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São Pedro, argentino

Matéria publicada em 14 de novembro de 2015, 07:20 horas

 


No Brasil, depois de Pelé e Garrincha, o Neymar é o melhor entre todas as feras que produzimos

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Bem que São Pedro tentou que, por conta dos grandes desfalques da Argentina, o campo, o gramado, ficasse hiper-encharcado impedindo o melhor futebol da seleção brasileira, inteiríssima, com Neymar e tudo.
Na realidade, o mestre das chuvas abriu demais as torneiras e a grande arma dos portenhos, sua torcida, nem poderia ser utilizada, simplesmente porque não conseguiu chegar ao estádio.
Estávamos eu e mais três companheiros, que costumamos assistir juntos as partidas da seleção,  esperando o jogo quando soubemos do adiamento. Ora, ficamos na bronca porque deixamos de comparecer ao Caruru do João Nogueira no Imperator, o Centro Cultural João Nogueira.
Parceiro, João curtia seu aniversário oferecendo aos amigos um caruru espertíssimo.
Muitos desses aniversários eram curtidos no sítio do Chico Buarque, local de concentração de artistas, disputávamos um torneio todos os anos.
Chico com seu Politheama, era grande incentivador das peladas. Programão no sítio rolava um samba aos sábados, e o João curtia demais
Voltando à quinta-feira, comentávamos que Neymar iria ser o mais prejudicado naquele aguaceiro. Neymar prejudicado é sinônimo de seleção prejudicada.
Parecia algo armado, mas ficamos na saudade.
O momento fez renascer uma discussão de quem é quem no mundo do futebol. Quem é melhor: Messi, Cristiano Ronaldo ou Neymar.
Há muito venho falando que, entre os três, seu eu tivesse que escolher para armar uma equipe para um triangular, escolheria em primeiro lugar o craque brasileiro.
Fujo da discussão de quem é o melhor, até porque os times têm uma forma de atuar que beneficiam um ou outro jogador.
Mas afirmo que no Brasil depois de Pelé, o rei, e Garrincha, o homem-show, o Neymar é o melhor entre todas as feras que produzimos.
Com a saída por contusão do Messi, o mundo pôde conhecer um pouco mais do Neymar.
Ele impressiona. Se destaca entre todos os melhores de todos os tempos.
Porém, clássico tem seus segredos e a rivalidade com os Hermanos fala muito alto. Para o bem do espetáculo, lamentamos os desfalques deles.
O outro espetáculo, protagonizado pelo Cunha, é  por tudo degradante.
Agora o PSDB está contra ele e pretende sua saída. Triste este empurra-empurra. O cinismo que envolve o poder do Cunha na base da chantagem, seus conchavos, os interesses que cercam sua presença à frente da Câmara, é de um sem-fim que a todo o momento vai acumulando escândalos impressionantes, por sua natureza e pelos montantes envolvidos.
Será que atingimos o fim do poço? Duvido.

 

NELSON RODRIGUES | nelson.filho@diariodovale.com.br

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