domingo, 18 de novembro de 2018

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Escória: ignorância e oportunismo

Matéria publicada em 8 de julho de 2018, 06:04 horas

 


Supostos ativistas desconhecem, ou fingem desconhecer, a composição do material armazenado no bairro Brasilândia

Feio: É o que se pode dizer do depósito de escória da CSN
(Foto: Paulo Dimas)

A paisagem do depósito de escória, operado pela Harsco Metals, em um terreno pertencente à CSN no bairro Brasilândia não é bonita, mas também não é perigosa. Nem para as pessoas que moram perto, nem para o Rio Paraíba do Sul. Se fosse gente, a tal pilha de resíduos de produção de aço poderia se queixar de bullying. Só porque é feia, ela é objeto de uma campanha que a vende como uma ameaça à saúde dos vizinhos e até ao suprimento de água da Capital do estado.

Só duas coisas podem explicar o rififi aprontado pela mídia da capital e também por alguns políticos em torno desse assunto: ignorância ou oportunismo. Ignorância, caso jornalistas e políticos não saibam do que é constituída a escória de alto-forno armazenada no local e se ela representa ou não risco ambiental. Oportunismo, caso a intenção seja criar uma comoção em torno do assunto para obter ganhos políticos ou de alguma outra natureza.

Na opinião do colunista, o furdunço criado nos últimos dias é resultado do aproveitamento da ignorância de alguns pelo oportunismo de outros.

O que é a escória

O colunista foi buscar a definição de escória no paper acadêmico intitulado “Caracterização da escória de alto forno proveniente de resíduos industriais visando seu uso na construção civil”, escrito por Maurílio Gomes Pimentel, Engenheiro Civil e Mestrando da UFPA, Adriano Luiz Roma Vasconcelos, Engenheiro Civil e mestre pela UFPA, Marcelo de Souza Picanço, Doutor em Geologia e Geoquímica, José Victor Brasil de Souza, Graduando em Engenharia Civil pela UFPA e Alcebíades Negrão Macêdo, Doutor em Engenharia de Estruturas, também pela UFPA.

“A escória de alto forno (EAF) é um produto gerado na fabricação do ferro gusa, sua formação ocorre pela combinação química das impurezas do minério de ferro com calcário e dolomita e as cinzas de carvão mineral, durante a produção do ferro gusa a EAF flutua no topo do ferro fundido, localizado na parte inferior do forno, dessa forma, protegendo o mesmo de se reoxidar por meio do jato de ar quente que funde através do forno, durante o reaproveitamento do forno, o ferro fundido e a escória são separados, enquanto o ferro é fluído em moldes de ferro gusa para fabricação do aço, a escória é direcionada em grandes recipientes, em seguida despejada dos mesmos”, afirma o trabalho.

Então, basicamente a escória é o que sobra quando se produz o gusa, que depois vai virar aço. Agora vamos ver a composição desse produto: “Os resultados mostraram que a EAF possui uma massa específica semelhante ao dos cimentos devido em especial a sua composição química e mineralógica. Da mesma forma a EAF apresentou predominância de óxidos de silício (SiO2), cálcio (CaO) e alumínio (Al2O3), bem como em sua mineralogia predominância de quartzo, calcita e hematita. Além disso a EAF apresenta-se como um material inerte, podendo ser utilizado dessa forma, como material suplementar ao agregado natural para a produção de concretos e argamassas”.

Em resumo, a escória não representa riscos à saúde por ser, como afirmam os cientistas, um material inerte.

Reação mergulhada em água

“E se a escória cair dentro do Rio Paraíba do Sul?”, perguntam alguns dos paranoicos de plantão. Eles enxergam um cenário apocalíptico, com a captação de água sendo paralisada a jusante de Volta Redonda, por causa do risco de contaminação. Para responder a essa pergunta, vamos recorrer ao trabalho acadêmico “Avaliação ambiental de concreto com escória de alto-forno ativada quimicamente após um ano de exposição em ambiente marinho”, de Maria Antonina Magalhães Coelho, Maristela Gomes da Silva, Fernando Lodêllo dos S. Souza, Robson Sarmento, Eliana Zandonade , Tsutomu Morimoto e José Luiz Helmer.

