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Capa / Bastidores e Notas - Por Aurélio Paiva / Vida e morte da Rádio Siderúrgica

Vida e morte da Rádio Siderúrgica

Matéria publicada em 19 de novembro de 2016, 20:13 horas

 


Do encantamento da primeira rádio de Volta Redonda a uma rápida viagem à era das redes sociais

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Quando Getúlio Vargas se matou com um tiro no peito em 24 de agosto de 1954, em Volta Redonda estava sendo erguida mais uma obra que era um complemento do seu projeto de construção de uma cidade-modelo: a sede do que viria a ser a Rádio Siderúrgica Nacional – que durante 25 anos foi o mais influente veículo de comunicação do município.

Vargas não viveu para inaugurar a rádio, o que ocorreria no ano seguinte, na presidência de Café Filho, no dia 9 de abril de 1955. Um ano peculiar: seis meses depois, o Brasil elegeria um novo presidente que, a exemplo de Vargas, seria um ícone histórico: Juscelino Kubitschek.

A inauguração ocorreu menos de um ano após outro acontecimento político importante: a emancipação de Volta Redonda, em 17 de julho de 1954.

Com um prédio moderno – construído no topo do Laranjal – e aparelhagem de última geração, a Rádio Siderúrgica acompanhou a história e fez parte dela até 30 de dezembro de 1980 – quando a CSN, sua proprietária, decidiu desativá-la como medida de economia porca.

Lembro-me que em 1991 um grupo de burocratas da CSN mandou colocar a leilão todo o acervo de discos da rádio. Reuni um grupo de jornalistas e radialistas da região e fizemos um abaixo-assinado ao presidente da CSN, Roberto Procópio Lima Netto, destacando o absurdo de tratar tal patrimônio cultural como mero produto de leilão.

Lima Netto mandou suspender o leilão. Os discos foram preservados, restaurados e hoje formam um valioso acervo na Fundação CSN.

O prédio, mais tarde, serviu à Rádio Nacional, que foi privatizada, dando origem à Rádio Stereosul, mais posteriormente vendida à Igreja Universal, que instalou a emissora em outro local.

Hoje aquela obra arquitetônica é propriedade privada e suas principais características de arquitetura interna e até externa foram para o brejo, com o passar do tempo.

‘Madureira chorou…

Madureira chorou de dor’

O título acima é de uma marchinha de Carnaval de Joel de Oliveira, de 1957, eternizada na voz de Jair Rodrigues.

A música fala da morte de Zaquia Jorge, atriz, vedete e empresária do teatro de revista. Era conhecida como a “Vedete de Madureira” ou a “Estrela do Subúrbio” e foi proprietária do Teatro de Revista Madureira, que era motivo de orgulho da gente humilde daquele bairro.

Mas Madureira que chorou, no contexto deste artigo, é outra personagem. Trata-se de José Madureira, primeiro locutor da Rádio Siderúrgica.

Madureira trabalhou comigo quando arrendei o jornalismo da então Rádio Stereosul, no início dos anos 90. Ele e a jornalista Helenice Neto faziam a locução do noticiário, alternando a leitura das notícias com uma voz masculina e outra feminina – a exemplo do que se começara a fazer em televisão. Sua voz de trovão fazia um contraponto à doçura do seu trato com as pessoas.

Foi a locução de Madureira que abriu a primeira transmissão da Rádio Siderúrgica, no momento da inauguração, em 1955. Com sua voz potente, leu o seguinte texto:

“Entardece tranquilamente. Hoje pela primeira vez, foi ao ar a ZYP-26. Graças a Deus e ao desejo de vencer foram coroados de pleno êxito os nossos trabalhos. Nessa hora de amor e confraternização humana, dirigimos à Virgem Maria nosso pensamento. Pedindo à mãe do céu que a Companhia Siderúrgica Nacional, e a todos os nossos ouvintes que vibram nesta máquina gigantesca que é Volta Redonda, de paz e espírito tão necessária, ao trabalho honesto e dignificante”.

