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Quando voar para o Rio era um sonho

Matéria publicada em 5 de setembro de 2017, 07:00 horas

 


Anúncio revela o charme da antiga capital do Brasil; hoje nós sabemos que ir ao Rio de Janeiro é entrar em uma zona de guerra

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Na terça-feira passada, como bem se recordam, comentei aqui nesta coluna sobre a era do luxo na aviação. E escrevi sobre o primeiro avião comercial com cabine pressurizada, o Boeing 307 Stratoliner, que fazia a linha Nova Iorque – Rio de Janeiro no início da década de 1940. Um anúncio da época mostra um Rio de Janeiro que se perdeu nas brumas do tempo. Um Rio capital do Brasil, no governo do Getúlio Vargas, quando balas perdidas e insegurança eram uma ideia totalmente inimaginável.

A viagem para o Rio, no “moderno” Stratoclipper, daquela época, levava dois dias e sete horas. Afinal, os jatos modernos ainda se encontravam duas décadas de distância no futuro. O avião fazia escala em Porto Spain, no Caribe, e em Belém, que, como lembra o anúncio, fica na “entrada do Rio Amazonas”. Para os americanos que costumavam voar pela Pan American o Rio de Janeiro era um lugar de sonho, que o texto da propaganda não deixa de enfatizar.

“O Rio vai empolgá-lo. Sua beleza é de tirar o fôlego. Tem vida, alegria, romance, é a fusão do velho mundo com o novo. O Rio tem tudo, desde um SPA que rivaliza com os melhores da Riviera a um charme que vai cativá-lo desde o momento do desembarque”.

Mas o melhor do anúncio são as ilustrações da época, que mostram uma enseada de Botafogo ainda sem espigões ou arranha-céus. Em um tempo em que os bairros da zona sul, como Copacabana e Ipanema, ainda eram cheios de casinhas em centro de terreno. Outra figura mostra o Carnaval, que acontecia na Avenida Rio Branco naquela época. E, é claro, um casal na praia de Copacabana, sem arrastão ou vendedores ambulantes, com a silhueta do Pão de Açúcar ao fundo.

Pessoalmente ainda cheguei a apreciar um pouco desse Rio de Janeiro na década de 1960. Quando meu pai trabalhou na extinta TV Tupi, que ficava ali na Urca, nas instalações do antigo Cassino da Urca, bem embaixo do Pão de Açúcar. Naquele tempo a gente caminhava pela praia de noite sem qualquer preocupação. Vendo a luz azulada do plâncton marinho iluminar as ondas do mar tranquilo, a refletir as luzes da cidade e dos barcos ancorados.

Zona de guerra

Esse Rio de Janeiro de sonho acabou no final da década de 1980. A cidade já tinha deixado de ser capital do Brasil no início dos anos 60, mas ainda mantinha seu charme. Até os governos do Brizola, do Cesar Maia e do Sérgio Cabral e os bandidos tomarem conta de tudo. Hoje nós sabemos que ir ao Rio de Janeiro é entrar em uma zona de guerra. Você vai lá por sua conta e risco. O problema é que muitos estrangeiros não sabem disso. Eles vêm para cá achando que vão encontrar o Rio dos antigos anúncios e dos filmes da Carmen Miranda e acabam baleados ou esfaqueados.

Essa imagem antiga e obsoleta do Rio de Janeiro também foi usada pelo governo Lula para convencer a FIFA e o COI a realizarem a Copa do Mundo e a Olimpíada no Rio das balas perdidas. A propaganda incluiu até o desenho animado “Rio” onde as araras azuis vivem em um Rio de Janeiro igual ao dos anos de 1940, com flores chovendo sobre Santa Tereza. Tenho uma colega jornalista que mora em Santa Tereza e ela é testemunha de que não são flores que caem por lá. São projéteis de todos os calibres.

Mas vale a pena dar uma olhada no anúncio aí ao lado. Ele mostra tudo o que já tivemos, e que perdemos pela incompetência, ganância e má fé dos nossos políticos.

Sonho: Uma viagem para um Rio de Janeiro perdido no tempo

Sonho: Uma viagem para um Rio de Janeiro perdido no tempo

 

JORGE LUIZ CALIFE | jorge.calife@diariodovale.com.br

 

30 comentários

  1. الفتح - الوغد

    Existe um Rio antes de Brizola e outro pós-Brizola… Brizola foi o primeiro governador “politicamente correto” do Brasil, precedendo as novas leis e estatutos que adviriam da não menos “politicamente correta” Constituição Federal promulgada em 88. Aí descambou de vez…

    • O folclórico sabichão de almanaque deve ter saudades do Chagas Freitas, do Moreira Franco…

    • الفتح - الوغد

      Moreira Franco é pós-Brizola… Quanto a Chagas Freitas, não sou tão velho, mas os números não mentem, Macunaíma… O Rio já era violento, mas era algo ainda controlável por meios ostensivos. Brizola tratou de radicar a violência…

      Se antes ela era tratável por remédios, agora nem com cirurgia. Já criou metástases. Só uma droga revolucionária para dar jeito… Só para deixar claro, tenho imenso respeito por Brizola, mas ele era um sonhador e tratou os problemas fundiários (intervenção nas favelas) com olhar onírico, desfocado da realidade…

    • Capitalista de busão

      Moreira é pós Brizola. Então, sabichão do brejo? Ele e a fila de governadores que vieram depois o que fizeram? Se Moreira e a Globo não tivessem sabotado os Cieps, quanta gente teria uma educação melhor, acredito que até a sua, e não escreveria tanta besteira preconceituosa nas redes sociais?