De acordo com o próprio trabalho, “O objetivo desta pesquisa foi avaliar o impacto ambiental, após um ano no meio marinho, de concreto de escória de alto-forno ativada quimicamente. Foram produzidos dois concretos, o primeiro como referência, utilizou 50% de escória de alto-forno e 50% de cimento CP III e o segundo utilizou escória de alto-forno ativada quimicamente com 4% de Na2O do silicato de sódio + 5% de cal. Para a avaliação do impacto ambiental foram confeccionados blocos de uma estrutura hidráulica de contenção de ondas e colocados em exposição em ambiente marinho. Ao mesmo tempo, blocos ficaram imersos em tanques com água do mar, com simulação do movimento das marés. Foram avaliadas a qualidade da água através do monitoramento do pH, durante 1 ano, e por análise química da água. Foram realizados, após este tempo, estudos de classificação e de contagem de número de organismos marinhos encontrados na superfície dos blocos que estiveram no mar. Este estudo e a comprovação da qualidade da água, indicam que o material utilizado não prejudica o meio ambiente”.

Como queríamos demonstrar. Mesmo que toda aquela escória caísse, por algum motivo, dentro do rio, não haveria risco à qualidade da água.

E nós com isso?

A escória está lá, quietinha. Não representa perigo para ninguém e pode até vir a ser útil: serve para pavimentação de estradas rurais, por exemplo. Aliás, não é segredo para ninguém que a CSN está oferecendo o material para esse fim. Aí, uma ONG de Magé resolve que o material representa risco para o Rio Paraíba do Sul e mobiliza imprensa, políticos, ministérios públicos e órgãos ambientais para pedir a interdição do local.

Em e-mail enviado ao DIÁRIO DO VALE, uma ONG chamada “Baía Viva” afirma que “Ecologistas e técnicos alertam que, por estarmos no inverno, caso haja uma chuva mais forte, pode ocorrer um evento natural denominado Tromba D´àgua, o que carreará as pilhas de rejeitos de metais pesados para o Corpo Hídrico, obrigando o Poder Público a suspender o abastecimento de água por poluição química do Corpo Hídrico. Os problemas ou impactos, estimados em larga escala, seriam:

I- Ambientais (mortandade de peixes com a perda de biodiversidade, contaminação do solo e das águas subterrâneas);

II- Na saúde pública (redução do abastecimento de água às populações) e;

III- Socioeconômicos por gerar prejuízos em todas as empresas/indústrias que dependem da utilização da água para seu funcionamento, assim como impactos à pesca e na agricultura familiar”.

Os caras conseguem juntar uma tromba d’água no inverno com metais pesados misturados na escória (que, como vimos, não é verdade) com uma mortandade de peixes, como se escória tivesse endosulfan em sua composição.

Definitivamente, se não for ignorância, é oportunismo. O colunista vai ali rir um pouco e volta na semana que vem.

 

 

Material consultado

1- Caracterização da escória de alto forno proveniente de resíduos industriais visando seu uso na construção civil

MAURÍLIO GOMES PIMENTEL1*,

ADRIANO LUIZ ROMA VASCONCELOS2

MARCELO DE SOUZA PICANÇO3;

JOSÉ VICTOR BRASIL DE SOUZA4;

ALCEBÍADES NEGRÃO MACÊDO5

1Eng. Civil. Mestrando PPGEC, UFPA, Belém-PA;

2M.e. em Construção Civil PPGEC, UFPA, Belém-PA;

3Dr. em Geologia e Geoquímica, Prof. ITEC, UFPA, Belém-PA;

4Graduando em Eng. Civil, ITEC, UFPA, Belém-PA;

