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Um time sem defesa

Matéria publicada em 31 de outubro de 2015, 08:00 horas

 


Na série de pênaltis, o Scarpa, o bom Scarpa, chutou fraco e à meia altura

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Aquele pênalti fajuto do primeiro jogo fez a diferença.
O Fluminense poderia ter empatado com o Fred que, claramente sentindo a contusão, não teve equilíbrio para chutar. Ainda assim, colocou na boa no canto oposto do Marcelo Prass, um goleiro que viveu seu dia de glória, com duas defesas sensacionais, uma no início do  jogo e a outra, decisiva, aos 47 minutos do segundo tempo. Fred fez tudo certo e todos os méritos para o Fernando Prass.
Teria sido o gol da classificação.
O Fluminense foi longe com esta defesa.
O Wellington Silva consegue errar os cruzamentos de uma forma que a bola nem entra na área, ou seja, nenhuma possibilidade de um atacante disputá-la. Isto quando não chuta nas pernas do marcador.
É um sofrimento vê-lo em função.
Defensivamente falando, sua primeira opção é a falta onde quer que o adversário esteja. Não importa que ele esteja de costas junto à linha lateral, ele troca uma jogada sem importância por outra que significa perigo de gol.
No pênalti, ele foi fazendo a falta antes, bem antes de eles entrarem na área. Aí sim, ele derrubou o atacante. Ora se a opção fosse a falta, esta deveria ter sido feita fora da área. Tudo por conta de estar mal colocado pra disputar a jogada.
Cavalieri defendeu o pênalti. Rebateu e depois um bate-rebate a bola rolou em direção ao Marlon que, ao invés de isolá-la, resolveu deixá-la passar como se estivesse na intermediária e não na pequena área, junto à linha do gol.
“Bola pró mato que o jogo é de campeonato”. Uma das máximas que envolvem o futebol e que deve ser seguida em todos os jogos. Marlon teve a chance de chutar para frente e não o fez. Teria resolvido a jogada para o Tricolor.
Na série de pênaltis, o Scarpa, o bom Scarpa, chutou fraco e à meia altura.
Deveria ter havido a definição de todos baterem forte, inclusive o Jean que esperou o goleiro se movimentar e colocou.
O Gum bateu fraco, mas longe do goleiro. Do goleiro e do gol. Com muita tranquilidade tocou na bola. Muita categoria para perder o pênalti.
É outro que adora fazer faltas perto da área.
Dizem que pênalti é loteria.
Depende. Não teve nenhuma loteria nos pênaltis perdidos pelo Fluminense.
O Fluminense merecia melhor sorte nessa semi-final, até porque o gol do Palmeiras no primeiro jogo, aconteceu de um pênalti inexistente.
O Santos passeou mais uma vez e antes de o São Paulo acordar já vencia por 3X0.
É favorito para a final.

NELSON RODRIGUES | nelson.filho@diariodovale.com.br

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