ÔĽŅ Pesquisa de intelig√™ncia extraterrestre muda de estrat√©gia - Di√°rio do Vale
quarta-feira, 15 de agosto de 2018

TEMPO REAL

 

Capa / Ci√™ncia ‚Äď Por Jorge Calife / Pesquisa de intelig√™ncia extraterrestre muda de estrat√©gia

Pesquisa de inteligência extraterrestre muda de estratégia

Matéria publicada em 1 de fevereiro de 2018, 06:11 horas

 


Astr√īnomos v√£o procurar por ‚Äútecnoassinaturas‚ÄĚ em outros mundos


SETI √© a sigla em ingl√™s de Busca por Intelig√™ncias Extraterrestres. Um projeto que come√ßou em 1960, h√° 58 anos, quando o astr√īnomo americano Frank Drake usou o radiotelesc√≥pio de Geen Bank, na Virg√≠nia, para tentar ouvir sinais de r√°dios emitidos pelas estrelas Tau Ceti e Epsilon Eridane. Na √©poca a experi√™ncia foi chamada de Projeto Ozma, um nome que Drake tirou da hist√≥ria do ‚ÄúM√°gico de Oz‚ÄĚ. Nenhum sinal artificial foi detectado mas a busca continua at√© hoje, envolvendo cientistas de v√°rios pa√≠ses.
Nos Estados Unidos o trabalho de Drake teve continuidade com a astr√īnoma Jill Tarter, que durante 30 anos dirigiu o Instituto SETI. Agora, depois de se aposentar, Tarter sugere que a busca continue, mas com um novo nome. Em entrevista ao site Space.com Tarter disse que a express√£o ‚Äúbusca por intelig√™ncia extraterrestre‚ÄĚ gera uma percep√ß√£o incorreta do que os cientistas est√£o fazendo. Ela acha que seria mais correto dizer ‚Äúbusca por tecnoassinaturas‚ÄĚ.
O que √© uma tecnoassinatura? Seria um sinal, um ind√≠cio de uma tecnologia n√£o humana, em algum lugar do Universo. O que n√£o √© uma coisa f√°cil de se perceber numa gal√°xia onde as estrelas est√£o separadas por distancias de dezenas ou centenas de anos-luz. (Um ano-luz √© a distancia que a luz percorre em um ano viajando com uma velocidade de 300 mil quil√īmetros por segundo. Cerca de nove e meio trilh√Ķes de quil√īmetros).
At√© aqui os pesquisadores tentaram detectar sinais de r√°dio. Eles presumem que se existirem outras civiliza√ß√Ķes de seres inteligentes, no universo, eles devem conhecer a tecnologia do radio. E poderiam tentar se comunicar transmitindo sinais nas faixas de radio e televis√£o. Na d√©cada passada outros cientistas passaram a procurar sinais emitidos com raios laser. Que seria uma forma mais avan√ßada de comunica√ß√£o do que os velhos sinais de radio.
Jill Tarter acha que é muito difícil definir o que é inteligência. Aqui na Terra animais como as baleias, os golfinhos e os cachorros possuem um certo grau de inteligência. Mas não são capazes de produzir tecnologia. Talvez existam seres muito mais inteligentes do que nós que não sejam mais dependentes de máquinas ou de tecnologias. Ou cuja tecnologia seja invisível para nós seres humanos.
O famoso escritor de fic√ß√£o cient√≠fica Arthur C. Clarke disse uma vez que ‚Äútoda tecnologia suficientemente avan√ßada √© indistingu√≠vel da m√°gica‚ÄĚ. Para um homem da idade m√©dia nossos telefones celulares e aparelhos de tv seriam considerados m√°gica, ou pior ainda, bruxaria. Do mesmo modo a tecnologia de criaturas muito mais adiantadas do que n√≥s iria nos parecer magia. Jill Tarter prop√Ķe uma modifica√ß√£o na famosa frase de Clarke. Ela acha que toda tecnologia muito avan√ßada seria indistingu√≠vel da natureza. Seres muito evolu√≠dos teriam formas de produzir energia que n√£o poluiriam o meio ambiente nem deixariam res√≠duos. Eles existiriam numa integra√ß√£o total com a natureza e seriam muito dif√≠ceis de detectar.
Um erro comum em filmes e hist√≥rias em quadrinhos √© imaginar civiliza√ß√Ķes avan√ßadas como culturas destruidoras, que vivem num ambiente totalmente artificial. Como o planeta Kritpon dos filmes do Superman. Seres mais evolu√≠dos j√° teriam compreendido a necessidade de preservar o meio ambiente dos planetas e suas criaturas. Eles seriam mais como o Yoda de Star Wars, que vivia numa floresta sem interferir com as criaturas e a natureza ao seu redor.
‚ÄúA tecnologia dos alien√≠genas vai ser t√£o eficiente que n√£o produzir√° res√≠duos e se confundir√° com o Universo em torno deles‚ÄĚ diz Jill Tarter. Um meio de detectar uma civiliza√ß√£o assim seria fotografar planetas distantes em busca de altera√ß√Ķes sutis em sua natureza. Por exemplo, um planeta que est√° muito perto ou muito distante de sua estrela e mesmo assim tem um clima ameno e agrad√°vel. Esse tipo de pesquisa ser√° poss√≠vel com os novos telesc√≥pios espaciais, como o James Webb, que entrar√° em funcionamento no final da d√©cada.

Vida: Extraterrestres podem se camuflar no ambiente. (Foto: Blackhole rising)

Vida: Extraterrestres podem se camuflar no ambiente. (Foto: Blackhole rising)

JORGE LUIZ CALIFE | jorge.calife@diariodovale.com.br

2 coment√°rios

  1. Saber se estamos sozinhos no universo é a pergunta mais intrigante da humanidade. Ainda acho que o mais provável é que nós é que visitaremos outros mundos com vida primeiro, e não o contrário. Se não nós destruirmos antes, é claro.

  2. Voc√™ que adora viajar em seus artigos, faz um sobre os reptilianos, fator RH, √© uma viagem s√≥ …

Untitled Document