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Guardia diz que impacto da greve dos caminhoneiros é transitório

Matéria publicada em 18 de junho de 2018, 23:19 horas

 


Ministro diz que paralisação teve repercussões nos níveis de inflação e no crescimento econômico

Guardia: ‘Nós não entendemos como um choque permanente em preços’
(Foto: ABr)

São Paulo – O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse nesta segunda (18) que os impactos da greve dos caminhoneiros na economia são “transitórios”. Segundo ele, a paralisação teve repercussões tanto nos níveis de inflação como também no próprio crescimento econômico.
O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, participa do debate Financiamento de Estados e Municípios: desafios para um novo pacto federativo, na sede do Tribunal de Contas da União (TCU)
“É inegável que ela terá um efeito no curto prazo, tanto no que diz respeito ao nível de preço, quanto no que diz respeito ao impacto na economia como crescimento – setores foram afetados, a economia parou de funcionar, teve escassez de produtos, isso refletiu em preços mais elevados nos supermercados”, enumerou o ministro, ao participar de um almoço organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide).
Apesar dos efeitos relevantes causados pela greve, o ministro acredita que eles serão contornados ao longo do tempo. “Tanto quanto quando a gente olha do lado da inflação, quanto quando a gente olha do lado do crescimento, esses efeitos são transitórios. Nós não entendemos como um choque permanente em preços ou na capacidade de crescimento da economia brasileira”, enfatizou.
Guardia não quis comentar, no entanto, a possibilidade de rever a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano. Ele destacou que a estimativa oficial do governo será atualizada em meados de julho. Em maio, o governo federal reduziu a expectativa de expansão do PIB em 2018 de 2,97% para 2,5%.

Cenário externo

Sobre os fatores que prejudicam o crescimento da economia, Guardia destacou ainda o cenário externo, em que Estados Unidos e China têm cogitado a possibilidade de adotar medidas protecionistas em relação a alguns produtos. “Isso tem um impacto sobre o comércio mundial. Evidentemente que não contribui para o livre comércio e para o crescimento economia internacional”, ressaltou.
Os Estados Unidos também têm sido, segundo o ministro, a principal razão da forte instabilidade cambial que o Brasil tem enfrentado nas últimas semanas. “A normalização da política monetária dos Estados Unidos que tem trazido uma pressão, um movimento global de valorização da moeda americana. Então, uma pressão pela desvalorização das moedas na grande maioria dos países emergentes”, disse.
A transição de governo após as eleições deste ano são outro fator apontado pelo ministro com capacidade de afetar as projeções de crescimento, uma vez que causa insegurança nos investidores. De acordo com ele, os agentes econômicos estão preocupados quanto à continuidade ou não da agenda de reformas do atual governo vem implementando ao longo desses últimos dois anos.
O ministro disse esperar que, independentemente de quem seja o vencedor da disputa pela Presidência, a agenda de reformas seja mantida no próximo governo. “Espero que esse pragmatismo exista com qualquer um que venha a ter a enorme responsabilidade de comandar esse país a partir de 1ª de janeiro de 2019”, destacou.

 

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