domingo, 17 de dezembro de 2017

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CDL-BM orienta o consumidor quanto à quitação de débitos

Matéria publicada em 19 de setembro de 2017, 19:15 horas

 


Barra Mansa – Uma recente pesquisa do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostrou que quatro de cada dez adultos no país estão com o nome sujo por conta de dívidas em atraso. São 61 milhões de brasileiros com restrições, o maior volume desde o início da série histórica da pesquisa, iniciada em 2015.

O mesmo levantamento mostra que 45% dos inadimplentes que negociaram suas dívidas, voltaram a atrasar ao menos uma parcela, caindo novamente no mau registro.

Segundo a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Barra Mansa, organização e planejamento são as palavras-chave para ‘sair do vermelho’ e o consumidor deve estar ciente que, ao negociar uma dívida, na prática, ele estará criando uma nova com um outro valor, que substituirá o antigo. Neste caso, a falta de preparo pode acarretar em consequências negativas para a saúde financeira.

O presidente da CDL-BM, Xisto Vieira Neto, ressalta a importância em resolver as pendências financeiras de imediato, evitando o pagamento de juros altíssimos. Ele orienta ainda a ‘colocar na ponta do lápis’ o que deve e planejar os pagamentos por ordem de prioridade, como por exemplo, as que possuem taxas mais altas ou aquelas que podem gerar corte de serviços essenciais. “Chegando ao segundo semestre, onde já não existem mais vários impostos a pagar e a economia se aquece um pouco mais, somado ao 13°, vem a melhor oportunidade de ajustar a casa”, explica, ressaltando que o brasileiro não costuma ter muita prioridade financeira, geralmente tendo pouca informação a respeito. “Se endivida além de sua capacidade de pagamento e muitas vezes se endivida mal, ou seja, pagando juros altos”.

Considerando-se feito este ‘dever de casa’, vamos às dicas: “1 – Coloque no papel suas dívidas com valor, vencimento e juros a pagar; 2 – Escolha a dívida mais viável. O melhor seria pagar, mas, quando isto não for possível, tente trocar uma dívida no cartão ou cheque especial por um empréstimo consignado ou outra forma de financiamento mais barata; 3 – De qualquer forma, sempre vale o conselho de procurar o seu credor para renegociar. Uma conversa franca faz milagres; 4, 5, 6 … 1000 – Se prepare financeiramente e passe a gastar menos do que ganha”, aconselha. Mas atenção: o cumprimento do acordo é essencial, portanto, tenha certeza de até quanto você poderá contar para a dívida, lembrando, claro, que imprevistos acontecem e é sempre bom ter uma quantia reserva. “Não se comprometa com um valor que, talvez, você não possa cobrir”, recomenda o presidente da entidade.

Simulador de Troca de Dívidas

Ainda de acordo com Xisto, outra boa opção para quem precisa recorrer a outro tipo de financiamento para redução de gastos é o Simulador de Troca de Dívidas. Essa ferramenta, disponível online, mostra como é possível reduzir gastos trocando uma dívida por outra. Vale lembrar que o ideal é encontrar uma opção com juros menores.

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