Vinte e cinco anos depois, em 31 de dezembro de 1980, às vésperas de um triste réveillon, o mesmo Madureira leu a seguinte nota:

Como é triste a despedida, pois é um pedaço da gente que se vai, nós que partilhamos dessa rádio, vivemos como se fosse a nossa própria vida. Tanto nos momentos de alegria e tristeza, daquilo que falamos com entusiasmo e felicidade, e também dando as informações que muitos ouvintes não desejavam ouvir, no entanto éramos obrigados a fazer. Cumprimos com o nosso dever e sem falsa modéstia, podemos afirmar com a maior dignidade, respeito e sempre com espírito profissional. Agradecemos a Deus a oportunidade que recebemos por essa onda amiga da RS. Em conhecermos pessoas, em aumentar o nosso relacionamento, uns pessoalmente, outros que apenas se mantiveram restritos através do rádio, porém o suficiente para sentirmos que cumprimos o nosso papel de comunicador. Nesse momento que já se tornou saudade, iremos enviar a todos que ao longo desses anos nos prestigiaram, com sua audiência principalmente no esporte, todo o nosso afeto, e elevando o nosso pensamento ao bom Deus, que derrame suas bênçãos sobre todos os lares, procurando abrir os corações para brotar mais amor entre as pessoas. Buscando suplantar o egoísmo e a inveja tão maléficos nos nossos dias. Deixamos aqui o nosso abraço fraterno e do fundo do coração, o nosso muito obrigado, apenas sentindo em não poder encerrar os nossos trabalhos repetindo: até amanhã, se Deus assim o permitir”.

Logo em seguida desabou a chorar.

De dor.

Da era do rádio aos tempos da pós-verdade

A história da Rádio Siderúrgica está a salvo graças a pessoas como o jornalista Douglas Baltazar Gonçalves, professor do curso de jornalismo do Unifoa, que possui vários artigos acadêmicos publicados sobre o tema. Vale a pena buscar no Google o nome do professor teclando em seguida o termo Rádio Siderúrgica.

Mas o tema do presente artigo é aproveitar o registro histórico da era do rádio e dar um salto para a era das redes sociais.

Até então eram as rádios, os jornais e a televisão – esta última vindo com uma força extraordinária – que monopolizavam a informação. Vieram as faculdades de jornalismo e estabeleceram metas como, por exemplo, a busca (muitas vezes inglória) pela verdade dos fatos. Como método, ouvir a verdade de cada um. Como objetivo, apurar sempre a veracidade das informações. Nesta busca, ocorreram e ocorrem muitos erros, mas também muitos acertos. O jornalismo havia se tornado muito mais profissional.

Ainda assim, o leitor, ouvinte ou espectador era um sujeito passivo. Ele recebia a informação, concordava ou discordava. Discutia entre a família e os amigos.

As mídias sociais (Facebook, Twitter, WhatsApp etc) criaram uma revolução. Não há mais receptores passivos de notícias. Todos são receptores e transmissores.

Esta foi e é uma revolução maravilhosa. Não há nada oculto que não possa ser revelado.

Mas ela criou um dilema: o que é e o que não é verdade.

Um dilema que veio acompanhado de um problema: descobriu-se que muitas pessoas em várias partes do mundo estão tomando decisões não mais com base em fatos verdadeiros, mas com base em informações que consideram verdadeiras e não o são.

O reflexo desta ocorrência no mundo político e social de cada pessoa, aldeia, nação e no mundo viraram hoje o grande objeto de discussão e criou um novo termo: o mundo da pós-verdade.

‘Pós-verdade’ foi eleita palavra do ano

O respeitado dicionário britânico Oxford elegeu, na última semana, o termo “pós-verdade” como a palavra do ano de 2016.

Os editores do dicionário definem pós-verdade como “um adjetivo relacionado a circunstâncias em que os fatos objetivos são menos influentes na formação da opinião pública do que apelos à emoção e à crença pessoal”.

