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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

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O lado bom do ‚ÄėFla-Flu‚Äô eleitoral

Matéria publicada em 15 de abril de 2018, 07:00 horas

 


Polarização entre esquerda e direita está fazendo com que gente que nunca ligou para política comece a discutir o assunto

 

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Decisivas: Elei√ß√Ķes gerais v√£o mostrar qual projeto para o Brasil tem o apoio da maioria (Foto: Arquivo)

Decisivas: Elei√ß√Ķes gerais v√£o mostrar qual projeto para o Brasil tem o apoio da maioria (Foto: Arquivo)

O h√°bito de prestar aten√ß√£o em tudo o que se passa √† minha volta ‚Äď coisa que praticamente todo rep√≥rter desenvolve ‚Äď me fez concluir que pol√≠tica, atualmente, se tornou um assunto t√£o comum nas conversas das pessoas como futebol, novela ou o Big Brother Brasil.
Na opinião deste colunista, isso está acontecendo porque as reviravoltas no cenário nacional estão afetando o cotidiano das pessoas, em casos como a reforma trabalhista e a possibilidade de reforma da previdência, além, é claro, da repercussão de acontecimentos como o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco e a prisão do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.
Tudo isso, mais o fato de 2018 ser ano de elei√ß√Ķes gerais ‚Äď para deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente da Rep√ļblica ‚Äď est√° fazendo com que as pessoas fiquem mais curiosas e mais dispostas a falarem sobre pol√≠tica.
O lado bom disso √© que estamos tomando consci√™ncia de que a participa√ß√£o pol√≠tica n√£o se resume a votar em dia de elei√ß√£o. Estamos nos acostumando a conversar sobre o assunto e a participar, como bem demonstram as manifesta√ß√Ķes ‚Äď tanto de esquerda quando de direita ‚Äď que est√£o se tornando cada vez mais comuns.
Com mais consci√™ncia pol√≠tica, talvez aqueles votos decididos na √ļltima hora pela m√£o de algum cabo eleitoral fazendo boca de urna (ilegal, por sinal) diminuam. Isso nos traria assembleias legislativas, Congresso Nacional e governos estaduais e federal que sejam uma express√£o mais racional da vontade popular.
O farto noticiário político e a repercussão que ele está tendo, além da discussão permanente do assunto nas redes sociais, estão fazendo com que uma parcela maior da população pense no país que quer e em quem pode deixar o Brasil real mais parecido com aquele com o qual sonhamos.
Claro que, abertas as urnas e contados os votos, uma parcela da popula√ß√£o vai ver que seu projeto de Brasil tinha menos adeptos que o de outras pessoas. Mas, pelo menos, o projeto de pa√≠s que vai sair da elei√ß√£o ser√° aquele que a maioria decidiu ter ‚Äď e desta vez ter√£o pensado mais sobre o caso.

Depois da eleição

Como acabamos de dizer, em outubro um novo projeto para o Brasil vai surgir das urnas. Será aquele que conseguir os votos da maioria. Nesse momento, é hora de, mesmo que não estejamos do lado que teve mais votos, nos sentirmos todos vencedores. Houve debates, campanha e votação. Acabou e voltamos à vida normal.
√Č hora de ver qual a melhor forma de contribuir para que o pa√≠s realmente melhore. Mesmo que essa forma seja ser um fiscal rigoroso, apontando cada falha que encontrar no governo.
O que n√£o pode √© torcer ‚Äď ou, pior ainda, agir ‚Äď contra o pa√≠s. Isso seria mais ou menos como querer que o navio onde voc√™ est√° afunde porque voc√™ n√£o gosta do capit√£o.

As ‚Äėbrigas por pol√≠tica‚Äô

At√© algum tempo atr√°s, era muito comum ver amigos que deixavam de falar um com o outro por causa de uma zoa√ß√£o devido ao resultado de um jogo de futebol. Agora acontece a mesma coisa porque um √© ‚Äúcoxinha‚ÄĚ e o outro, ‚Äúmortadela‚ÄĚ.
Se formos al√©m da defesa dos pontos de vista de cada um, perceberemos que, por baixo das opini√Ķes opostas, est√° a mesma vontade: contribuir para que o pa√≠s melhore.
Enquanto o debate se der com base em argumentos, ele ser√° positivo, pois haver√° interc√Ęmbio de informa√ß√Ķes. Descambar para o xingamento s√≥ acaba com amizades.

