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Sarna incomoda cachorros, gatos e humanos

Matéria publicada em 28 de fevereiro de 2018, 14:10 horas

 


A melhor alternativa para prevenir a doença é cuidar bem da saúde e higiene do seu animal e do local onde ele vive

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Os animais, assim como os seres humanos, podem apresentar diversas doenças de pele, e as causas podem variar entre bactérias, fungos, alergias e problemas hormonais, entre outros. Nos cães, um dos principais causadores de doenças de pele, são os ácaros. Eles são responsáveis por causar as temidas sarnas ou “peladeira”, que também são conhecidas erroneamente por muitas pessoas como lepra.

Os ácaros são ectoparasitas microscópicos, como pequenas aranhas que se encontram na pele dos animais e humanos e no meio ambiente, fazendo parte, naturalmente, do ecossistema. Muitas pessoas pensam que os seus cachorros só terão sarna se saírem para a rua ou tiverem contato com animais doentes. Porém, os ácaros que causam a sarna nos cachorros também podem ser passados hereditariamente ou estarem nos objetos dos animais, como cobertas, camas e brinquedos.

Existem muitos tipos diferentes de ácaros e cada tipo pode produzir diferentes doenças e problemas nos animais. Embora os cães possuam ácaros presentes em seus corpos, a baixa na imunidade é o que faz com que os ácaros desencadeiem reações mais fortes como a sarna.

Há dois tipos mais comuns de sarna que acometem os cães: a sarna sarcóptica ou escabiose, causada por um ácaro chamado de Sarcoptes scabiei; e a sarna demodécica ou sarna negra, causada pelo ácaro Demodex canis. Além do ácaro que as causam, elas têm sinais clínicos diferentes e uma é zoonose e a outra não.

A Sarna sarcóptica (escabiose) atinge cães em qualquer época do ano e de todas as idades. Essa sarna causa uma coceira muito intensa na pele do cachorro, fazendo com que ele se coce muito, se lamba e até se morda. O fato de o animal se coçar muito pode causar até perda do apetite, seguida de complicações maiores. Os sintomas incluem pele avermelhada, bolhas, queda do pelo, crostas e escoriações. É muito contagiosa, pode passar facilmente para outro cão, para pessoas e em alguns casos até para gatos. O animal com esses sintomas deve ser levado ao médico veterinário, que irá recolher uma amostra da ferida e da pele do cachorro para realização de exame laboratorial, que determinará se o quadro apresentado pelo animal é realmente sarna. Após a confirmação, o médico veterinário entrará com tratamento adequado para cada caso. Em casos positivos para sarna, é importante manter o animal doente longe de outros animais, evitar contato direto com ele e lavar bem a caminha e os pertences dele para evitar que ele contraia a doença novamente.

Já a Sarna demodécica (sarna negra), é a sarna que mais assusta os donos de cães. É causada pelo ácaro denominado Dermodex canis. Essa sarna não é contagiosa como as outras, porém, ela é genética. Esse é um dos motivos que se deve pesquisar muito um canil antes de adquirir um cachorro, pois canis responsáveis zelam para que seus cães não gerem filhotes doentes.  Os sintomas são feridas com secreções e cheiro forte. O animal que apresenta sarna negra deve ser castrado e jamais deve cruzar, para que a doença não passe para outras gerações. Essa sarna não tem cura, apenas controle. Essa sarna não passa para os humanos. O ácaro ficará na pele do cãozinho e sempre que a imunidade dele cair ou que ele passar por uma situação de estresse, ela voltará a aparecer. O diagnóstico é feito pelo veterinário através de exame, assim como na escabiose. E o tratamento é específico para cada caso e pode durar bastante tempo. A sarna negra costuma atingir, principalmente, cães filhotes, com menos de seis meses de vida, ou cães que passaram de cinco anos de idade (justamente por esses dois grupos terem a imunidade mais sensível).

Saúde: Manter a imunidade do cachorro sempre alta, com uma boa alimentação, é fundamental para evitar o aparecimento das sarnas (Foto: Divulgação)

Saúde: Manter a imunidade do cachorro sempre alta, com uma boa alimentação, é fundamental para evitar o aparecimento das sarnas (Foto: Divulgação)

Importante

Como já falamos, a sarna sarcóptica é transmitida através do contato. Para evitar que seu animal pegue é importante isolar o pet que tenha sarna e esteja em tratamento, até que ele fique curado. Camas e paninhos também precisam ser separados e, em alguns casos, descartados.

Já a sarna demodécica está nele e pode ter sido passada da mãe para o filhote. No caso dessa sarna, o melhor a ser feito é evitar que o cão passe por momentos estressantes e manter a alimentação, a vacinação e a vermifugação em dia, para garantir que organismo do animal esteja bem e forte.

A melhor alternativa para prevenir a sarna em seu cachorro é cuidar bem da saúde e higiene dele e do local onde ele vive. Sendo assim, manter a imunidade do cachorro sempre alta, com uma boa alimentação, é fundamental para evitar o aparecimento das sarnas.

Atenção

Nem sempre o fato de o seu cachorro se coçar muito significa que ele está com sarna. Muitas pessoas pedem indicações na internet ou para amigos e medicam o cachorro sem levar ao veterinário. Cuidado! Pode ser que não seja sarna e você piore o problema. E mesmo que seja sarna, existem dois tipos diferentes e que são tratadas com medicações diferentes. Leve seu cachorro no veterinário se notar algo anormal nele.

 

 

 

Quer ver o seu bichinho de estimação aqui também? Basta enviar uma foto dele para o e-mail (glayce.cassaro@diariodovale.com.br). Sugestões e dúvidas também são bem vindas. Mais informações pelo WhatsApp (24) 98816-1583.

 

 

GLAYCE CASSARO PEREIRA | glayce.cassaro@diariodovale.com.br


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