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O medo da inteligência artificial

Matéria publicada em 17 de abril de 2018, 07:29 horas

 


Ellon Musk tem medo de que os computadores dominem o mundo

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Colossus: Filme de 1970 imaginou ditador cibernético

Colossus: Filme de 1970 imaginou ditador cibernético

Ellon Musk, o bilionário que quer colonizar o espaço tem medo de que os computadores superinteligentes virem ditadores cibernéticos, dominando o nosso planeta. É o que ele diz no documentário “Do you trust this computer” (Você confia neste computador) do diretor Chris Pine. “Se uma empresa ou um pequeno grupo de pessoas conseguir desenvolver uma inteligência artificial, ela pode dominar o mundo” disse o empresário. A ideia já foi usada num filme de ficção científica, “Colossus – 1980” onde um supercomputador assumia o controle dos mísseis nucleares dos Estados Unidos e da Rússia e obrigava a humanidade a se submeter ao seu controle.
No cenário descrito no site Space.com, Musk pede que as pessoas imaginem o pior ditador que a humanidade já produziu. Hitler, Stalin, Kim Jong-un. Agora imagine uma versão virtual deste ditador. Formada por uma rede de milhões de computadores espalhados pelo planeta. O ditador digital teria acesso a toda a informação existente sobre cada pessoa que já viveu ou ainda esta viva no planeta. Ele pode fazer milhões de cálculos num segundo e tem o controle total sobre a economia e as armas do planeta Terra. E ao contrário dos ditadores humanos o ditador cibernético não envelhece e não morrerá nunca!
Musk acha que este pesadelo de ficção científica poderá se tornar realidade se a pesquisa da inteligência artificial continuar a ser feita sem nenhum controle pelos governos da Terra. “Estamos avançando rapidamente em direção a uma superinteligência digital muito superior a de qualquer ser humano. Pelo menos os ditadores do passado eram humanos e um dia morriam. Mas uma inteligência artificial não morre, ela pode existir para sempre, tornando-se um ditador imortal do qual nenhum ser humano conseguirá escapar”, diz o empresário num trecho do documentário.
Musk lembra que a inteligência artificial não precisa ser necessariamente maligna para se tornar uma ameaça aos seres humanos. Basta que ela esteja determinada em alcançar seus objetivos. “Se a inteligência artificial tiver um objetivo e a humanidade ficar no seu caminho ela destruirá a humanidade sem nem pensar nisso. Seria como uma empresa construindo uma estrada que encontra um formigueiro pelo caminho. Os operários não odeiam as formigas, eles estão apenas construindo a estrada. Se as formigas ficam no caminho elas são exterminadas.
Essa ideia já foi muito explorada pelos filmes de ficção científica. No clássico “2001: uma odisseia no espaço” o computador Hal 9000 é encarregado de conduzir uma nave, com cinco astronautas até o planeta Júpiter. Durante a viagem ele conclui que a falibilidade dos seres humanos representa uma ameaça aos objetivos da missão. E sem dó nem piedade ele começa a matar todos os astronautas para continuar sozinho com a missão.
“2001” foi lançado nos cinemas em 1968, há cinquenta anos atrás. Na época muitos especialistas com computadores acreditavam que a inteligência artificial se tornaria realidade dentro de poucos anos. Em 1970 o cineasta Joseph Sargent fez um filme sobre outra inteligência artificial, “Colossus – 1980”. No filme o governo norte-americano constrói um super-computador, instalado dentro de uma montanha, para controlar todo o sistema de mísseis nucleares americanos.
Assim que é ativado Colossus descobre que os russos criaram um computador semelhante, o Guardião. Ele exige que os humanos coloquem as duas máquinas em contato uma com a outra. E os dois computadores se unem para governar o mundo. Para eles o único meio de evitar as guerras é assumir o controle do mundo.
De 1970 para cá a pesquisa da inteligência artificial progrediu muito. E inspirou outros filmes como a série do “Exterminador do futuro”. Para Musk essa ameaça pode se tornar real com a criação de robôs inteligentes para funções militares.

JORGE LUIZ CALIFE | jorge.calife@diariodovale.com.br

9 comentários

  1. Eu vou bem, e o senhor ? Mas eu não falei em política, nem partido A nem partido B, eu só fiz um simplório elogio ao senhor, o kkkkkkkk, foi apenas p ilustrar. Eu sou um pouco igual ao senhor, tenho amigos q se identificam c o PT, PSDB,DEM, PSB, MDB (PMDB), e nem por isso os acho melhores ou piores do q o outros, questão de ponto de vista, eu sei, mas se as pessoas q estão se tornando antipáticas, antissociais e se digladiando, muitas das vezes perdendo amizades, por causa de partido A ou B, poderiam ser como nós, q mesmo c divergências não há ofensas mútuas.

  2. Smilodon Tacinus - O Emir Cicutiano

    Início da transmissão>Me lembrei de um trecho de forró: “da tecnologia eu sou o líder absoluto. Eu não falo, computo”. Fim da transmissão<…

  3. Danger, Will Robinson…

  4. Alguém por favor dê alguns livros do Isaac Asimov para o Elon Musk!

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