5Dr. em Eng. de Estruturas, Prof. Associado IV, ITEC, UFPA, Belém-PA

Apresentado no

Congresso Técnico Científico da Engenharia e da Agronomia – CONTECC’2017

8 a 11 de agosto de 2017 – Belém-PA, Brasil

 

2 – Avaliação ambiental de concreto com escória de alto-forno ativada quimicamente após um ano de exposição em ambiente marinho

Maria Antonina Magalhães Coelho (1);

Maristela Gomes da Silva (2);

Fernando Lodêllo dos S. Souza (3)

Robson Sarmento (4);

Eliana Zandonade (5);

Tsutomu Morimoto (6);

José Luiz Helmer (7)

(1) NEXES – Núcleo de Excelência em Escórias Siderúrgicas, UFES, Universidade Federal do Espírito Santo, Profa. da Univix, UCL, Faculdade do Centro Leste

(2) NEXES, Centro Tecnológico da UFES

(3) NEXES, Centro Tecnológico da UFES

(4) NEXES, Centro Tecnológico da UFES

(5) Departamento de Estatística da UFES

(6) Companhia Siderúrgica de Tubarão

(7) Centro de Biomédico da UFES

Apresentado no Entac 2006 – XI Encontro Nacional de Tecnologia no Ambiente Construído – Curitiba (PR), Florianópolis, 23 a 25 de agosto


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70 comentários

  1. É muito difícil que a pilha esteja a mais de 100 metros de distância do rio. Neste caso, se não for comprovado o contrário, ela está em desacordo com a legislação ambiental. Não adianta dizer que tem um monte de construções e ocupações irregulares próximas ao rio, o caso aqui é a pilha de escória. O rejeito é realmente necessário existir, sem ele não teríamos a fabricação do aço e consequentemente e os empregos gerados por esta. Mas a CSN usa do capitalismo extremo para se manter inerte em procurar um local mais adequado para depositar esse seu rejeito também “inerte”, ou trocando por perguntas, será que só tem ali pra depositar escória? Não existe nenhuma outra área afastada pra isso? Ahhh, mas demanda dinheiro e trabalho pra isso, e quem quer chegar pro chefe e dizer que ele tem que gastar mais?

  2. Apenas um culpado: INEA !

  3. Suzano, no interior de São Paulo é famosa por suas fábricas de papel e celulose, fábricas estas que teem um cheiro insuportável proveniente dos estoques de madeira, um dia caí na besteira de falar sobre este mal cheiro com um engenheiro natural de Suzano que trabalha aqui na CSN, ele me disse que este cheiro é responsável por gerar trabalho e riqueza lá em Suzano, que quem critica este cheiro lá quase apanha, aqui em VR ficamos a todo instante tentando matar a galinha dos ovos de ouro.

    • FranciscoJFLacerda

      Com a globalização este papo já se tornou velho muitos já trabalham fora e até se mudam de VR inclusive vários bons valores infelizmente, na região onde já chegaram várias empresas.. a CSN não é a um bom tempo a única referência e salvação para quem precisar ter seu “ganha pão”!

      A CSN desde a privatização a 25anos incrivelmente mantém 40% das terras da cidade ociosas, não dão, não vendem e não trocam . Seria para travar concorrências em emprego e renda!?

      Hoje muitos mesmo que se formam nesta cidade caem fora para arranjar algo minimamente melhor ou ficam com o rabo entre as pernas, sem sucesso tentando melhorar de vida e aguentando este clima tenso desta empresa que absolutamente não é um exemplo de boa relação e tratamento para os colaboradores se sentirem felizes!

    • O fato de a CSN gerar empregos evidentemente não lhe dá direito de acabar com a saúde de toda a população. Por mim poderia fechar a usina hoje mesmo que não faria a menor falta.

    • Com certeza o tamanho do seu cérebro não lhe permite enxergar além do próprio umbigo e não deixa vc ver o desastre que seria para a região o fechamento da CSN.