O que ocorreu foi que um cruzamento de dados descobriu que, nas redes sociais, a quantidade de notícias falsas reproduzidas ou compartilhadas superam absurdamente as verdadeiras.

Foi um susto.

Hoje, Facebook e Twitter estão sendo cobrados por inúmeros movimentos políticos e sociais para que criem algoritmos que possam filtrar o que é “falso” do que é “verdadeiro”.

Estas duas gigantescas redes sociais estão buscando soluções para fazer esta adaptação.

Eu, particularmente, confesso ter muito medo disso.

Significaria que estas redes sociais poderiam impedir a liberdade de expressão sobre conceitos subjetivos de verdade ou falsidade.

Por exemplo: a maioria dos cientistas acha que existe o aquecimento global causado pelas atividades humanas. Outros não creem nisso.

Seria justo as redes sociais bloquearem os cientistas que manifestam a segunda opinião?

Serão o Facebook e o Twitter os juízes de cada cidadão para dizer se o que eles acreditam é verdade ou não?

O problema das inverdades existe. E é grave. Pior: os atuais algoritmos das redes sociais concentram as inverdades nos grupos que creem naquelas inverdades, o que é um erro.

Mas creio que a própria população criará seus filtros.

Não precisamos de censores.

Não precisamos de ter nosso pensamento tutelado por nenhum grupo.

Dar este tipo de poder a quem quer que seja é mais perigoso que qualquer consequência da pós-verdade.

radio

Sede da Rádio Siderúrgica, no Laranjal: Rua 100 nº 1

37 comentários

  1. Aurélio, conte a história do túnel 20 da Água Limpa.

  2. Tio Bené, das transmissões esportivas do Dário de Paula, do vozeirão do nosso querido e finado Edward, e outros mais

  3. COMO ME LEMBRO DE QUANTAS VEZES SUBIA O LARANJAL,PRA IR NA RADIO,AMAVA,SER RECEBIDA COM TODO CARINHO DO MUNDO,PELOS PROFISSIONAIS,ME LEMBRO DA PROFESSORA LURDES SOFHIA ,ENIVAL PEREIRA,ERA PRA MIM UM EVENTO,AMAVA E AMO RADIO,

  4. Parabéns Aurélio, tu é f… mesmo, viu quantos comentários positivos ?

  5. Mais uma vez Aurelio, uma viagem no tempo , pelos bons tempos de Volta Redonda, quando aluno da ETPC nos anos 60, a tarde ia ate `a ZYP26 auxiliar o Prof.Plinio Antonio Delgado nas aulas de ingles pela radio, logo
    apos o Programa do Ubirajara Ramos, mais uma vez , obrigado pelos historicos momentos da Cidade do Aço

  6. A história da parte final da rádio, já como Stereosul, está correta no Wikipédia… Mais uma vez foi um grupo de fora (no caso, Resende) que tentou investir em comunicação em VR e não rolou… vide 101,5 FM e 920 AM (ex-CBN)
    https://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%A1dio_101_FM

  7. meu avô era radialista Romero Neto
    trabalhou muito anos nesta radio .

  8. Tempos bons e inesquecíveis da Radio Siderúrgica Nacional. O que decidirem hoje não vai superar as saudades.

  9. Coxinha de cidade-operária

    Salvo engano, a emissora saiu do ar e algum tempo depois a então estatal CSN a transferiu para a então Radiobras (rádio Nacional), que a reativou. Logo depois, um grupo privado (Stereosul) assumiu a emissora. Posso estar enganado, pois na época fui morar fora da cidade.
    O brilho da rádio nunca foi mais igual ao que fora aos tempos da CSN. No entanto, foi um fim prematuro, mesmo considerando que a década de 1980 assinalou o início da decadência das emissoras AM, que se estende hoje ao FM.
    A Globo ainda tentou uma filial da CBN em VR, que operou algum tempo, mas logo foi comprada pelo “bispo” Macedo.
    É lamentável, mas em pouco tempo manter rádio no interior tornou-se tarefa dura e quase sempre deficitária, a não ser que bancada por alguma “igreja” ou por interesses políticos, como as emissoras de BM.

