ÔĽŅ O Tantanic da pol√≠tica - Di√°rio do Vale
terça-feira, 14 de agosto de 2018

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O Tantanic da política

Matéria publicada em 29 de abril de 2018, 06:00 horas

 


Disputa por votos ultrapassa período eleitoral e provoca confrontos em que a principal vítima é o povo

Titanic

Contra o povo: Pol√≠ticos derrotados costumam adotar o ‚Äėquanto pior, melhor‚Äô

Era uma vez um navio, o Tantanic, onde o capit√£o era eleito. Tripula√ß√£o e passageiros votavam e escolhiam o comandante, a cada porto. Numa dessas ocasi√Ķes, foi escolhido um homem que era desafeto de um grupo de tripulantes. Durante a elei√ß√£o, eles fizeram de tudo para que ele fosse derrotado: apresentaram outro candidato, que na opini√£o deles era melhor, falaram mal do advers√°rio, pesquisaram sua vida pregressa e a de seus ancestrais… mas n√£o teve jeito. Sa√≠ram derrotados.

Quando o novo capit√£o come√ßou a conduzir o navio ao porto seguinte, surgiram problemas: num determinado momento, o sistema que retirava o sal da √°gua do mar falhou e tripula√ß√£o e passageiros passaram dois dias sem poderem tomar banho; depois, trocaram os temperos da cozinha e as refei√ß√Ķes ficaram intrag√°veis.

Tudo era posto na ‚Äúconta‚ÄĚ do comandante. Os ocupantes do navio come√ßaram a ficar insatisfeitos e j√° falavam em trocar de capit√£o, quando algu√©m descobriu que os erros tinham sido provocados por alguns dos seus advers√°rios.

Com os rumores sobre a sabotagem crescendo, o grupo de oposição começou a se sentir acuado e precisava fazer algo para derrubar o capitão o mais depressa possível.

Um deles teve a brilhante ideia de sabotar o sistema de GPS que dava a direção para o navio: isso feito, reuniu passageiros e tripulantes no convés e fez um longo e emocionante discurso contra o capitão, dizendo que ele nem sabia dar rumo à embarcação.

Desgovernado, o navio bateu em um iceberg e afundou, mas os opositores morreram felizes porque todo mundo, agora, odiava o capit√£o…

 

Política e politicalha

‚ÄúPol√≠tica e politicalha n√£o se confundem, n√£o se parecem, n√£o se relacionam uma com a outra. antes se negam, se excluem, se repulsam mutuamente. A pol√≠tica √© a arte de gerir o estado, segundo princ√≠pios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradi√ß√Ķes respeit√°veis. a politicalha √© a ind√ļstria de o explorar a benef√≠cio de interesses pessoais. Constitui a pol√≠tica uma fun√ß√£o, ou o conjunto das fun√ß√Ķes do organismo nacional: √© o exerc√≠cio normal das for√ßas de uma na√ß√£o consciente e senhora de si mesma. A politicalha, pelo contr√°rio, √© o envenenamento cr√≥nico dos povos negligentes e viciosos pela contamina√ß√£o de parasitas inexor√°veis. A pol√≠tica √© a higiene dos pa√≠ses moralmente sadios. A politicalha, a mal√°ria dos povos de moralidade estragada‚ÄĚ.

Ruy Barbosa

 

A est√≥ria acima √© apenas uma forma de mostrar o que acontece quando a classe pol√≠tica perde a no√ß√£o do objetivo principal de sua exist√™ncia: a ‚Äúcoisa p√ļblica‚ÄĚ, ou, em latim, ‚Äúres publica‚ÄĚ, que deu origem √† palavra rep√ļblica.

Num mundo ideal, todos os políticos, independentemente do partido ao qual estivessem filiados ou da ideologia que professassem, teriam uma coisa em comum: a vontade de fazer o melhor pelo município, estado ou país.

Quando chegasse o momento das elei√ß√Ķes, cada um apresentaria seu projeto e o que agradasse mais ao eleitorado seria o vencedor. Os perdedores passariam a funcionar como fiscais do ganhador e se preparariam para a pr√≥xima disputa.

Infelizmente, o que acontece na realidade do Brasil √© que um grande n√ļmero de pol√≠ticos d√° mais import√Ęncia a seus projetos pessoais do que √†s necessidades do povo e do pa√≠s.

A derrota, para eles, n√£o significa que suas ideias foram rejeitadas pela maioria, mas que suas ambi√ß√Ķes pessoais foram adiadas.

Por isso, infelizmente, dedicam-se de corpo e mente à tarefa de deixar o país, o estado ou o município na pior situação possível, para que, na próxima campanha eleitoral, possam ter bastante com o que criticar seu adversário.

Essa √© a pol√≠tica pequena, que Ruy Barbosa chamava de ‚Äúpoliticalha‚ÄĚ, e que infelizmente n√£o deixou de existir no Brasil neste quase um s√©culo que se passou desde a morte do grande pol√≠tico.