    • Péssimo argumento, foi se o tempo em que cabeças assim eram maioria. Felizmente as coisas mudaram e a conscientização ambiental e da sáude também. Ninguém quer que a CSN feche as portas, não precisa nem mencionar o quão é importante em nível nacional, porém precisamos que seja feito algo urgente para reduzir esses impactos ambientais que nítidamente vem aumentando e a CSN simplesmente não sem importa literalmente.

    • E só poruqe esse Eng. disse isso somos obrigados também ficar calados, me poupe né, seu argumento não tem nada a vê com que estamos debatendo aqui. Não misture as coisas, cada qual com seus problemas.

  4. VOCES FAZEM TEMPESTADE EM COPO DE AGUA .. SANTA IGNORANCIA … O COLUNISTA ESTA CERTO ..ESTA MONTANHA DE ESCORIA É INERTE ..PRA ESTA MONTANHA ENTRAR NO RIO TERIA QUE CAIR UM METEORO NO LOCAL OU ACONTECER UM TERREMOTO MAXIMO .. E MESMO ASSIM A QUALIDADE DA AGUA NÃO AFETARIA .. FICARIA UM POUCO TURVA SOMENTE .. É MUITA BALANGAÇÃO PRA NADA

  5. Funcionário padrão

    Um dia todos irão agradecer a CSN por tudo que ela propiciou a nossa cidade, inclusive a montanha de resíduos, que por sua vez foi muito bem explicada pelo colunista que não há perigo algum. Antes de falar mal da CSN lembrem que sem ela a cidade nem existiria.

  6. O colunista não explicou nada com essa matéria, qualquer BURRO pode pegar trabalhos, notas, artigos ou outra coisa do gênero na INTERNET e publicar as mesmas…ele deveria mostrar os dois lados da moeda, pois até terra que for retirada ou jogada em um rio, altera o ecossistema!
    Me decepcionei!!!!

  7. Ah escória de alto forno que é citada na matéria, e a que é estocada próximo a ponte alta pela tupi cimentos, já a escória estocada próximo ao Brasilândia e escória de aciaria quem tem outra composição Química e outras aplicações.

  8. O dia que alguém quizer abrir uma carvoaria, uma fábrica de sardinha ou uma usina nuclear em Volta Redonda chama o Paulo para ajudar no licenciamento ambiental.

  9. Esse escriba, Sr. Paulo só escreve besteira aqui. Acorda Aurélio.

  10. O cara quer usar um trabalho feito em ambiente marinho para dizer que se cair no rio a escória não vai causar dano algum?!? Patético

  11. Apelo ao Aurélio Paiva que faça uma retratação. Não obstante a ser uma opinião (ruim) do sr. Paulo, é quase uma confissão de subserviência aos interesses da CSN. Completamente lamentável e gasosa este monte de bobagens…

    • Igor voce é sensato.
      O artigo debochado e com fundamentos sem pé e sem cabeça do Paulo deixa no ar que ou o colunista recebeu algum agrado ou que infelizmente esse renomado veículo de comunicação não é isento e aparentemente esta a serviço de grandes corporaçoes jogando fora toda credibilidade e a responsabilidade jornalistica.
      Será que a postura do jornal na audiencia publica para discutir essa montanha de escoria será ficar rindo do povo ?

  12. E esse pó preto que tem invadido constantemente nossas casas, também não faz mal? Problemas respiratórios constantes, acabo de lavar o quintal e depois de meia hora o pó já está espalhado novamente. Isso também é normal?

  13. Além da escória, prejudicial à saúde é essa matéria! DV como pode permitir que esse “jornalista” solte tantas asneiras em um dos jornais de maior circulação na região! Sujou feio o nome do DV! Perdeu credibilidade!

  14. Quanto ele ganhou $$ da … pra escrever essa idiotice? E ainda é debochado ” vou ali rir e ja volto” Certamente o encontraremos por ai e ai teremos muito o que conversar.

  15. — KKK O CARA DIZER QUE ESCORIA MISTURADO COM MINÉRIO DE FERRO CALCÁRIO ETC : NÃO FAZ
    MAL A SAUDÊ . VOCE E MALUCO OU TE PAGARAM MUITO BEM PARA VC FALAR ISSO KKKKKKKK
    OU LOUCO CACHOEIRA .