  10. Linda e tocante matéria. Não vivi a esses tempos , nem mesmo meus pais. Mas a história nos ensina e nos completa. Senti saudades também.

  11. Lembro muito desta rádio, eu, assim como todo Tiozão de Volta Redonda, ouvimos muito esta saudosa rádio.

  12. como locutor, comunicador de rádio,trabalhei também na rádio stereo sul, extinta rádio, nacional,que tempo bom fora a era do rádio,que pena estes valores se foram, hoje poucos conhecem ou por via, muitos que dizem ser locutores não conhecem esta trajetória, a era do rádio
    saudade
    saudade
    saudade
    dos tempos bons do rádio.

  13. DESTA RELIQUIA EU TENHO 2 LP DE NOTICIARIO DESTE MARAVILHOSO ACERVO .

  14. Parabéns Aurélio. Vc esqueceu de citar os programas do Tio Bené, das transmissões esportivas do Dário de Paula, do vozeirão do nosso querido e finado Edward, e outros mais. Mas valeu, pois voltei ao passado. O Prédio foi tombado, assim como o cinema 9 de abril, porém ninguém cobra isso.

    • Corretíssimo, El Cid. Quem é, daquela época, que não se lembra do lendário “… mas o relógio está marcando…”?

  15. Parabéns, Aurélio!

  16. Clarêncio, O Otimista

    Em virtude desta reportagem, fui ontem visitar a sede da radio siderúrgica, ou que restou dela. O predio e muito bonito e ainda preserva, externamente, as características da epoca, exceto pelas janelas de madeira que foram trocadas por blindex. A construção ainda está solida e sem grandes depredaçoes. No interior, pelo que pude observar, uma obra fora iniciada, pardes foram derrubadas, fiação começou a ser trocada e há até lustes novos, modernos já colocados. Não há mobília, e me perguntei onde devem estar, se ainda existirem, os móveis que decoravam e guarneciam o predio.

    Sem duvidas é um predio historico da cidade que precisa ser restaurado e entregue à populaçao, seja como museu, centro educacional, galeria de arte, cinema, e etc…

    Uma pena que no Brasil não se valorize a memória

    • E fica num local privilegiado. Não deveria estar abandonado. Lamentável.

    • Sim, fica num local belíssimo, de fácil acesso, arborizado e com uma bela vista da cidade. Um programa de revitalização bem elaborado seria de grande valia para toda a população, não causaria transtornos aos moradores do entorno e ativaria a vida cultural e social da cidade que está esquecida há anos.

  17. Mas a antiga, e outrora bela e moderna sede da extinta rádio siderúrgica Nacional com um dos melhores padrões para tal no Brasil, não havia para efeito de preservação, sido tombada pelo patrimônio histórico do município? Então se confirmando isso quais foram os responsáveis por deixar fazer e executar aquelas modificações? aquelas aberrações arquitetônicas que podemos vemos por lá, o poder público ou pessoas que possam ter adquirido aquele que foi e é um dos principais símbolos da história do município de Volta Redonda!! Caberia, ao meu ver, várias sanções impostas por quem de direito. O Ministério Público poderia entrar em ação, se é que ainda não o provocaram.

  18. PARABÉNS AURÉLIO VC SEMPRE COM UMA REPORTAGEM SOBRE A REGIÃO , FAZENDO A GENTE REVIVER MOMENTOS DE GRANDE EMOÇÃO , FUI CRIADO NO MONTE CASTELO VI AQUELA RADIO DESDE DA MINHA INFÂNCIA MUSICA ENTRETENIMENTO ENFIM SO VC PARA TRAZER ESTA NOSTALGIA PARA NOS.
    VALEU E CONTINUE COM SUAS REPORTAGENS MARAVILHOSA. PENA QUE O CAPITALISMO SELVAGEM FECHOU A RADIO.

