etc). Uma má interpretação que os constituintes deixaram passar. Com isso sofremos devido a CF. Tem muitas outras garantias estúpidas.

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