  16. — KKK O CARA DIZER QUE ESCORIA MISTURADO COM MINÉRIO DE FERRO CALCÁRIO ETC : NÃO FAZ
    MAL A SAUDÊ . VOCE E MALUCO OU TE PAGARAM MUITO BEM PARA VC FALAR ISSO KKKKKKKK
    OU LOUCO CACHOEIRA .

  17. Fala sério ! Que matéria é essa. Então a escória não é prejudicial a saúde.

    • CEM Reais para votar, SEM proteção aoMeio Ambiente depois

      Não os componentes químicos conforme os especialistas que o colunista se baseou.

  18. Geennte …..estou alarmado, não acredito que DV teve a coragem de deixar esse cara lançar essa matéria, acho que a intenção dele foi causar polêmica, só pode ser. Quanta ignorância e oportunismo da sua parte colega, só pode tá ganhando 1 por fora, só pode ser. 1ª pergunta, em qual bairro tu mora ? Com certeza nem em Volta Redonda tu mora. 2ª pergunta, tu teve o trabalho de pesquisar junto à técnicos da àrea mineração da composição do rejeito, e porque não consultou técnicos da área da saúde, porque não consultou moradores que vivem no entorno dessa montanha de rejeitos ? É devido a ignorância de brasileiros como vc que a cidade de Mariana está devastada e outros mais 3 estados estão sofrendo com o caos instalado com poluição de rios e mares com rejeitos que aliás, são menos pesados que a escória. Você diz que a escória tá lá quietinha na dela, o mesmo era dito pelos técnicos da barragem e rejeitos de Mariana, e olha no que deu. Você teve a ousadia de dizer que escória não faz mal a saúde, faltou pouco a dizer que ela pode ser usada como farofa num churrasco. Pois fique sabendo que em todos profissionais da saúde que consultamos são unânimes em dizer que a população de VR sofre com problemas diversos de saúde devido acúmulo desses INOFENSIVOS REJEITOS no ar. Toda indústria gera emprego e renda assim também como seu lixo e rejeitos. O que se deve discutir é destinação adequada desse rejeito para que não anule as vantagens oriundas do funcionamento de uma indústria numa região. O que se deve discutir é o seguinte : esta área, no centro da cidade, à beira de um rio de tamanha importância, é o local ideal e único onde esta empresa pode depositá-lo ? As condições de depósito desse rejeito, à céu aberto, é o ideal ? Paulo Moreira ….vamos ser menos ignorantes tá.

    • Maura Lucia Euzebio

      Parabéns pelas palavras super bem colocadas e que expressam o pensamento das pessoas de conscientes, o que com certeza, não é o caso deste jornalista que escreveu esta matéria quase criminosa.
      E ainda pior, é ela ter sido publicada, fato que nos faz pensar no quanto a imprensa está pensando em nosso favor, ou em benefício de quem lhes interessa.

  19. Uma MONTANHA de rejeitos industriais deslocada para dentro do Rio Paraíba não causaria mal algum ao meio ambiente ?!!!! Me favoreça !!!! Matéria tendenciosa meus nobres !!! Lamentável !!!!

  20. O colunista cita alguns estudos e materiais ao final da matéria do qual diz ter tirado referências para dar embasamento à sua opinião, e nada mais…pois trata-se de uma opinião falha calcada em material incompleto, que visa claramente a defesa da empresa. Fica parecendo até matéria comprada. Deveria sair da frente do computador, levantar da cadeira e passar algumas horas nas imediações da pilha de escória em questão, mas venha de preferência com uma camisa branca para ter a noção real das asneiras que escreveu. Dizer que ao recolher as roupas cheias de pó ao final do dia, ou varrer a casa repleta de poeira é algo normal e ainda colocar como subtítulo da matéria “e nós com isso?” é algo no minímo imoral.

