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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

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Cai percepção de piora da economia entre comerciantes

Matéria publicada em 17 de janeiro de 2018, 16:59 horas

 


Aumentou volume de empres√°rios que observaram um desempenho melhor

Aumentou volume de empres√°rios que observaram um desempenho melhor


Rio –¬†
O percentual de comerciantes e empres√°rios de servi√ßos que notaram piora na situa√ß√£o financeira de seus neg√≥cios diminuiu de 48%, em 2016, para 30% em 2017, uma queda expressiva de 18 pontos percentuais em 12 meses. √Č o que revelou uma sondagem realizada pelo Servi√ßo de Prote√ß√£o ao Cr√©dito (SPC Brasil) e pela Confedera√ß√£o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais do pa√≠s.

A sondagem mostrou tamb√©m que aumentou de 15% para 21% o volume de empres√°rios que observaram um desempenho melhor no √ļltimo ano na compara√ß√£o com 2016. A situa√ß√£o permaneceu est√°vel para 40% dos entrevistados. Entre aqueles que melhoraram a performance de suas empresas ao longo do ano passado, 51% presenciaram resultados mais expressivos nas vendas e 27% conseguiram ampliar a clientela. H√° ainda 9% de varejistas que diversificaram os produtos ofertados.

Considerando aqueles que amargaram um ano pior para as finanças da empresa em 2017, mais da metade (51%) argumentam que não tiveram um bom resultado nas vendas, alternativa que em 2016 era ainda maior, 63% da amostra. Também são citados a diminuição da margem de lucro (34%) e aumento a concorrência (24%).

Quando a an√°lise se det√©m ao quadro macroecon√īmico do pa√≠s como um todo, quatro em cada dez (42%) empres√°rios consultados acreditam que as condi√ß√Ķes gerais da economia pioraram em 2017, embora tenha havido uma queda de 20 pontos percentuais na compara√ß√£o com a sondagem feita para 2016. Outros 35% n√£o notaram mudan√ßa, ao passo que 14% acreditam em melhora, percentual que apresentou alta de cinco pontos percentuais.

‚ÄúForam quatro anos turbulentos, marcados por retra√ß√£o no investimento e no consumo, al√©m de desemprego em disparada, queda nas vendas e um cen√°rio pol√≠tico inst√°vel, contaminando todo o ambiente de neg√≥cios no pa√≠s. Ao que parece, o empres√°rio brasileiro come√ßa a vislumbrar a possibilidade de uma retomada lenta e gradual dos neg√≥cios‚ÄĚ, analisa a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Negócios

De acordo com a pesquisa, 56% dos empres√°rios est√£o animados com a possibilidade de melhorar o desempenho de suas empresas nesse ano contra apenas 8% que se dizem desanimados e 27% que est√£o sem expectativa positiva ou negativa. Somente 6% acreditam na necessidade de realizar novas demiss√Ķes.

A sondagem ainda mostrou que 28% dos empresários pretendem ampliar seus negócios este ano e 16% desejam lançar novos produtos ou serviços no mercado. No que diz respeito a tomada de crédito e realização de investimentos, somente 16% manifestam a intenção de adquirir equipamentos e só 8% pensam em pegar empréstimos. Para driblar os efeitos da crise que ainda persiste, 22% dos empresários vão priorizar pagamentos à vista em 2018 e 20% reforçar a propaganda.

A pesquisa mostra que pouco mais de um terço (34%) dos empresários conseguiram realizar ao menos parte daquilo que se propuseram no ano passado. Outros 25% não cumpriram seus objetivos. As principais conquistas foram aumentar as vendas (28%), comprar equipamentos (27%), reformar a empresa (26%) e investir em propaganda (22%).

Em sentido contr√°rio, os planos n√£o realizados foram, principalmente, fazer uma grande reforma (28%), aumentar vendas (24%) e comprar equipamentos (20%). E o principal motivo para aqueles que tiveram de desistir de seus projetos foi a falta de recursos financeiros, mencionada por 26% desses entrevistados.

Ajustes

Apesar do otimismo, 28% dos empres√°rios tem como principal temor a possibilidade de o pa√≠s n√£o sair da crise, seguido do resultado das elei√ß√Ķes presidenciais (20%) e do risco de fechar a pr√≥pria empresa (14%).
De modo geral, 40% dos empresários brasileiros tiveram de fazer ajustes no orçamento ao longo de 2017, mas esse percentual também diminuiu frente a 2016, quando 48% tiveram de adaptar a empresa para tempos mais sombrios. Dentre essa parcela de empresários impactados pela crise, 52% reduziram funcionários, 28% diminuíram o consumo de água e luz e 25% economizaram na conta de telefone.

Entre os que demitiram no ano passado, a média é de dois a três funcionários dispensados por empresa. No caso desses entrevistados, as alternativas encontradas pelos donos das empresas para seguir com a gestão do dia a dia foi redistribuir as atividades entre os demais membros da equipe (37%) ou até mesmo assumir pessoalmente as atividades que ficaram sem trabalhador (24%).

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a capacidade da adapta√ß√£o do empres√°rio tem sido fundamental para o pa√≠s. ‚ÄúO empres√°rio brasileiro tem uma capacidade de resili√™ncia muito forte. Em tempos dif√≠ceis o empreendedor se v√™ obrigado a fazer sacrif√≠cios, como baixar pre√ßos para lidar com a queda no consumo ou at√© mesmo promovendo cortes de funcion√°rios. No entanto, s√£o medidas paliativas e que n√£o se sustentam no longo prazo. √Č precioso proporcionar um ambiente mais prop√≠cio para os neg√≥cios, em que seja poss√≠vel baixar custos e investir em inova√ß√£o, aumentando a competitividade‚ÄĚ, argumenta Pellizzaro Junior.

Inadimplência

A sondagem ainda revela que 15% dos empresários ouvidos admitem que ficaram vários meses ao longo de 2017 com as contas da empresa no vermelho. Em 2016, esse percentual era maior, alcançando 22% dos empresários. Além disso, 14% tiveram de reduzir o mix de produtos e serviços que oferecem aos clientes.

‚ÄúO endividamento √© um grande obst√°culo para qualquer empreendedor porque diminui a capacidade de contratar cr√©dito e expandir as atividades. Em alguns segmentos, o acesso ao cr√©dito √© fundamental para a sobreviv√™ncia da empresa. Para quem est√° nessa situa√ß√£o, √© preciso buscar taxas de juros menores e prazos adequados, pois isso coloca em risco a continuidade dos neg√≥cios‚ÄĚ, alerta a economista Marcela Kawauti.

3 coment√°rios

  1. O PT acabou com a economia brasileira e a recupera√ß√£o da econ√īmia para o n√≠vel em que ela se encontrava em 2009 vai levar ainda uns dez anos!
    Mas essa recuperação pode ser interrompida, se a gente eleger em 2018 um legislativo com representantes desses partidos que apoiaram o PT a destruir o país!
    Logo, vamos fazer o dever de casa e n√£o votar em nemhum partido que apoiou o PT: PSOL; REDE; PSTU; PCdoB; PDT e PT… Se fizermos isso poderemos daqui uns vinte anos sermos um Chile e n√£o termos mais vergonha de dizer que somos brasileiros!

  2. E se prenderem o ladr√£o dia 24 a√≠ sim as coisas v√£o melhorar ainda mais. Algu√©m acha que os investidores estrangeiros v√£o aplicar seu dinheiro no Brasil, vendo tanta gente idiota apoiando um condenado para presidente? Se essa M morresse a√≠ sim, o Brasil viraria pa√≠s de 1¬ļ mundo.

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