  19. Boa Roppo. Falou tudo em seu comentário quanto ao extinto ACVR. Também sou aluno de aviação civil e aprendi a gostar de avião em Volta Redonda R.J, na infância no bairro Aero. Temos uma comunidade no Facebook, reunindo diversos Pilotos que aprenderam a voar em Volta Redonda. Eu tinha um planejamento estratégico de publicação de um artigo junto com o nosso falecido que se deu muito ao progresso de VR, O Ronaldo Gori, historiador. Hoje em projeto segue em andamento com amigos que passaram pelo extinto ACVR. Jogaram simplesmente uma pá de cal na história.

  20. Belo papel do jornalismo local resgatar e valorizar nossa história. Isso é muito mais proveitoso do que destilar insensatez com babozeiras sobre o DDT e a indústria química ou sobre a política internacional. Que tal não revisitar a magnífica história do aeroclube de VR com o piorerismo na formação de pilotos no interior e as aeronaves históricas e equipamentos do hangar que se perderam. Do programa de levar as crianças para verem os pousos e decolagens ou sobre a época de ouro do Cine 9 de Abril onde as pessoas usavam terno e gravata nas seções.

  21. Muito bom o texto. Pena que ele remete a um fato insólito que podemos constatar no dia a dia e ficou muito evidente durante a última campanha eleitoral: VR talvez seja a única cidade de seu porte que não tem uma emissora de TV e uma rádio AM com programação local… Das FM, à exceção de uma, todas as outras pertencem a empresários de fora da cidade. Como exemplo, dependemos de emissoras de Barra Mansa para ouvir transmissões de jogos do time local, o nosso Voltaço, o que é uma situação deveras inusitada e que certamente não tem paralelo em qualquer outra região do Brasil…

    • CARAMBA, GERALMENTE EU DESCORDO DE VC, SEMPRE ACHO QUE SUAS OPINIÕES NÃO PROCEDE, MAS TO VENDO QUE TEMOS ALGO EM COMUM O SENTIMENTO DE ABANDONO DAS RÁDIOS EM NOSSA CIDADE…
      NOSSA CIDADE JÁ MERECE UM RADIO QUE SEJA COMO A BAND NEWS

    • Concordo meu caro Al Fatah temos que ter a coragem de provocar a opinião pública sobre isto que você colocou, peitar aos que detém o poder das telecomunicações que sabemos ha tempos muitos são pseudo empresários mas políticos com interesses além comercial e sim de poder e para criar oligopólios controladores para o seu bel prazer. Volta Redonda, a maior potência econômica, a maior cidade ou área urbana e população não possui uma única emissora de TV por interesses diversos…esta é a verdade e quanto a rádios infelizmente hoje em dia com a concorrência de outras mídias modernas e expressas como as próprias redes sociais fizeram despencar sua popularidade mas há tempo como se reinventar, e também temos tido exemplos de empresários da região conhecidos que tem sofrido com a queda, por serem maquiavélicos e doutrinadores pelos seus interesses pessoais, financeiros e políticos, levando suas emissoras a quase bancarrota

    • A prefeitura municipal de Volta Redonda possui já a algum tempo uma concessão de TV canal 03 VHF analógico e já reservada o canal 49 digital e já chegou a transmitir em caráter precário por alguns motivos, o que pode ter inviabilizado naquele momento e esta informação, que está em sistema ANATEL/informações de outorgas já foram passadas ao novo e futuro governo municipal por mim. Esta concessão é de caráter permanente, é especial ou não “caduca” destinada a uma emissora cultural e educativa como base, mas com possibilidades de possuir a parte jornalística, de informações e entretenimento em geral. Para se colocar no ar e manter se torna caro, sim, mas com novas possibilidades dentro das leis atuais como parcerias público privadas seria totalmente viável Seria de extrema utilidade local, para o governo e até para outros poderes em diversas frentes para contato com a população, para os jornalistas, para os artistas locais, aos educadores, bem como nos períodos eleitorais locais.