  21. Esse colunista é maluco ou mal intencionado?

  22. Pior matéria que já li.

  23. Opa já que não faz mal, transfira essa montanha de problemas, para frente da sua casa.

  24. Faltou relatar do teor de Enxôfre – combinado com água do rio gera ácido. Faltou relatar do KCn – Cianeto de Potássio.

  25. Só pode ser piada essa coluna.
    E a população que vive no entorno da montanha de escória, inalando aquele pó 24h por dia? Isso você não aborda na sua coluna.
    Aprofunde-se nos estudos sobre doenças respiratórias em Volta Redonda e verás que vivemos num dos locais mais inóspitos do Brasil.
    Se mesmo assim, você ainda disser que a montanha de escória é inofensiva e que não causa malefícios à saúde da população, fique a vontade, carregue um pouco dessa escória e despeja no seu quintal.

  26. Esse colunista se acha especialista em tudo.Parei com ele.

  27. Escoria siderurgica ,po de cimento ,po de cal, poluicao atmosferica, ruidos, lixo hospitalar , fezes de pombos,fezes de gato, espirro humano carregado de virus ,ambiente mofado,fungos, brigas e mortes em familia,desemprego em massa ,politicos corruptos ,saude em frangalhos,seguranca e ensino um terror. Quem advinhar dos itens acima o mais agressivo, ganhara a medalha do salvador da patria .Verdade = somos todos ipocritas .

  28. O caro colunista mora ao lado da pilha de escoria? Duvido. Se morasse sentiria os efeitos do pó. Mas é claro que, até dando uma olhada nas colunas anteriores, ele resolve ser o menininho do contra. Deve ter feito faculdade do Facebook para polemicas …

  29. Inacreditável essa matéria. Não há como não traçar um paralelo com tudo de ruim que acontece em nossa sociedade, onde a informação é manipulada ao sabor dos interesses dos poderosos. O colunista foi apenas o porta voz, haja vista que dificilmente pesquisou sobre o tema. A imagem da mata ciliar à beira o Paraíba do Sul agonizando é forte o bastante, pedindo socorro pela asfixia da montanha “linda” que ninguém quer.

  30. Nunca li um artigo com tamanha soberba e falta de conhecimento técnico para supor que existe uma ignorancia coletiva.
    Parece que esta defendendo com unhas e dentes os interesses dos empreendedores ou do mercado imobiliario. O povo é oportunista ?

  31. Juarez Barbosa Marliere

    A empresa deveria fazer um concurso para mudar o nome do subproduto!!!
    já que serve para tantas coisas boas, deveria se chamar veículo granulado superconcentrado quentinho para ornamentação ambiental.
    Escória não caiu muito bem!!!

  32. Uma bela montanha dessa deveria ser aproveita para recreação, o pessoal de volta redonda poderia esquiar na escória kkkkkkk

  33. Então, já q é tão inofensiva como se diz. Poderíamos reivindicar um parque ecológico e uma área de lazer, em cima dela ou no seu entorno, c plantações de árvores frutíferas, um córrego artificial, uma piscina coletiva, ciclovias, gramados verdes p as famílias nos fins de semana………

  34. Ciro Gomes trabalhou vários anos na CSN e não viu isso!
    Aqui em Volta Redonda ele não consegue nenhum voto!
    O que dizer da ignorância daqueles petistas que fugiram para o PDT a fim de votar no Ciro Gomes?!
    Como diria o ex-Senador Mão Santa: “A ignorância é audaciosa!”…

    • Engano seu meu amigo, aqui em VR ele vai ter mtos votos inclusive o meu. Ele realmente trabalhou na CSN e queria resolver o problema, mas, bateu de frente com Steimbruch. Quando viu das intenções do Steimbruch, quem era o cara, ele meteu o pé. E esse papo de que o Steimbruch vai ser vice dele, é papo furado. Anota aí o que vou te falar, vc vai se lembrar disso ….Ciro Gomes, próximo presidente do Brasil.

