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O custo do transporte coletivo

Matéria publicada em 16 de dezembro de 2015, 17:40 horas

 


No momento em que a discussão sobre “Mobilidade Urbana” começa a fazer parte do dia a dia da população, o transporte coletivo aflora como um dos fatores mais importantes para o bem-estar do contribuinte.

A tarifa do transporte urbano é um item do orçamento de operários e empresários que precisa ser avaliado à luz da realidade. A inflação voltou a crescer, os custos operacionais das empresas atingem valores estratosféricos. O vilão do momento é o preço do combustível. Mas, um outro fator é intrigante: o índice de passageiros que pagam a tarifa diminui a cada dia, nas principais cidades brasileiras. É sabido que o valor da passagem é fixado de forma proporcional: quem paga passagem é responsável por financiar aqueles que viajam de graça.

Paralelamente, enquanto o valor da passagem aumenta, muitos brasileiros preferem abandonar o transporte coletivo. Alguns passam a engrossar os engarrafamentos das grandes e médias cidades com seus carros, prestando um desserviço à população, por aumentar os índices de poluição do ar. Por outro lado, para as empresas de transporte coletivo a queda de faturamento é, cada vez mais, preocupante. Até porque os custos não acompanham essa queda. Pelo contrário, sobem a cada dia.

E o sócio majoritário – o Governo – não perdoa: Pis/Cofins, ISS e outros encargos que incidem sobre o faturamento e a folha de pagamento representam, hoje, pelo menos 40% do valor da passagem. Só o ISS é responsável por 2,5% do valor da tarifa.

Manter um empreendimento que gera, na região sul fluminense, cerca de 6 mil empregos diretos e outros tantos indiretamente, transforma-se gradativamente em negócio de alto risco, dada a instabilidade da economia em nível nacional.

Outros fatores tumultuam o negócio. A falta de planejamento da mobilidade urbana é um deles. Faltam corredores de tráfego capazes de reduzir o tempo de viagem e diminuir o desgaste dos veículos.

Há uma necessidade, urgente, de diálogo entre as partes: o empresário, o Poder Público e a população precisam se unir e realizar, com espírito desarmado, um grande fórum capaz de demonstrar que a tarifa não é o vilão nessa história.

 

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