    • Petista só fala besteira. Brizola? Agradeça a ele o caos na segurança pública, pois ele é o fundador do crime organizado no Estado do Rio de Janeiro. Marcelo Freixo e o PSOL são seus herdeiros ideológicos.

    • الفتح - الوغد

      Odeio ser repetitivo. Sua indagação já foi respondida anteriormente, Macunaíma…

    • Leiam, iludidos, leiam. Pesquisem.
      O crime organizado no RJ foi fundado na Ilha Grande, nos anos 70, durante a ditadura (desculpem atiçar a sua saudade), quando presos políticos foram encarcerados junto a criminosos comuns na Ilha Grande. Essa lenda de Brizola ter incentivado crime é mais um dos factóides criados pela Globo, inimiga mortal do velho. Assim foi com o boicote aos CIEP.
      E vêm uns jegues de presépio a repetir essas besteiras, uns por pura burrice, outros por má-fé mesmo. Esperar o quê de Donas Florindas raivosas contaminadas pelo Efeito “Lula-Dono-da-Friboi”? Vão morrer iludidos e moídos de recalque, gritando “Bolsomito”, “O PT quebrou o Brasil”, “É tudo farinha do mesmo saco”, “Na ditadura não tinha corrupção”.

    • Petistas quando estão aborrecidos falam mais besteiras ainda. Vai ler e estudar um pouco, mas leia alguma coisa que não venha dos blogs sujos como o Brasil 171. Deixe de ser burro!

    • Antes de entrar na minha Universidade (Federal, é claro) já havia lido mais livros do que você lerá até o fim da vida. Já vc, pelas asneiras que posta, provavelmente está plagiando TCC e o “professor” da sua faculdade de esquina fazendo vista grossa (pagando bem, que mal tem?).
      Torço para que a UFF abra uma farmácia popular em VR para que vc possa pegar seu tarja-preta 0800. Pobre de direita é bicho engraçado, folclórico, feito burro cuja alegria é o peso da cangalha no lombo. Comédias ambulantes. Aceite-se, dona Florinda do Brejo.

    • Pode ter graduação, mestrado e até doutorado, em universidade federal ou até em Harvard, mas você continua sendo um petista burro (pleonasmo novamente).

  2. Prefiro ser pobre de direita a petista burro. Perdoem-me o pleonasmo.

    • Ai, gente, o gênio com Síndrome de Dona Florinda aprendeu a palavra “pleonasmo”!! Viu como valeu a pena terminar a graduaçãozinha nas coxas naquela faculdade de esquina?

    • Bem que eu avisei que era pleonasmo. Taí a prova no comentário do petista.

    • Ih, acho que fui no ponto fraco do pobre de direita com Síndrome de Dona Florinda; ficou mordido o coitado. A realidade dói, né?

    • A realidade dói muito, mas para você.

    • Capitalista de busão

      Coitado, mordeu a isca e passou recibo em 5 vias. A NASA precisa estudar o pobre de direita…

    • Precisa sim, o pobre de direita é um exemplar raro de sanidade em meio à loucura. Já o pobre de esquerda, este já é pesquisado pela medicina veterinária.

    • الفتح - الوغد

      Cara, acho que estou tendo um deja vu… Já li isso tudo antes, em outras matérias…

    • Quando se conversa com petistas, o óbvio tem que ser repetido a toda hora.

    • Quem precisa de veterinário é o pobre de direita e suas variadas subespécies: o suíno que aplaude o amolador do facão, o bovino que muge servil e alegre para o dono do abatedouro, o franguinho da Sadia, a galinha que leva no forévis e sai cantando…

    • …e o petista burro (outro pleonasmo).

    • الفتح - الوغد

      Tá igual Dona Florinda brigando com o Seu Madruga… No fundo se amam… kkkkkkkkkkk!

    • Eu gosto dos meus amigos petistas, eles me fazem rir.

    • Capitalista de busão

      Pobre de direita, entre outros distúrbios como a Síndrome de Dona Florinda, tem essa bizarra bipolaridade: alternam momentos de fúria e esperneio com outros de hiena de redes sociais.

    • Petistas, adoro vocês. O problema é que vocês são muito burros.

    • Antes de entrar na minha Universidade (Federal, é claro) já havia lido mais livros do que você lerá até o fim da vida. Já vc, pelas asneiras que posta, provavelmente está plagiando TCC e o “professor” da sua faculdade de esquina fazendo vista grossa (pagando bem, que mal tem?).
      Torço para que a UFF abra uma farmácia popular em VR para que vc possa pegar seu tarja-preta 0800. Pobre de direita é bicho engraçado, folclórico, feito burro cuja alegria é o peso da cangalha no lombo. Comédias ambulantes. Aceite-se, dona Florinda do Brejo.

    • Faculdade federal? Grande coisa, você continua sendo um petista burro (pleonasmo novamente).

  3. Parabéns à esquerda, que em três décadas de doutrinação marxista nos meios artístico, universitário e político e de glamourização do crime, conseguiram transformar o Rio de Janeiro em um inferno. Mas o trabalho ainda não está completo, afinal de contas ainda dá para sair na rua de vez em quando e em algumas vezes não sermos assaltados ou baleados. Então vamos eleger o Marcelo Freixo governador em 2018 e destruir o Estado de uma vez!

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