    • Júlio: Ele é revoltado seletivo, nas suas missivas em momento algum ele fez críticas ao tucanato e seus seguidores (Aécio, Aluysio Nunes, Geraldo Alckimim e outros), em momento algum ele fez menção aos bruxos do DEM (Rodrigo Maia se sua trupe) e até mesmo aos integrantes do MDB (PMDB) (Moreira Franco, Temer e seus capangas). E outra coisa, ele quer criar polêmica, se vc observar, ninguém mas lê o q ele escreve por ser repetitivo e seletivo.
      Tu achas q o cara q tem o tal MÃO SANTA (procure no google quem é esse baluarte de honestidade), como ídolo, só faz as suas missivas serem evasivas.

  35. Já que é tão boa assim, Vende o seu imóvel e compre um no LOCAL ONDE ESTÁ ESSA ESCÓRIA.
    Como assim não faz mal á saúde…Faça-me o favor!!
    Parei contigo e com esse jornal. Não perco mais meu tempo!!!!!

  36. Pagador de impostos

    A discussão sobre o assunto é muito boa e merece ser continuada. É bom ver a população se importando um pouco, ainda que seja apenas por um breve período, pela questão ambiental. Essa mesma população, que reclama, e com razão do pó preto que está infernizando suas vidas, é a mesma que coloca fogo no mato seco nessa época de poucas chuvas. É a mesma que joga lixo nas ruas, é a mesma que descarta entulhos de obras nas ruas, como se isso fosse a coisa mais natural do mundo. Ainda estamos muito longe do mínimo em questões ambientais. Mas, vamos em frente….

  37. Faltou explicar a distância obrigatória do Rio. Tem lugar q é uns 3 metros

  38. Eis a mania de jornalista dar pitaco acerca daquilo que não domina. O senhor ao menos poderia ter consultado estudos da FIOCRUZ e de profissionais ligados a UFRJ E NÃO COM PESQUISA DAQUELES que colocam os retornos economicos acima da qualidade de vida da população, como no caso de engenheiros a serviço do capital industrial. Bonito seria o senhor edificar sua residencia, junto a seus familiares no topo desta montanha de dejetos. Nos convenceria melhor do que este artigo.

  39. Já que não estão considerando como poluição, os diretores da CSN poderiam morar nesse pátio de escória da Volta Grande e cada acionista da empresa receberia como brinde esse material em suas propriedades, quantidade equivalente ao volume transportado por um caminhão caçamba da Harsco. Mesma coisa para os que atestaram que o pó desse lixo siderúrgico não faz mal. Mais alguém quer um aterro de escória na sua vida?

  40. A escória, no mínimo está em local inadequado, perto do rio, poderia ser depositado em outro local e longe de um rio já tão ameaçado.

    • Perfeito. A minha sugestão seria ser depositado há pelo menos 0,5 metro, da casa de quem escreveu esse artigo.

  41. FranciscoJFLacerda

    Reparem na foto uma das mais belas das matas ciliares ao longo do rio Paraíba do Sul. Querem mais alguma prova que este depósito já não deveria estar neste local?

    • Na cabeça do Paulo Moreira essa pilha sofre bullying. Desrespeito ao meio ambiente agora se chama rififi. Questionar o empreendedor e cobrar o órgão ambiental se chama fazer furdunço. É mais fácil ler o resumo de meia dúzia de artigos e tomar conclusões convenientes como se tivesse habilitação técnica para emitir um laudo…. e pior zomba a sociedade ao terminar dizendo que vai rir um pouco e volta semana que vem.

    • Não sou de modo algum a favor daquela pilha de escória naquele local, mas se não estivesse ali, a pequena mata ciliar sequer existiria.

  42. se nao faz mal joga no rio entao

  43. Volta redonda é a Chernobyl do Estado do Rio de Janeiro.

  44. É um belo lugar para a implantação do clube da verdade. Um magnífico terreno de preferência com a brisa que sopra dessa pilha de rejeitos. Até uma criança sabe que onde tem lixo industrial os imóveis são desvalorizados. Os sábios teriam tempo de sobra para fazer o asseio e deixar o local livre da poeira e concomitantemente contemplar da janela uma montanha que remete ao período Arqueano onde nem capim nascia isso se não tiver um problema respiratório antes. O debate ambiental nunca é levado a sério em Volta Redonda.

