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Síndrome da Ansiedade de Separação: Será que o seu cãozinho está passando por isso?

Matéria publicada em 6 de dezembro de 2017, 07:00 horas

 


SAS é um conjunto de comportamentos indesejáveis apresentados por alguns cães quando são deixados sozinhos

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Os cães são animais sociáveis, pois herdaram de seus ancestrais o comportamento de viverem em grupos, ou seja, ficar sozinho não é nada agradável para eles. Porém, nos dias de hoje, o fato de os cães estarem cada vez mais inseridos em nossas casas, e o ritmo atribulado de nossas vidas, os obrigam a ficarem cada vez mais sozinhos.

Alguns cães podem sentir falta do dono, mas tirarem de letra o fato de ficarem sozinho. Já para outros a carência é tanta, que extrapola e vira a chamada Síndrome da Ansiedade de Separação (SAS).

A síndrome é um conjunto de comportamentos indesejáveis apresentados por alguns cães quando são deixados sozinhos.

Animais com SAS, quando estão sozinhos, mudam de temperamento, destroem objetos, fazem xixi e cocô no lugar errado, latem em excesso ou até mesmo uivam o tempo todo e até se automutilam. Além disso, alguns cães podem vomitar pela casa toda, apresentar febre, apatia, falta de apetite e até sintomas mais severos.

Alguns fatores de risco são conhecidos como dependência extrema, excesso de mimos por parte dos donos, filhotes retirados prematuramente de suas mães e irmãos, filhotes descendentes de cães com histórico da SAS, devido a co-relação genética, cães que iniciaram suas vidas nas ruas ou em abrigos, cães que sofreram maus tratos, rejeição materna precoce, cães de famílias que são muito apegadas aos seus cachorros, estresse após morte ou doença na família, ou uma mudança significativa na rotina do cachorro, como um novo bebê ou outro animal de estimação ou mesmo mudanças na estrutura familiar como casamento, mudança de filhos mais velhos, novo emprego e divórcio, entre outros. Esses cães criam um vínculo muito forte com a família ou um único indivíduo da família e sentem medo de serem abandonados.

Então, se o seu cão está se comportando assim, se está passando ou tenha passado por uma dessas situações, isso pode não se tratar apenas de pirraça ou vingança dele, ele pode estar apresentando a SAS, e, portanto, é muito importante procurar um veterinário para o diagnóstico.

Ao ser diagnosticado, e para solucionar esse problema, é preciso primeiro que você entenda que esse é um processo, pois o cãozinho deve se readaptar à nova rotina. Algumas pessoas logo pensam em arrumar outro cãozinho para lhe fazer companhia; essa interação pode ser bastante benéfica, porém, nem sempre, pode ser a solução, pois a síndrome de ansiedade está ligada à falta de interação com humanos. Ou seja, ao comprar outro cachorro, estamos correndo o risco de termos dois cães ansiosos. Sendo assim, o que deve ser feito é estimular o cão a criar esse link com a nova rotina e para isso você pode contar com a ajuda de um adestrador e um médico veterinário para uma abordagem medicamentosa, além de alguns truques como:

– Brinquedos inteligentes que podem até mesmo serem fabricados em casa. Esses acessórios mantêm o cachorro tão ocupado que não sobra tempo para se comportar mal;

– Ruídos e sons familiares, como deixar um rádio ligado quando você estiver em casa e também quando ele ficar sozinho;

Sem sofrimento: pratique um amor equilibrado, afinal, todos os tipos de excessos na vida causam mal (Fotos: Divulgação)

Sem sofrimento: pratique um amor equilibrado, afinal, todos os tipos de excessos na vida causam mal (Fotos: Divulgação)

– Não se despedir demais, pois ao se despedir do animal de forma culpada, o dono transmite a ideia de que algo ruim vai acontecer a ele. O melhor é afastar-se do cachorro sem despedidas, simplesmente saindo pela porta;

– Não festejar demais o retorno, onde o ideal é voltar para casa sem fazer festa em excesso. A ida e a volta devem ser consideradas normais pelo cão;

– Passear com o cão, para que ele tenha diariamente sua dose de exercícios e diversão;

– Cães que latem ou uivam muito quando estão só, fazem isso para chamar atenção do dono e fazer com que ele volte; então, ao retornar aguarde uma pausa entre os latidos ou entre a destruição, e entre nesse momento, sem fazer festa para ele, ignorando-o completamente. Isso reforça a ideia de que você voltou não por causa dos latido e nem pela bagunça;

– Exercício de sair várias vezes ao dia, afastando-se, por exemplo, uns 15 minutos e retornando, isso fará ele entender que você não o esta abandonando;

Cabe lembrar que a Síndrome de Ansiedade da Separação é um dos motivos que mais levam os animais a serem abandonados, quando os proprietários já não sabem mais o que fazer com eles. Por isso, pratique um amor equilibrado, afinal, todos os tipos de excessos na vida causam mal, isso será saudável para todos. E, certamente, irá garantir que seu cachorro não seja mais uma vítima da SAS.

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GLAYCE CASSARO PEREIRA | glayce.cassaro@diariodovale.com.br

Um comentário

  1. Pensionista sem salário

    Ahhh vai cagar…vão querer medir o tamanho do amor que dedico aos meus animais, era só o que faltava e ainda tem mané que dá atenção a essas bobagens e torram verdadeiras fortunas nas mãos de espertalhões. kkkkkkkk

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