O problema das Fake News

A polariza√ß√£o pol√≠tica tem o lado bom de fazer com que as pessoas percebam que, al√©m de votarem certo, precisam debater pol√≠tica e acompanhar o desempenho dos eleitos de perto. O ‚Äúlado negro da for√ßa‚ÄĚ √© o uso indiscriminado de not√≠cias falsas (ou Fake News, para usar o termo em ingl√™s).
N√£o existe uma tend√™ncia pol√≠tica mais correta nesse sentido. Direitistas e esquerdistas se valem com frequ√™ncia de not√≠cias completamente falsas ou da distor√ß√£o de informa√ß√Ķes corretas para defenderem seus pontos de vista, confundindo a informa√ß√£o com a opini√£o.
E o problema maior √© que tem gente ficando boa nisso, fazendo not√≠cias falsas que se passam perfeitamente por informa√ß√Ķes confi√°veis.
O Tribunal Superior Eleitoral decidiu que vai criar uma for√ßa-tarefa para combater esse fen√īmeno, inclusive determinando que as not√≠cias falsas sejam retiradas de circula√ß√£o. Tomara que d√™ certo.
E que se tenha bem claro a diferen√ßa entre opini√£o ‚Äď que n√£o admite ju√≠zo de valor no sentido de falsa ou verdadeira, apenas concord√Ęncia ou discord√Ęncia ‚Äď e not√≠cia. No segundo caso, se aconteceu, √© verdade, se n√£o aconteceu, √© mentira. Simples assim.

PAULO MOREIRA | paulomoreira@diariodovale.com.br

21 coment√°rios

  1. Temos candidatos muito qualificados como o Paulo Rabello de Castro doutor em economia pela Universidade de Chicago, o Joaquim Barbosa mestre e doutor em Direito P√ļblico pela Universidade de Paris. O Jo√£o Amo√™do formado em engenharia e administra√ß√£o de empresas. ..S√≥ que historicamente o brasileiro s√≥ vota em tranqueira, pol√≠tico profissional, √© vol√ļvel e se deixa influenciar por pesquisas e se decide de forma passional sem analisar o curr√≠culo, o perfil e as propostas de todos candidatos.

  2. O pleito ser√° √ļnico j√° que teremos v√°rios candidatos ao contr√°rio das edi√ß√Ķes anteriores onde vimos uma repeti√ß√£o de coliga√ß√Ķes com ideologias distintas.
    Ao mesmo tempo esta mais vivo na mem√≥ria dos eleitores os candidatos e partidos com biografias envolvidas em esc√Ęndalos (pt, psdb, bolsonaro, collor, pmdb) o que facilita o processo de busca de uma nova via.
    Nada esta decidido. A justi√ßa, os debates e as novas den√ļncias mudar√£o o curso da elei√ß√£o.

  3. O artigo chama para uma reflexão, uma tentativa de se unir o país, mas logo aparecem os comentários oportunistas e começam a puxar as brasas para a sua sardinha, sejam de esquerda ou de direita, Aécio dividiu o país ao não reconhecer sua derrota no pleito de 2014, derrota esta que com certeza se transformaria em vitória agora em 2018, caso ele tivesse reconhecido a derrota e partido para a oposição política, hoje Aécio está derrotado, não se elege nem para síndico do prédio em que mora, mas o país está rachado politicamente e penso que continuará assim por muitos anos ainda. Mas na verdade Aécio nos fez um grande favor, livrou nos dele próprio, por outro lado com a prisão do Lula o PT está perdido e sem caminho. O que será que mos aguarda? Que Deus nos livre do Bolsonaro, reparem que emevtem BOLSO até no nome.

    • Concordo plenamente c o senhor. O perigo q nos ronda s√£o os falsos profetas q se aproveitar√£o da situa√ß√£o dessa, psuda divis√£o, para se promoverem como salvadores da p√°tria. E esse filme n√≥s j√° vimos num passado nem t√£o long√≠nquo assim.