    • Em relação a Volta Redonda não possuir um canal de TV. Uma fonte me contou que, quando da vinda da TV Rio Sul para nossa região, a ideia era de ser instalada aqui na Cidade do Aço. Porem o então prefeito na época Wanildo de Carvalho, que era muito ligado ao dono da TV Bandeirantes de Barra Mansa Feres Nader, não deixou que a TV Rio Sul fosse instalada em Volta Redonda. Sendo assim a mesma foi para Resende.

    • Adilson, me desculpe eu já havia ouvido falar outras vezes nisso… mas a concessão é dada por antecipação com um prazo de até 3 anos* para se por no ar, provavelmente havia sido dada ao outro município antes mesmo do Wanildo tomar posse a não ser que naquele momento todo o processo ter sido feito as pressas… Havia também rumores de uma conspiração devido a rede globo ter sido uma emissora “non grata”, agredida por grupos até externos… naquelas greves e conflitos com o exército em VR, justamente na mesma época….. Paciência com o canal municipal há possibilidade de se ter uma grade mais local com mais produção, conteúdo da própria cidade sendo por isso melhor ainda que a “RIO SUL”. Hoje é “muito mais difícil” conseguir a tal concessão, outorga em Brasília é mais ou menos assim: é feito um estudo( com influências políticas claro) rs, aprovado o estudo o próximo passo é ir ao plenário do congresso nacional em comissões de comunicações etc, depois se aprovado a reserva de um canal de rádio ou TV para um município e após, através de uma licitação pública fica escolhido com critérios o grupo que irá explorar o referido canal.

    • FranciscoJFLacerda, pode ser mas tenho minhas dúvidas. Rsrs

    • AdilsonVR Sobre a questão do antigo prefeito da época Wanildo de Carvalho, contra a TV RIO SUL! Sua versão está errada, foi ao contrario. Pelo que me lembro da época o prefeito Wanildo de Carvalho, não concordou que uma afiliada da TV GLOBO com concessão na cidade de Resende entrasse no ar em Volta Redonda usando a torre da PMVR. Então enquanto a TV RIO SUL entrou no ar em Resende e demais cidades cidades do Sul do estado, na cidade de Volta Redonda continuou com o sinal da TV GLOBO RIO pois a prefeitura não autorizou a TV RIO SUL usar a torre da PMVR pois a emissora não era de Volta Redonda. Prefeito Wanildo alegou que a TV deveria ter a sede em Volta Redonda para poder transmitir o sinal aqui. Ele só aceitaria liberar a torre se a sede da TV viesse para Volta Redonda. Então da TV GLOBO e TV RIO SUL juntas entraram na justiça contra a PMVR para tirar do AR o canal 10 de Volta Redonda que retransmitia o sinal da TV GLOBO RIO. Passado um tempo as TVs GLOBO e RIO SUL ganharam essa ação… é por esse motivo a TV RIO SUL construiu sua própria torre (antena) em Volta Redonda, que foi a última cidade do sul do estado a ter o sinal da TV RIO SUL pois o prefeito Wanildo queria que a sede da filiada da GLOBO fosse em Volta Redonda e não em Resende. Talvez por essa briga com o prefeito fez com a TV RIO SUL apressasse em abrir sua sucursal na Cidade do Aço bem antes do tempo previsto.

    • Jacu da Sicuta, está não é minha versão, como disse me passaram esta versão na época. Eu mesmo não sei o que realmente houve.

  22. Ótima reportagem!
    Parabéns!!!

  23. Desta época eu lembro da rádio siderúrgica e dos programas do Edward di Carlo e do Dário de Paula. Também do programa do tio Bené.

  24. Parabéns Aurélio pela matéria. É muito bom se deparar no jornalismo regional com profissionais do seu nível intelectual. Sou profissional de Comunicação e também fiz um artigo em 2009 relacionado a extinta ZYP 26. Pena que na nossa região os empresários de radiodifusão pararam no tempo de modo a não investir em material humano capaz de agregar a um nível satisfatório de desenvolver um elo comunicacional diante da sociedade regional.

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