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Agências apontam queda nas vendas de veículos em Volta Redonda

Matéria publicada em 11 de agosto de 2017, 17:19 horas

 


Venda de carros chega a sofrer redução de dois terços em algumas lojas

Venda de carros chega a sofrer redução de dois terços em algumas lojas

Volta Redonda – Vender carros não tem sido uma tarefa nada fácil na cidade. Donos de agências de veículos se queixam da queda nas vendas que, em alguns casos, revela redução de até 50% em relação ao mesmo período do ano passado. O perfil dos consumidores também mudou nesse período. Carros com valores abaixo de R$ 25 mil, mais vendidos no passado, estão ficando encalhados.

Tudo isso, provocou outra mudança no setor: comerciantes decidiram reduzir o quadro de pessoal e, os poucos que ficaram, se tornaram um tipo “faz tudo”. Gerente de uma loja do ramo, Ítalo de Oliveira é um dos que confirma a crise no setor. A venda de carros neste estabelecimento sofreu redução de dois terços, passando de 30 veículos vendidos ao mês, para somente 10.

“Às vezes até menos, pois há dias em que o movimento fica extremamente fraco”, ressaltou Ítalo, que conversou enquanto fazia limpeza do escritório.

A loja dispensou recentemente a secretária e um dos vendedores. Os que restaram tiveram que assumir outras funções para ajudar na manutenção do emprego.

– Precisamos trabalhar e não nos custa ajudar na manutenção da loja nas horas vagas já que o movimento está fraco – ressaltou Ítalo, mostrando outro funcionário checando o telhado do espaço.

A proprietária da loja ao lado, Daiane Azalen, no ramo há mais de dois anos, concordou com Ícaro, estimando queda nas vendas pela metade. Ela contabiliza uma média entre três a quatro carros vendidos por semana. Há, no entanto, semanas em que as vendas ficam zeradas.

“O movimento de fato está muito fraco, as pessoas vem, olham, perguntam preço e saem sem comprar nada”, ressaltou a comerciante, que a exemplo dos demais do setores, acumula diversas funções evitando contratar mão de obra nova.

– Se for preciso lavo carros, faço cotação de preço, vendo, abro e fecho loja, pois não podemos ampliar os gastos devido às vendas estarem bem reduzidas – ressaltou Daiane que divide as funções com o marido.

OUTRO LADO

Mas não é todo mundo que se queixa da crise no setor. O dono da loja Ale Veículos, Maurílio Fontes, garantiu que o movimento não foi afetado pela crise econômica. Ele explicou, no entanto, ter havido mudança no perfil dos consumidores. A exemplo das demais agências, carros com valores até 25 mil praticamente não são vendidos, enquanto veículos mais caros passaram a ser os mais procurados.

Na opinião do comerciante, essa mudança de perfil teria ocorrido pelo fato da crise, na opinião dele, ter afetado a população com menor renda. “Quem tem emprego público ou situação econômica estabilizada não deixou de comprar carros e nossas vendas revelam isso, mas as pessoas que ganham menos, praticamente desapareceram do mercado de veículos”, ressaltou o comerciante, enfatizando ter mantido o mesmo quadro de profissionais.

Para Maurílio a crise já amenizou e que existe, atualmente no, no mercado são apenas notícias de crise, que levam a população reduzir as compras, afetando , principalmente o comércio. “A CSN está contratando e empresas estão funcionando normalmente, mas as notícias sobre crise não param e a população acaba tirando o pé do acelerador e economizando nos gastos o que nos prejudica, em muito”, completou o comerciante.

A produtora rural Claudiana Gilda Ribeiro, que trabalha como autônoma, é outra que concorda de que a crise já passou. Ela estava, em uma loja a procura de um outro carro a ser utilizado para passeio. Pelas contas da moça havia disponibilidade na conta para compra de um carro de até 50 mil. “Minhas vendas continuam e deixo de fornecer por não poder ampliar minha produção”, completou a moça, afirmando que deixará um dos veículos apenas para entrega de mercadorias. Claudiana produz queijos e demais produtos derivados de leite e fornece para cidades como Rio Claro e Barra Mansa.

Apesar de Claudiana estar entre os que defendem que a crise já passou e não afetou o mercado de veículos usados, ela foi uma das poucas compradoras entre diversas lojas, que estavam vazias, mas com galpões lotados de veículos de várias marcas, modelos e preços.

3 comentários

  1. se de carro diminuiu imagina o de moto!!!

  2. Mas vc vai trocar de carro em qualquer agência de Volta Redonda, eles tem oferecem valores de depreciação do seu carro abusivos, normalmente 20% abaixo da FIPE, enquanto o deles é sempre acima da mesma.
    O seu carro nunca é bom, sempre encalha na loja, enquanto o deles e sempre o supra sumo de vendas.

  3. الفتح - الوغد

    A explicação é óbvia. Os segmentos que mais sofreram com a crise foram os de produtos de entrada, consumidos pelos assalariados, autônomos e pequenos empresários achacados pelo desemprego e custo de vida majorado… Montadoras de veículos de luxo sofreram pouco ou mesmo obtiveram lucro no período tormentoso, afinal a renda dos abastados pode até diminuir em termos relativos, mas não afeta seu poder de compra, não pelo menos sua vontade de manter o status ostentando esses “troféus”…

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