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‘Perdidos no Espaço’ ganha mais um remake

Matéria publicada em 4 de maio de 2018, 07:10 horas

 


Nova série do Netflix esquece a inteligência e aposta nos efeitos visuais

A série Perdidos no Espaço ganhou mais um remake, que começou a ser exibido no Netflix no mês passado. É a quarta versão da família espacial criada pelo produtor Irwin Allen no distante ano de 1965. No auge da corrida espacial Allen queria fazer uma versão futurista do clássico juvenil “Os Robinsons suíços”, de Jonathan Wys. Trocando as ilhas da Nova Guiné por um planeta distante e com um disco voador no lugar do navio veleiro do original.
Allen produziu várias séries de ficção famosas, como “Viagem ao fundo do mar” e “O túnel do tempo”. Mas, “Perdidos no Espaço” foi o seu maior sucesso. Com uma típica família americana dos anos 60 encontrando extraterrestres em uma viagem sem rumo pela Via Láctea. Parte do sucesso foi devido ao personagem do vilão, o doutor Smith, que sabotava todos os esforços da família para chegar em Alfa Centauri. E do robô, que sempre salvava o menino Will Robinson dizendo: “Perigo, Will Robinson, perigo!”.
Em 1998 o seriado ganhou um longa-metragem para o cinema, com William Hurt no papel do professor John Robinson e Gary Oldman como o doutor Smith. Apesar do visual moderno e dos efeitos visuais sofisticados o filme não fez sucesso devido a uma trama complicada, envolvendo viagens no tempo. Em 2004 os herdeiros de Irwin Allen (morto em 1991) tentaram emplacar uma nova versão do seriado. “Os Robinsons” foi dirigido pelo cineasta chinês John Woo e acrescentou um toque militarista a história. John Robinson, que era um astrofísico na série original, virou um coronel da força aérea e a família espacial deixa o planeta Terra depois de um ataque extraterrestre. Mas o filme piloto esqueceu de incluir o vilão, doutor Smith, e não foi aprovado pelas redes de TV. Ficou só o piloto que ainda pode ser visto no YouTube.

Perigo: O robô agora é extraterrestre

Versão

Agora, o canal Netflix resolveu criar uma quarta versão do seriado, mais politicamente correta do que as anteriores. O doutor Smith agora é uma mulher, a doutora Smith (Parker Posey) e a filha mais velha dos Robinsons, a loiríssima Judy, virou uma afro-americana, interpretada pela atriz canadense Taylor Russel. O robô agora é um alienígena que os Robinsons encontram no planeta desconhecido. Apesar de vir de outro mundo ele aprende a falar inglês rapidinho e passa a proteger o menino Will (Maxwell Jenkins no papel que foi do Bill Mumy na série original). Sim, ele fala “perigo Will Robinson” como as versões anteriores.
O problema é que os roteiristas resolveram adotar como modelo não a série original, de 1965, mas a versão fracassada de 2004. Como na versão de 2004, a nave estelar é enorme e carrega uma série de módulos, cada um com uma família de colonizadores. A nave é atacada por alienígenas e o módulo contendo a família Robinson cai em um planeta desconhecido. Além disso, como na versão 2004, o professor Robinson é um ex-militar, um oficial dos fuzileiros navais.
Os trajes espaciais ficaram sofisticados e o carro Chariot, que transporta a família pelas paisagens do mundo alienígena, parece aquele veículo do filme “Perdido em Marte”. O cenário alienígena também mudou. A série original teve tomadas externas feitas no deserto de Mojave, por isso o planeta dos Robinsons parecia uma versão espacial do faroeste americano. Agora é tudo filmado nas geleiras do Canadá e a paisagem é decididamente ártica e as vezes lembra aquele planeta gelado do filme “Interestelar”.
Os fãs estão divididos. Alguns elogiam os efeitos visuais e a tecnologia moderna do filme. Outros reclamam da falta de bom senso da família espacial, que vive tomando as decisões mais ilógicas possíveis. Também falta ciência no novo seriado, mas ciência nunca foi o forte de Perdidos no Espaço. O fato é que estamos mais perto do mundo dos Robinsons hoje em dia do que em 1965. Afinal, Elon Musk promete que vai mandar os primeiros colonos para o planeta Marte em 2024.

 

 

JORGE LUIZ CALIFE | jorge.calife@diariodovale.com.br

6 comentários

  1. Tem uma série muito melhor que se chama “O Mecanismo”, que é uma série realista, pois não é ficção como “Perdidos no espaço” e foi feita com fatos reais que ocorreram no Brasi nos últimos treze anos do governo do PT, além do mais a série teria um nome melhor se fosse chamada de “Perdidos na corrupção”, pois nunca antes a corrupção comandada por um líder popular chamado de Lula provocou tantas perdas no Brasil tanto na Economia quanto no aspecto social, pois as famílias brasileiras ficaram perdidas com o desemprego; com a falta de dinheiro para pagar as prestações do carro novo; com o desligamento de planos de saúde privados e as deixando perdidas nos hospitais públicos; com a retirada dos filhos das escolas privadas e deixando as crianças perdidas nas escolas públicas; com a retirada de trabalhadores do comércio, da indústria e dos outros setores os deixando perdidos nas ruas e em casa; com a retirada do dinheiro para os restaurantes populares deixando os miseráveis perdidos na fome e no desespero; com a retirada da esperança do brasileiro vencida pelo medo de que todos os políticos são iguais aos petistas; com a retirada da confiança do brasileiro na justiça, pois vemos o Juiz Gilmar Mendes do STF fazer de tudo para soltar bandidos poderosos da cadeia como o ex-presidente Lula; etc…
    “Perdidos no Espaço” é uma séria tipicamente americana onde os corruptos e bandidos perdem no final, enquanto que “O Mecanismo” é uma séria tipicamente brasileira, onde os corruptos e bandidos são políticos bem conhecidos e vencem no final!
    Como diria o ex-Senador Mão Santa: “A gente faz apenas 1 vez na vida: nascer, morrer e votar no PT!”…

    • Esquece disso um pouco e vem assistir à nova série de ficção, que é objeto dessa matéria… corrupção já encheu o saco! Basta ver o JN diariamente, nem precisa streaming… relaxa um pouquinho, pentelhāo.

  2. Adorava arquivo x

  3. Assisti a todos os episódios da primeira temporada na Netflix e adorei! Misturaram a leveza da série original com os modernos efeitos especiais e uma linguagem contemporânea… estou aguardando a segunda temporada!

  4. Perdidos no Espaço nunca encheu meus olhos, ao contrário de “Viagem ao fundo do mar” e “O túnel do tempo” e ainda “Terra de Gigantes” da mesma época quando ainda eu era adolescente, aliás, entrando na adolescência. Não perdia nenhum desses.

  5. Os Robinsons da vida real serão a família Musk em uma nave indo para Marte.

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