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Imobiliárias sentem queda na procura de imóveis para universitários

Matéria publicada em 30 de janeiro de 2016, 18:45 horas

 


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Em baixa: Estudantes estão procurando menos imóveis para alugar (Foto: Paulo Dimas)

Sul Fluminense – Se em outros tempos o começo do ano era motivo para as imobiliárias  comemorarem a grande  procura por imóveis,  destinados a universitários de outras cidades que escolhiam as universidade de Volta Redonda e Barra Mansa para fazerem o curso superior, hoje a situação não parece  ser tão favorável assim para esse setor. Seja por influência da crise, porque o governo reduziu os financiamentos estudantis ou porque muitos estudantes estão optando por se alojarem na casa de um parente, ou amigo, o fato é que as imobiliárias já sentiram um reflexo negativo nesse primeiro mês do ano, se comparado com o mesmo período de 2015.

De acordo com o proprietário de uma imobiliária de Barra Mansa, Álvaro Chiesse, nesse primeiro mês do ano a pesquisa de preços e por aluguel de imóveis com perfil que atenda universitários sofreu uma queda de 70%, se comparado com 2015. “No ano passado, a essa altura, a procura estava muito mais intensa. Nesse ano, a coisa está parada. Não vou dizer que não houve procura, mas foi muito pequena”, disse o proprietário. Segundo ele, devido á crise, o mais provável é que muitos estudantes, antes de fecharem o contrato de locação de um imóvel, primeiro irão buscar alternativas como, por exemplo, inicialmente se alojar na casa de familiares.

“Aqueles que têm condições de ficar na casa de parentes primeiro vão buscar essa opção, antes de alugarem um apartamento. Dias desses, alguns universitários nos procuraram para renovar o contrato, mas depois sumiram e não voltaram mais. Acredito que estão buscando outra coisa”, ressaltou Chiesse.

Outra proprietária de imobiliária em Barra Mansa, Viviane Barros afirma que a procura por imóveis para universitários além de estar inferior a anos anteriores, está direcionada a aluguéis e condomínios com valores inferiores. Conforme compara, se antes um universitário tinha condições de  pagar um aluguel de até mil reais, hoje ele está buscando um de aproximadamente R$ 600 reais.

“O estudante de fora vai precisar de um lugar para morar, isso é fato. Mas ele vai pesquisar mais os preços por causa dessa crise econômica e, certamente, vai optar pelo valor que realmente caiba no seu bolso”, disse a corretora, ao ressaltar que a preferência é por imóveis localizados na área do Centro, mais próximas ao UBM (Centro Universitário de Barra Mansa).

Queda de 20%

De acordo com José Francisco Medeiros, diretor da Redeplan, em funcionamento em Volta Redonda e Barra Mansa, se comparado com o ano passado e anos anteriores, a procura por imóveis com perfil para universitários caiu cerca de 20%. Segundo ele, a redução pode ser o reflexo não só da crise, como também da redução dos financiamentos estudantis por parte do governo Federal, o que de certa forma afastou estudantes vindos de outras cidades.

Embora o diretor também acredite que após o Carnaval o cenário se tornará mais favorável para o setor, ele garante que, mesmo em tempos de crise, a imobiliária consegue ter uma demanda é maior do que nossa oferta para esse público. E isso, segundo Medeiros, ocorre porque Barra Mansa e Volta Redonda não possuem prédios e imóveis específicos somente para estudantes.

“Acaba que, por esse motivo, apesar da procura ter caído, nossos negócios não são afetados. Ninguém, até hoje, produziu para esse público. Esse tipo de investimento é necessário na nossa região, que é carente de um imóvel padronizado para estudantes, com localização adequada e contrato direcionado a necessidade desse público”, observou o diretor, ao ressaltar que a busca dos universitários é por imóveis compactos, de um ou dois quartos, condomínios baratos, localizados próximos à universidade e com valores, em média, de mil reais.

4 comentários

  1. Devido a greve, o semestre na UFF começou em novembro, sendo janeiro o meio do semestre, é de se esperar que não haja procura por imóveis.

    • Parabéns. Você esclareceu tudo. Tudo o que a reportagem nada citou e nada entendeu, e ainda convocou “especialistas” que nada sabem para dizer blá blá blás sem nexo. Sabem de nada !

    • Esclareceu em parte. Só em VR há mais de 13 mil estudantes matriculados no ensino superior, dos quais apenas uns 4 ou 5 mil são da UFF. Além disso, há o contrato de locação, que independe do atraso no calendário acadêmico do aluno. Pelo contrário, isso até inflacionaria o mercado imobiliário, pois haveria mais potenciais inquilinos chegando (o vestibular não foi suspenso) que saindo…

      De qualquer forma, é uma situação pontual e que não afasta os argumentos apresentados na matéria, apenas se soma a eles… Fato é que VR oferta poucos e caros imóveis para o público estudantil, solteiros e residentes temporários…

  2. Eu já falei isso há um tempo, comentando outra matéria sobre mercado imobiliário. Faltam conjugados e apartamentos de 1 quarto, notadamente em VR, onde a demanda é maior. O empresariado local é tacanho e só visa o lucro, não apresenta projetos grandes, bonitos e inovadores. Eles tem que aprender com as construtoras de Juiz de Fora como se fazer um prédio alto, bonito, funcional e cujo custo não seja escorchante…. Edifícios pequenos, como os que se erguem aqui, não diluem o preço de aquisição do terreno, tampouco do IPTU e taxas condominiais…

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