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Moda sem gênero

Matéria publicada em 26 de janeiro de 2017, 07:05 horas

 


A consciência está tomando forma e as crianças estão mais independentes e desde muito pequenas já escolhem o que gostam de brincar e vestir

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Rosa, azul, princesas ou carros. Será que isso realmente caracteriza um comportamento e ajuda a construir a personalidade da criança?

Os primórdios de uma moda sem gênero são antigos. Nos anos 1920, a estilista Coco Chanel foi uma das primeiras a observar a inclinação das mulheres para vestir a roupa que era desenhada apenas para os maridos delas. O feminismo ganhava fôlego e o guarda-roupa dos homens inspirava mais conforto e igualdade entre os gêneros.

Pensando nisso, a Trend4tods, da empresária Fernanda Knopfler, cria roupas para crianças e não para gêneros, estampas com motivos e desenhos lúdicos que refletem o universo infantil.

O trend4tods é uma marca brasileira, idealizada e criada por duas mães, formadas em Desenho de Moda, e que após uma década de amizade, decidiram combinar o amor pela moda com o amor pelos pequenos.

A cartela de cores é fruto da criação e predominância de saber construir estampas e looks com variações e mistura de cores. Você pode usar rosa, lilás em seu filho sem se preocupar com a opinião da sociedade. Como conta Fernanda: “Você vai comprar brinquedos de cozinha e dificilmente encontra alguma coisa que não seja rosa, quase que como um menino não pudesse brincar de cozinha”, o que nos dias de hoje está fora de cogitação, temos grandes chefs (homens) de cozinha na gastronomia no mundo inteiro.

A procura está começando a crescer principalmente nas capitais onde o movimento da educação sem gênero por uma igualdade está crescendo. As pessoas que estão nesse movimento de evolução de pensamento não procuram por uma peça sem gênero elas simplesmente compram o que gostam sem cogitar se é de menino ou menina.

A consciência está tomando forma e as crianças estão mais independentes e desde muito pequenas já escolhem o que gostam de brincar e vestir. Os pais por sua vez, estão mais abertos a deixar que elas saibam seus limites, suas vontades e no futuro elas saberão seguir seus caminhos sem preocupações com rótulos e aparências.

As crianças não trazem preconceitos, isso é ensinado a elas, sempre que olhamos para alguém e o julgamos, disparamos nossos preconceitos.

“É por isso que se limparmos nossa maneira de olhar para as roupas, mudamos também a forma de olhar para as pessoas”.

A moda sem gênero é um comportamento social, ela ajuda a criar crianças menos preconceituosas e críticas.

“A única maneira de fazer um ótimo trabalho é amando aquilo que se faz”, Steve Jobs.

Que tal começarmos a pensar fora da caixa?

A evolução depende de você!

 

PAULA DUARTE | pauladuarte@diariodovale.com.br

4 comentários

  1. Homem é homem e mulher é mulher. O resto é papo furado.

    • Você veste seu menino de cor de rosa? Péssimo texto!
      Escolha é para adultos! Tem caixas e caixas a sua está um pouco vazia!

  2. Por que insistem em deixar as pessoas todas iguais em vez de celebrar e respeitar as diferenças? Esse é o caminho.

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