  4. N√£o devemos REELEGER NINGU√ČM, fazer uma ASSEPSIA nestes pol√≠ticos atuais, do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas, e do PHODER executivo. S√£o pol√≠ticos LADR√ēES e que devem ser substitu√≠dos. Hoje mesmo li sobre a Presidente do Chile, que ap√≥s 2 MANDATOS perdeu a elei√ß√£o. Saiu do jeito que entrou em rela√ß√£o aos BENS, Um apartamento simples e uma Motocicleta, e aqui no Brasil √© desnecess√°rio qualquer coment√°rio n√© ?

  5. Lula preso, A√©cio afundando o PSDB, Alkmin dentro do mar de lama do RodoAnel e dos escandalos do metro, bocon√°ro condenado por ofender uma mulher e sujo no STF com o grave processo de racismo…
    O cenário caminha para o crescimento de outras candidaturas que surpreenderão o país durante os debates na TV.
    Essa combina√ß√£o de raposas desgastadas √© terreno f√©rtil para se repetir no √Ęmbito nacional o que vimos em Volta Redonda onde o Samuca (completamente desconhecido, sem dinheiro e sem estrutura partid√°ria) desbancou os dinossauros usando a melhor orat√≥ria e a esperan√ßa de mudan√ßa durante o debate na TV que n√£o era nem para ele ter participado se n√£o fosse a decis√£o judicial.

  6. O cara,prega o chamado socialismo hip√≥crita,usa Iphone com capinha do Cheguevara anda com carr√£o de luxo com a foto do mesmo e por ai vai…

    • Eu uso carr√£o de luxo comprado com o fruto do meu trabalho honesto, o que n√£o me impede de ser contra a desigualdade social no meu pa√≠s, sou a favor do bolsa fam√≠lia e do MCMV, o que √© imoral sou eu andar de carr√£o importado e virar as costas para os meus irm√£os mais necessitados.

  7. S√≥ mesmo essas m√≠dias tupiniquins para tentar dividir o povo brasileiro em, brasileiro de “esquerda” ou de “direita,” como eles propagam, chega a ser ris√≠vel. Esquerdista q anda de Louis Vuitton, e compra produto de origem duvidosa. Direitista q sonega impostos e tem gato na mans√£o. No Brasil n√£o existe ideologia, reclamam, xingam, se estapeam, mas quando est√£o perto de levar vantagem, esquecem logo, logo a “ideologia”………..

  8. Excelente mat√©ria, pois n√≥s vemos uma nova elei√ß√£o e com ela a possibilidade de colocar no poder pessoas comprometidas com o bem p√ļblico ou aqueles que usam a pol√≠tica para negociar com empresas privadas (OAS, Odebretch, Friboi, etc…) privil√©gios no trato com o or√ßamento p√ļblico, gerando desvios de dinheiro p√ļblico e enriquecendo √† poucos privilegiados, enquanto a popula√ß√£o √© roubada e sofre muito com o desemprego gerado na m√° gest√£o de empresas p√ļblicas (Petrobr√°s, BB, Correios, etc…)!
    √Č ignor√Ęncia votar em pessoas e partidos pol√≠ticos que levaram o Brasil para sua Maior Crise Econ√īmica!
    Como diria o ex-Senador M√£o Santa: “A ignor√Ęncia √© audaciosa!”….

  9. Excelente artigo.
    Esse debate s√≥ se tornou poss√≠vel gra√ßas ao ressurgimento da direita no pa√≠s, direita essa que ainda √© minoria absoluta nas universidades, col√©gios, reda√ß√Ķes de jornais e judici√°rio, mas deixou de ser invis√≠vel.

    • N√£o acho que seja minoria, por todos os lugares que passo, vejo muitas pessoas com pensamentos de direita…acredito que o povo est√° se libertando dos ideais esquerdistas e voltando para a realidade.
      Os pa√≠ses mais desenvolvidos e com uma pol√≠tica econ√īmica mais s√≥lida, n√£o s√£o de esquerda, termo que inclusive j√° est√° batido.

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