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O aquecimento global e o contato com extraterrestres

Matéria publicada em 8 de março de 2018, 07:00 horas

 


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Na opinião do físico e futurólogo Michio Kaku a humanidade fará contato com seres extraterrestres antes de o final do século. Isso se o mundo durar até lá. Um novo estudo da Nasa, baseado nas observações dos satélites Topex-Posseidon e Jason, mostra que o nível dos oceanos está aumentando mais rápido do que se imaginava. E até o ano de 2100 terá subido 65 centímetros, o que é o dobro das estimativas anteriores. A mudança vai afetar as cidades costeiras e os estados insulares e é provocada pelo degelo da Groenlândia e da Antártida.
Um contato com civilizações mais avançadas do espaço poderia ajudar a humanidade de duas maneiras. Em primeiro lugar reduziria as tensões entre países hostis, como Rússia, Estados Unidos e Coréia do Norte, que passariam a ver os extraterrestres como uma ameaça maior do que os mísseis nucleares aqui da Terra. Uma civilização extraterrestre benévola também poderia fornecer aos humanos tecnologias menos poluidoras, reduzindo o aquecimento do nosso planeta.
Mas não vai ser tão fácil assim. Atualmente a pesquisa por vida inteligente no espaço é baseada no uso de antenas parabólicas para tentar detectar sinais de rádio e televisão vindos de mundos distantes. Em seu blog na internet, Michio Kaku acha que esta busca terá sucesso antes do ano de 2100. Afinal, os astrônomos andam fazendo esse tipo de escuta desde a década de 1960. Em agosto passado eles registraram um sinal vindo de uma estrela a 94 anos-luz de distância. A detecção de um sinal inteligente vai provar que nossa civilização não é a única no universo. Mas não vamos poder telefonar para os extraterrestres como se imagina nos filmes.

Busca: Antenas continuam a ouvir o universo

Busca: Antenas continuam a ouvir o universo

A dificuldade é que as distâncias entre as estrelas são muito grandes. No caso de uma sociedade alienígena situada há 94 anos luz de distância, se enviarmos uma mensagem para eles dizendo “alô”, eles vão levar 94 anos para ouvir. E teremos que esperar outros 94 anos para ouvir a resposta deles. Mas, simplesmente decifrando os sinais de TV e rádio dos ETs poderemos aprender que tipo de civilização eles tem. Em seu blog Kaku cita a escala criada pelo astrônomo russo Nikolai Kardashev. Que achava que as civilizações alienígenas poderiam ser do nível 1, nível 2 ou nível 3.
Uma civilização do nível 1 é aquela que controla toda a energia de seu planeta base, algo que nós humanos estamos perto de fazer. Uma civilização do nível 2 controlaria toda a energia de um sistema solar inteiro. E uma civilização do nível 3 dominaria toda a galáxia. A escuta de rádio também poderia revelar se os extraterrestres são pacíficos, ou agressivos e expansionistas.
O físico britânico Stephen Hawking teme que alienígenas expansionistas poderiam vir até aqui e exterminar a raça humana. Como nos filmes do “Independence Day”. O problema é que a humanidade existe há mais de cinco mil anos e nunca testemunhamos uma invasão extraterrestre. O que levou o físico italiano Enrico Fermi a formular seu famoso paradoxo: Se os extraterrestres existem, onde estão eles? Por que nunca desceram aqui para nos cumprimentar ou nos dominar?
Existem várias respostas para esta pergunta de Fermi. Uma delas é que não existem outras civilizações e a nossa é a primeira a surgir na galáxia da Via Láctea. Outra possibilidade é de que os ETs já estiveram aqui, ou estão no nosso sistema solar, mas evitam fazer contato com os belicosos humanos. Seríamos considerados uma raça primitiva e agressiva demais. Outra possibilidade é de que eles estão tão adiantados que não temos nada que interesse a eles.
Qualquer uma dessas respostas vale a pena pesquisar. A história humana pode mudar radicalmente o dia em que descobrirmos que não estamos sós no universo.

 

JORGE LUIZ CALIFE | jorge.calife@diariodovale.com.br

3 comentários

  1. Talvez a ideia do Michio Kaku seja a de que seremos encontrados na próxima década devido a intensa atividade que desenvolvemos nos últimos anos de atividade tecnológica aqui na Terra. Ficamos milhões de anos “apagados” e de repente começamos a emitir sinais eletromagnéticos em várias frequências diferentes.

  2. Smilodon Tacinus - O Emir Cicutiano

    O cara é Mãe Dinah?… Eu acredito em vida extraterrestre, mas não acredito que ela tenha que ser necessariamente inteligente… Pode ser tipo um vírus, um protozoário, uma planta ou algum outro tipo de organismo de estrutura totalmente diversa da que conhecemos, não constituída de carbono e não dependente de oxigênio…

  3. É tudo culpa dos reptilianos!!!

    Existem 612 espécimes e subspécies de primatas reconhecidos pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN – International Union for Conservation of Nature), e nenhuma delas tem sangue Rh negativo.” – Robert Sepehr, Species with Amnesia: Our Forgotten History.

    O fator Rh – ou “Rhesus factor”-foi descoberto pela primeira vez no sangue do macaco Rhesus. De acordo com Sepehr, se a espécie humana tivesse evoluído do mesmo ancestral africano, seu tipo sanguíneo seria compatível, mas não acontece assim. Aproximadamente 85% de todos os seres humanos possuem sangue com fator Rh positivo, mas TODAS as famílias reais, todos os seus membros, têm Rh negativo.

    Parece que a Ciência não consegue responder à questão: de onde vem o sangue com fator Rh negativo? Somos, de fato, uma espécie com amnésia? E seria possível que a verdade por trás de nossas origens seja mais enigmática do que pensamos?

    Muitos acreditam que o sangue Rh negativo seria, dentre outros, um dos legados deixados na Terra pelos Annunaki.

    Curiosamente, a cepa negativa do Rh é característica, por exemplo, da família real britânica, o que gerou teorias controversas sobre sua possível linhagem extraterrestre. Embora esta hipótese não tenha sido confirmada, as questões perturbadoras que gera flutuam no ar: como o mundo civilizado reagiria ao fato de que uma pequena porção da população da Terra possui um código genético que foi alterado no passado distante por seres extraterrestres altamente avançados?

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