Ainda existe uma parcela de políticos que, sim, quer o poder, mas que coloca os interesses do país e da população acima dos seus próprios. A esperança deste país é que nós, eleitores, saibamos diferenciar quem faz política de quem faz politicalha.

15 coment√°rios

  1. Nego do cabelo duro

    Nem Lula , nem Bolsonaro conseguem colocar este pa√≠s nos trilhos, ningu√©m consegue governar este pa√≠s com os trastes que n√≥s colocamos na c√Ęmara e no senado, isto sem falar nas procuradorias e tribunais .

    • N√£o consegue pelo simples fato de n√≥s, brasileiros, sermos assim. Eles n√£o s√£o ET’s, n√£o vieram de outro planeta, os pol√≠ticos s√£o o retrato da popula√ß√£o. A mesma q fura fila, q n√£o respeita faixa de pedestres, q compra produtos de origem duvidosa, q tem gatonet, gato na √°gua, na luz, q sonega impostos……….

    • Fa√ßo as minhas as palavras do Pimp√£o.

  2. Se for levado a ferro e fogo, n√£o tem UM √öNICO HOMEM, OU MULHER, candidato a PRESIDENTE, 100% HONESTO.
    Se vcs conhecem os atuais candidatos, me apontem um deles que seja HONESTO 100 % . Aguardo.

    • Podemos colocar muitos homens honestos na presid√™ncia que nada adiantar√°. O problema n√£o est√° nas pessoas, e sim na FORMA de governo e no SISTEMA de governo. Rep√ļblica e Presidencialismo n√£o se combinam juntos.

      Nunca deu certo no Mundo, nunca deu certo no Brasil (128 anos) e nunca dar√°. Eu s√≥ conhe√ßo 02 na√ß√Ķes com sucesso p√≠fio entre as monarquias que adotam rep√ļblica com presidente: EUA e Rep√ļblica da Irlanda, ambas diferentes do Brasil. EUA os eleitores n√£o votam para presidente e a outra tem sistema de elei√ß√£o diferente.

    • Bolsonaro. Tem prova que ele √© desonesto? Se tem fale a√≠. Pois at√© hoje n√£o v√≠ o nome dele em nenhum esc√Ęndalo!!!

    • Vc n√£o viu ainda pq s√≥ assiste o canal dele. No canal dele n√£o vai mostrar o outro lado da moeda.

      Eu n√£o posso afirmar, mas sabendo que o seu candidato vai colocar armas nas m√£os de quem quiser, certamente as empresas de armamento do mundo inteiro est√£o investindo pesado na campanha dele.

      Isso Vc nao verá no canal dele, né?

    • Vai vendo, ent√£o vc sup√Ķem vc n√£o tem provas, vc fala assim porque assiste o canal de pessoas que inventam cal√ļnias contra ele. Te garanto que mais de 80% da popula√ß√£o √© a favor da libera√ß√£o do porte de armas. Desde que a esquerda desarmou a popula√ß√£o o pa√≠s virou terra de bandidos. N√£o preciso assistir canal de ningu√©m pra saber que ele √© honesto, diferente de todos os outros candidatos que teem rabo preso! Menti?

  3. O ser humano é beligerante por natureza e a sociedade ideal é uma utopia.

  4. Eu gostei da história. Parabéns à autora ou ao autor!

  5. “Rep√ļblica no Brasil √© coisa imposs√≠vel porque ser√° uma verdadeira desgra√ßa. O √ļnico sustent√°culo do Brasil √© monarquia; se mal com ela, pior sem ela.” Manoel Deodoro da Fonseca

    Alerta: isso não será encontrado em livros de história lançados nesta era republicana.

    Estas s√£o palavras de quem vivenciou e conheceu bem as duas realidades: Monarquia e Rep√ļblica.

    Ele chegou a essa conclusão meses depois de aceitar ser usado para o golpe militar de 15 de novembro de 1889. Logo ele que traiu o Brasil Império e D. Pedro II, tbm foi traído. Hoje está sepultado entre bandidos, traficantes e prostitutas, segundo os monarquistas, enquanto D. Pedro II está numa catedral em Petrópolis onde é visitado por turistas do mundo inteiro.

  6. Pra quem precisa de legenda: Capit√£o eleito: Dilma Roussef e PT. Derrotado: A√©cio Neves. Grupo de oposi√ß√£o: Psdb, dem, os movimentos sociais “apartid√°rios” mbl, vem pra rua, etc. E rede globo e revista veja e todos os que se vestiram de verde e amarelo. A retirada do capit√£o: impedimento da Dilma. A quebra do gps: Envenenamento da popula√ß√£o contra o governo da √©poca feito pelos meios de comunica√ß√£o. O afundamento do navio: Situa√ß√£o econ√īmica atual com 13 milh√Ķes de desempregados fora os sub-empregados e o aumento da criminalidade provocado por este quadro de desemprego.

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