  45. FranciscoJFLacerda

    Mas…e a poeira, e as partículas em suspensão que provoca incômodo, sujeira e doenças respiratórias principalmente nesta época? E as inúmeras outras áreas pertencentes à CSN dentro da cidade de Volta Redonda, já espremida entre a indústria que ainda polui e muito as vezes por falhas humanas e de equipamentos ou por falta de atualização dos mesmos.

    O certo seria levar para um local distante e amplo, a estrada de ferro está aí, ao lado! O errado é que esta cidade já com poucas áreas livres fora dos domínios desta empresa para um bem viver já serviu por décadas, e manter isto, como local para despejo de lixo industrial em diversos bairros, alguns comprovadamente prejudiciais à saúde humana. Sejamos sensatos e no meu caso, não ganho um centavo para criticar ou proteger esta grande empresa que Volta Redonda detém, para o bem e para o mal

  46. Concordo com zé pequeno. O resto é uma escória de defesa da csn.

  47. Meu nome é Zé Pequeno!

    Por ser um material particulado, o vento pode transportá-lo e as pessoas poderão absorver as partículas que as compõe por via respiratória.
    A composição do material é inerte, mas a limpeza nas habitações mais próximas pela dispersão do material pelo vento e a possibilidade de vir a provocar doença denominada “Silicose” e danos ao meio ambiente são denominados poluição atmosférica e hídrica visto que alteram as condições encontradas normalmente naquele ambiente.
    Silicose para quem não conhece consiste na formação permanente de tecido cicatricial nos pulmões causada pela inalação de poeira de sílica (quartzo).
    Normalmente afeta trabalhadores que exercem suas atividades laborais em minas, locais de extrações,etc pela exposição à ambientes empoeirados sem equipamentos de proteção individual ou coletiva, tais como, máscaras para poeiras e ou exaustores, coletores de pó,etc.
    Independentemente da sua posterior utilização, o acúmulo está altíssimo e próximo a margem do rio – pelo que me recordo deve existir uma área de proteção ciliar de modo a evitar o assoreamento deste – e se o mesmo ultrapassar irá assorear o leito logo dependendo da quantidade poderá vir a provocar inundações em períodos de chuva intensa pela redução da sua profundidade.
    Existe também a possibilidade de paralisação das atividades fábris pois onde irão pôr os rejeitos?
    A doação é benéfica para todos os envolvidos economicamente pois permite a continuidade das operações industriais, aumenta a vida útil do local de armazenagem em uso por mais anos evitando a abertura de novo local enquanto o segundo obtém material para melhorar suas estradas vicinais a custos mais reduzidos.
    Todavia fica o alerta “algo tem que ser feito” para minimizar os impactos ambientais, sociais,etc.
    Não nego que estamos em ano eleitoral e que cada uma das partes envolvidas defendem seus interesses logo é necessário um estudo sério para verificar o que é verdade e o que é mentira.
    Trabalhando todos juntos o problema pode ser reduzido e todos ganhariam com isso.

    • Acho que o colunista deve uma explicação, sob pena de se interpretar que o oportunismo passa das fronteiras da política formal e resvala na própria imprensa por ele representada.

    • Show. perfeiro

    • CEM Reais para votar, SEM proteção ao Meio Ambiente depois

      Muito bom, Zé Pequeno! Sei que muitos podem contribuir, mas ficam omissos.

      Não tenham medo de errar. Só não erra quem nada faz. Respeito às opiniões tbm é bem-vindo!

      Só para lembrar:

      VOTO NULO não VOTA CONTRA os bandidos e ao

      PAGAR A MULTA eleitoral saiba que o seu dim dim vai para os MAIORES partidos para investirem nos MAIORES candidatos bandidos.

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