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‘Só Brasil chega a Copa como superfavorito após 7 a 1’, diz Parreira

Matéria publicada em 21 de junho de 2018, 14:14 horas

 


Parreira destaca capacidade do Brasil em se superar nos momentos delicados


Rio –
Carlos Alberto Parreira estava na comissão técnica do Brasil que levou o fatídico 7 a 1 da Alemanha na semifinal da Copa do Mundo de 2014. Quatro anos depois, o técnico do tetracampeonato destacou a capacidade da Seleção de se recuperar e chegar na Rússia como um dos candidatos ao título.

– O 7 a 1 não vai ser esquecido nunca, mas a vida continua. O Brasil continua a vida dele e chegou na Copa favorito depois de quatro anos. Só o futebol brasileiro, depois do 7 a 1, chega na Copa seguinte como superfavorito – afirmou o treinador de 75 anos durante evento de lançamento do aplicativo Atleta Now.

Questionado sobre o favoritismo dado para a equipe de Tite, Parreira deu respostas distintas. Primeiro indicou que a imprensa internacional foi a responsável por esse rótulo e, depois, indicou que a Seleção conquistou esse status. “Não fomos nós que criamos isso, foi o mundo do futebol. Todos elegeram o Brasil como favorito pelas atuações nas Eliminatórias e nos amistosos”, comentou antes de ser perguntado se não era um exagero essa expectativa criada.

“Não foi exagero não. Foi trabalho. O futebol brasileiro que tem qualidade para isso. Nenhuma outra seleção conseguiria dar esse salto (saindo do 7 a 1 para candidato ao título)”, completou Parreira, que participou da Copa do Mundo por cinco seleções diferentes.

Apesar de muitos projetarem uma final entre Brasil e Alemanha na Copa do Mundo de 2018, esse confronto pode acontecer nas oitavas de final caso uma das seleções fique em segundo lugar do seu grupo e outra em primeiro. Esse cenário ficou mais viável depois dos comandados de Joachim Low terem perdido na estreia para o México.

– Não (estou com medo de um reencontro). Estou torcendo para jogar contra a Alemanha para retribuirmos a gentileza deles – declarou o treinador do tetracampeonato.

Carlos Alberto Parreira também analisou a estreia da Seleção Brasileira contra a Suíça. Para ele, um confronto difícil era esperado uma vez que os dois times estão bem colocados no ranking da Fifa e pela falta de experiência em Copa do Mundo dos atletas comandados por Tite. Além disso, ele previu que o time verde e amarelo irá se recuperar a partir da próxima sexta-feira, às 9 horas (de Brasília), contra a Costa Rica.

“Se criou uma expectativa muito grande antes da Copa. O Brasil é o segundo do ranking, a Suíça é a sexta do ranking, portanto esses jogos são difíceis. A estreia gera muita tensão, praticamente apenas o Marcelo e mais três ou quatro jogadores já tinham participado de Copa e os outros estavam na primeira vez. Isso causa uma apreensão muito grande e o time não repetiu as atuações que estávamos acostumados a ver”, afirmou o técnico de 75 anos.

“Nosso time é muito bom, tem um potencial muito grande. Com certeza, passado esse jogo, daqui para frente o Brasil irá deslanchar”, completou Parreira.


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