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‘VOLTA REDONDA, CIDADE DA MÚSICA’: Casa nova dá ‘fôlego’ a projeto

Matéria publicada em 17 de julho de 2015, 00:44 horas

 


O maestro e coordenador do programa, Nicolau Martins, destacou que sede própria é um divisor de águas

CABECA 61 anos

Estruturado: Maestro Nicolau Martins está confiante depois que o projeto foi realocado para uma área própria  (Fotos: Divulgação PMVR)

Estruturado: Maestro Nicolau Martins está confiante depois que o projeto foi realocado para uma área própria
(Fotos: Divulgação PMVR)

Especial: Inauguração da sede contou com a presença de autoridades e apresentação de um coral de crianças

Especial: Inauguração da sede contou com a presença de autoridades e apresentação de um coral de crianças

Um trabalho que já funciona há 41 anos e não para de dar frutos, é assim que pode ser definido o projeto “Volta Redonda, Cidade da Música”, que atende mais de 4,6 mil alunos da rede pública municipal de ensino, usando a música como ferramenta de aprendizado e desenvolvimento social. Apesar da iniciativa positiva de anos, só em maio deste ano ela ganhou uma sede própria no bairro Vila Mury.
– A sede é um divisor de águas, porque antes eu trabalhava numa sala com duas salinhas e hoje tenho 10 salas, secretaria, arquivo, restaurante, cozinha. Agora eu tenho sala que num tinha antes, então hoje a gente vai fazer um trabalho como deveria ser feito há 40 anos – comemorou o maestro e coordenador do projeto, Nicolau Martins de Oliveira.
O coordenador exaltou ainda a qualidade e infraestrutura do prédio, que representou um investimento de R$ 1,2 milhão.
– Com a nova sede nós podemos proporcionar mais condições. Eu tenho uma sala com aulas de flauta, na outra eu tenho os alunos estudando clarinete, ao lado saxofone e hoje a gente tem esses espaços que antes não tínhamos. Com isso, o projeto vai dar um salto no desenvolvimento e a visibilidade externa será muito maior – disse Nicolau.
Antes de ganhar a nova casa, que conta com tratamento e isolamento acústico em todas as salas, o “Volta Redonda, Cidade da Música” funcionava no Colégio Getúlio Vargas, da Fevre (Fundação Educacional de Volta Redonda).
Ao ser questionado sobre qual o objetivo do projeto, Nicolau frisou que não é o de formar músicos, mas sim, cidadãos.
– O nosso objetivo não é formar músicos, mas sim, cidadãos através da música. Mas como o volume (de alunos) é grande, automaticamente desponta aqueles que querem se dedicar à música. Então esses são lapidados conforme aquilo que almejam – disse o maestro, acrescentando que o projeto também auxília no desenvolvimento cerebral.
– Nós trabalhamos com o princípio de psicomotricidade, ou seja, a criança tem que pensar para fazer. Ela para marchar tem que pensar primeiro, então nós trabalhamos audição, fonação, coordenação dos pés, mãos, dedos, memorização, visão. E com a música clássica, em composições eruditas, você trabalha os dois hemisférios (do cérebro) – o esquerdo mais voltado para a lógica, para as ciências exatas e o direito, voltado para o lado criativo, de orientação espacial, mais abstrato. E na música você tem a parte lógica e a de sentimentos, por isso acaba desenvolvendo os dois lados – explicou.
Em mais de 40 anos de trabalho, Nicolau contou que já coordenou muitos estudantes e que não tem nem ideia de quantas pessoas chegaram crianças e saíram músicos do projeto.
– É muita gente e muitos estudaram música, se formaram no exterior, então é algo muito gratificante para nós. Eu por exemplo faço parte da Academia Nacional de Música, cadeira 52, e tivemos uma reunião na semana passada, onde tomou posse um pianista, José Moura que já fez mestrado, esteve no exterior, e quando vi o nome dele reconheci que ele foi quando pequeno da primeira banda mini do projeto (trabalho de musicalização que apresenta instrumentos às crianças) e hoje é meu colega de academia – divertiu-se com a situação.
Sobre a expectativa para o futuro, o maestro disse que quer aproveitar os investimentos para conseguir fortalecer e sedimentar o “Volta Redonda, Cidade da Música”.
– Hoje nós temos funcionários, área administrativa, porque isso é muito importante, uma biblioteca. Então faz muita diferença. Na minha conta, eu tenho mais sete anos (de trabalho). O que eu preciso é ter uma estrutura pronta, para quando Jesus me chamar eu deixar algo concreto que até hoje não consegui formar: uma condição estável para o projeto – finalizou.

O projeto

O “Volta Redonda, Cidade da Música” conta com aulas de musicalização, instrumentos e com os grupos Banda de Concerto, Banda de Metais, Orquestra de Violinos, Orquestra de Violoncelos e Contrabaixos, Orquestra de Cordas, Coro Infanto-juvenil e Coro Sinfônico. O prédio do projeto fica na Rua Graham Bell, na Vila Mury.

 

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